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quinta-feira, 11 de junho de 2009

AMBIENTE: DECLARAÇÃO DE GUERRA

O Doutor Helder Spínola escreve na edição de hoje do DN um artigo que todos, governo, autarcas, partidos políticos e toda a população deveria tomar consciência. Aqui ficam alguns excertos:
"(...) Estamos sob ataque. Um ataque global à humanidade pela própria humanidade. As baixas avolumam-se. Continuar a dar a outra face, manter a passividade, não está a desmobilizar o inimigo agressor. Um destes inúmeros ataques, a poluição pelos automóveis, rouba a vida a mais de 4000 portugueses por ano, na União Europeia (UE) são já 350 mil. O excesso de ruído provoca mais de 9000 mortes prematuras na UE devido ao seu efeito no aumento da hipertensão e dos ataques cardíacos. Por ano a água contaminada mata 5 milhões de pessoas (5 mil crianças por dia), até 2020 serão cerca de 55 milhões vidas perdidas. O aquecimento global, devido à emissão de gases para a atmosfera, já se faz sentir e uma onda de calor no Verão de 2003 provocou 2 mil mortes em Portugal e 35 mil na Europa. No futuro tenderá a agravar-se". Mais adiante: "(...) declaro guerra ao uso abusivo do automóvel (...) declaro guerra à iluminação excessiva e desnecessária (...) declaro guerra à construção sob os escassos solos férteis (...) declaro guerra aos consumos elevados e à poluição da água (...) declaro guerra à produção de lixo (...) declaro guerra aos excessos no consumo de carne (...) declaro guerra aos produtos importados do outro lado do mundo à custa de elevados consumos de energia quando temos alternativas de produção regional que ficam na prateleira (...) declaro guerra à insustentabilidade que faz com que nós, hoje, estejamos a comer do prato dos nossos filhos e dos nossos netos".
O problema é que se sabe que é assim mas também não se vislumbram passos significativos no sentido de atacar uma situação que é dramática a muito breve prazo se tivermos em atenção que uma centena de anos é um tempo insignificante na vida da Terra. O colapso vem a caminho e vejo os governos a brincar com um assunto que é demasiado sério. As atitudes tomadas e propagandeadas pelo governo regional são demasiado frágeis e inconsequentes face à dimensão do problema. Sobre a utilização do automóvel ainda há dias aqui escrevi sobre a política da Câmara do Funchal. E o que dizer da impermeabilização de solos férteis por desrespeito pelos instrumentos de planeamento. Fossem alguns responsáveis, por exemplo, à Noruega (país rico em fontes de energia) e vissem o que é a iluminação dos túneis e mesmo dentro das cidades a partir de uma determinada hora da noite e o que isso significa de poupança energética. Vão lá ver o que são circuitos pedonais e o que são ciclovias! Vão lá ver! E estes são apenas exemplos. Há mais.

1 comentário:

Unknown disse...

Em relacao a luzes dos tuneis, vi uma reportagem no telejornal da rtp-m sobre uns alunos do tecnopolo que criaram um sistema utilizando a luz solar para ilumina-los. O governo devia investigar isso e considerar o projecto.
Tou 100% de acordo que devemos fazer mudancas o mais rapido possivel! Eu proprio estou constantemente a conservar energia, a reciclar e a nao poluir o maximo que poder e nao utilizar o meu carro (como andar a pe quando posso, nao so poupo imensa gasolina como tambem faz-me imenso bem).
No entanto, nao é só aqui. A poluicao das maiores cidades e dos espacos agriculas mais industrializados é que estao a dar a maior contribuicao para isto tudo. O humano criou fronteiras, mas na Natureza elas nao existem.