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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

PEDIR A BENÇÃO?


O Engº João Proença, com esta sua atitude, demonstrou ser um aliado, não um defensor de causas, pois se o fosse distanciava-se de um político responsável pelo estado do desemprego na Madeira e por toda a fragilidade política em que os madeirenses e porto-santenses vivem, consequência de trinta e tal anos de governo absoluto.

O Engº João Proença
veio dar uma mãozinha
ao Presidente do Governo.
Esta foi a imagem que me ficou!
Tenho, confesso, muita dificuldade em compreender a UGT. O Sindicato do qual sou sócio desde há muitos anos (SPM), felizmente, digo-o sem qualquer constrangimento político-partidário, pelo trabalho que faz, deixa-me satisfeito. O Sindicato de Professores da Madeira, enquadrado na FENPROF e esta, por sua vez na CGTP, tem-se mostrado actuante na defesa dos interesses da classe. Se há, aqui e ali, alguma coisa com a qual discordo, no cômputo geral, aquilo que fica como balanço da actividade na defesa da classe docente, agrada-me, sobremaneira. 
E vem isto a propósito do facto da UGT, através do seu Secretário-Geral, o Engº João Proença, esta tarde ter tido um encontro com o Presidente do Governo Regional. Num tempo de apelo à greve do dia 24, considero absolutamente natural que venha à Madeira estabelecer os necessários contactos com as estruturas locais filiadas na sua organização. Até aí, como dirigente sindical, não fez mais do que o seu dever. Agora, aproveitar a oportunidade para subir até à Quinta-Vigia, aí, confesso, embrulha-me o estômago. Se outros foram os assuntos a tratar que não os da greve, obviamente, que deveria escolher outro momento, nunca este pela proximidade da mesma. Até porque, o Presidente do Governo apoia-a sem reservas, porque está em causa a sua permanente luta contra o Continente. O Engº João Proença, com esta sua atitude, demonstrou ser um aliado, não um defensor de causas, pois se o fosse distanciava-se de um político responsável pelo estado do desemprego na Madeira e por toda a fragilidade política em que os madeirenses e porto-santenses vivem, consequência de trinta e tal anos de governo absoluto. Veio à Madeira conceder-lhe a oportunidade de poder "malhar" na República, passando uma esponja sobre as suas responsabilidades políticas locais. O Engº João Proença, numa outra oportunidade, venha à Região e peça audiências ao Vice-Presidente do Governo para que este lhe explique o modelo económico gerador de desemprego e, já agora, ao Secretário dos Recursos Humanos, para que ele possa explicar como desenvolveu a sua teoria matemática e estatística, em que o desemprego cresce mas as taxas baixam. 
Da mesma forma que não há almoços grátis, este encontro, muito pouco institucional, será pago no primeiro virar de esquina. Aposto.
Há situações que me desiludem completamente. Não é este o sentido que tenho da política, muito menos da política sindical. Amigos, amigos, negócios à parte.
Ilustração: Google Imagens.

5 comentários:

Espaço do João disse...

Meu Caro André.
Muito embora reformado, pouco ou nada tenho a ver com os Sindicatos e, sindicalista que, fui durante a minha vivência profissional. Repugna-me actualmente a posição tomada pelos sindicatos especialmente pelos seus dirigentes.
O País está em crise? Não me parece, pois quando mais precisamos de trabalhar, menos fazemos. Inclusivamente, sempre defendi que as greves só deveriam existir em última instância e, não por dá cá aquela palha. Quando sindicalista e, que muito fiz em prol dos tabalhadores que representava, nunca uma só vez apresentei notas de despeza. Estes senhores, estão constantemente em greve, vergar a mola não é com eles. A estes é que eu chamo de Jobs. Teem sempre o seu tacho bem recheado.
O meu amigo já recebeu algum benefício monetário nos dias em que fez greve? Descontaram-lhe sempre todos os dias, não é verdade? Pois então estes senhores quando fazem greve também sofrem descontos? Estão todos os dias a trabalhar em prol dos pobres sacrificados? Qual o motivo da greve do próximo dia 24 e, para que servirá? O País vai sair do estado crítico em que se encontra? Repare que em todas as administrações das emprezas em que trabalham, saiem e entram sempre com o seu emprego certo. Digo EMPREGO, porque de trabalho nada fazem.
Outra questão que sempre defendi e, sempre levei nas orelhas:-
Os aumentos salariais serem em percentagens e, não em dividendos iguais para todos. Se eu ganhar 1000€ e tiver um aumento de 2% não é o mesmo se ganhar 2000€ e o mesmo aumento de 2%. Aqui começa logo a injustiça. Porque será que não se divide o bolo em partes iguais para todos? As batatas e o pão teem aumentos percentuais em relação aos salários? Já é tempo de dar volta a isto.
Outro reparo:- Os lambe botas são sempre os mesmos. Já era tempo desse SR. ENgº colocar o seu saber ao trabalho na empreza que o empregou.
Arregacemos as mangas e,vamos limpar as florestas ou ribeira no dia 24, era mais útil.
Um abraço.

Pica-Miolos II disse...

Senhor Professor
Vai sendo norma,de altas personalidades,do PS Nacional,quando se deslocam à Madeira,prestarem homenagem ao Soba.
João Proença é,infelizmente,mais um a juntar à lista.
Esta gente não aprende ou não quer aprender?!

António Trancoso disse...

Senhor João
No melhor pano cai a nódoa!
E,desta vez,creio que borrou a pintura.
Também sou aposentado e,ao contrário do senhor,continuo aposentado,por dever ético.
Por outro lado,bem sei que está longe da realidade portuguesa,daí,dar algum desconto à desfocada análise sindical que se permitiu fazer.
Uma única questão lhe coloco:
Quem é responsável pela crise que afecta a população mais desfavorecida?

Espaço do João disse...

Meu Caro Senhor
António Trancoso.

Não me venha dizer que não sabe quem são os causadores da actual crise.
Então quer que lhe anuncie?
Pois bem.Começando pelo Prof. Cavaco Silva, Durão Barroso, Santana Lopes, AJJ entre outros, em que não ponho de parte o actual governo.
Olhe quantas vezes o Senhor Durão Barroso citava a Irlanda como país a seguir.
Quantas vezes ele citou a Islandia? E o Senhor Cavaco Silva, que fez às carradas de dinheiro vindas da União Europeia?
Lembra-se do Senhor Santana Lopes o que fez com o CCB? Eram para ser 10 Milhões de contos e, acabou a obra em 40M.
Lembra-se da grande obra da recuperação do Castelo de Sagres? Sabe quantos M. de contos foram gastos nessa altura na plantação de Girassol que nem foi colhido e, nem chegou a ser semeado? Os campos deixados ao abandono e, os grandes senhores irem lá só tirar a cortiça? No entanto o Sr. Cavaco bem apregoava aos 4 ventos o exemplo da grande exploração agrícola do Brejão. Não sabe onde fica? Não sabe quem fazia a exploração com os dinheiros da União europeia e, depois desandou? O Senhor tem memória curta? Tem rabos de palha? Eu bem sei que no melhor pano cai a nódoa. Use e abuse dos guardanapos de papel. Eu bem sei o que digo e, tenho ainda a lucidez de verificar os meus actos. Infelizmente sou daqueles que comeu o pão que o diabo amassou. Possívelmente o Senhor não saiu da Madeira, mas eu tive que percorrer os 4 cantos do mundo para poder fugir da miséria.
A minha aposentação também foi por mérito de tantos anos de trabalho árduo e com muito sacrifício para a minha família. Já agora, agradecia que se tiver E-Mail, me faça chegar, para que possamos trocar melhor certas impressões.
Peço perdão ao Prof. André Escórcio por estar a abusar do seu espaço a fim de lhe dar uma resposta.
A talho de foice:-
Porque não abre um blog ou não me responde por E-Mail?
Com os meus cumprimentos. jsousa41@gmail.com

António Trancoso disse...

Senhor João Sousa
Antes de mais,permita-me que corrija o que,por lapso, anteriormente escrevi:
"(...)continuo SINDICALIZADO,por dever ético."
Fiquei esclarecido quanto aos responsáveis pela crise!
Afinal não foram,nem são,os que trabalham, nem as suas organizações e dirigentes sindicais,legítimos defensores da dignidade de direitos laborais,cívicos e constitucionais!
Quanto a mim,não vale meter tudo, e todos, no mesmo saco.
Permiti-me criticar o que escreveu,mas,ao contrário do senhor,não julgo,acintosamente, quem não conheço.
Posto isto,sobre o assunto,creio nada mais haver a conversar.