sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM BOM ANO PARA TODOS


Se sou feliz, porque razão muitos outros não gozam desse direito? No essencial, a questão é essa.

Sei que não é fácil, perante todas as contingências, desejar um BOM ANO. Sei que há milhares que vivem no sufoco de cada mês haver mais mês... Não se trata de paleio de circunstância, mas daquilo que me vai no fundo do coração, que é como dizer, no fundo das minhas convicções sociais. Se sou feliz, porque razão muitos outros não gozam desse direito? No essencial, a questão é essa.
Nem é tanto o ter mais ou menos disponibilidade financeira, se bem que essa seja uma parte importante, mas o de não ver futuro naqueles que nasceram para desfrutar desse futuro com dignidade. Os Homens, eu diria, alguns homens (aqui, com letra minúscula) têm, sucessivamente, roubado essa possibilidade. A minha luta, humilde luta, é precisamente essa, o de conseguir meter o pauzinho nesta monumental engrenagem, para que todos possam ter direito à felicidade. A felicidade de ter um emprego com deveres, mas com direitos. A felicidade de poder dar um pontapé na pobreza!
Apesar de tudo, de todos os constrangimentos, que 2011 seja um ano pacífico e que as crianças não sofram com as atitudes de ganância e de poder a qualquer preço.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

HOMENAGEM A DAVE BRUBECK, UM ÍCONE DO JAZZ

MANUEL ALEGRE, PRESIDENTE DE TODOS OS PORTUGUESES



Precisamos de um presidente solidário com a Madeira, “porque a Região é parte integrante do país e não pode ser olhada enviesadamente como sistematicamente tem sido pelo actual Presidente da República e também candidato” - sublinhou Violante Saramago Matos, Mandatária do candidato Manuel Alegre.

OS MAUS RESULTADOS DO SISTEMA EDUCATIVO DA MADEIRA CORRESPONDEM À POLÍTICA DO GOVERNO REGIONAL PARA ESTE SECTOR


No Ensino Básico, por exemplo, em 31 escolas, considerando os níveis de 1 a 5, 26 escolas obtiveram níveis inferiores a 3 (considerado positivo), apenas 6 foram positivas (nível 3) com nehuma a atingir o nível 4, muito menos o 5.

Da Secretaria só blá... blá...
"Continuamos a liderar chumbos e desistências", é o que resulta dos indicadores sociais de 2009, do Instituto Nacional de Estatística. No Ensino Básico, 11,4% contra 7,8% do restante espaço nacional; no Ensino Secundário, 26,7% contra 18,1% no restante espaço nacional. Trata-se de valores que não espantam. Aliás, há vários anos que ando preocupado, que alerto para o funcionamento do sistema educativo, todavia, em vão. Mas o mais o preocupante não é sequer essa minha denúncia. Preocupante é o facto do governo tentar encontrar justificações sem sentido, do tipo, as taxas têm vindo a baixar nos últimos anos, blá, blá, blá... Uma justificação ridícula, porque o que está em causa é o facto dessa baixa não acompanhar o ritmo descendente do restante espaço nacional. Era o que faltava não se verificarem melhorias. O problema é este e é aqui que, desde há muito, deveriam os responsáveis procurar as causas e definir as soluções. Causas e soluções no âmbito do Sistema Educativo e causas e soluções de âmbito social mais alargado.
Ah, costumam vir também com aquela historieta de que aqui existe mais rigor. Mas qual rigor, quando, apenas como indicador, nos "ranking's nacionais de aproveitamento dos exames terminais do Ensino Básico e do Ensino Secundário as classificações obtidas envergonham? No Ensino Básico, por exemplo, em 31 escolas (2010), considerando os níveis de 1 a 5, 26 obtiveram níveis inferiores a 3 (considerado positivo), apenas 6 foram positivas (nível 3) com nenhuma a atingir o nível 4, muito menos o 5.
Ora, o que está aqui em causa é a MUDANÇA DE PARADIGMA, a ruptura com um sistema que está errado na sua concepção. Se o sistema nacional, de todo, não me agrada, o que por aqui se operacionaliza no âmbito da Autonomia, ainda pior. E isto tem pouco a ver com a revisão da Constituição. Mesmo com esta Constituição, na parte que refere as bases do sistema educativo enquanto reserva absoluta da Assembleia da República (deveria ser relativa) podemos e devemos apresentar melhores resultados. Como (?) já aqui enunciei e consta do Regime Jurídico do Sistema Educativo Regional, proposto pelo PS-M e chumbado pelo PSD.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A MUDANÇA NECESSÁRIA


Consigo, caro leitor, (em particular, claro) em cinco minutos, descrever uma possível equipa de governo do PS. Competir-lhe-ia, secretaria a secretaria regional, verificar, a partir do conhecimento existente, se, com muita qualidade, a alternativa existe ou não. Sabe, as ilhas já existem há 500 anos (de forma habitada), todos os seus líderes morreram e a vida continuou, sempre para melhor!

Um visitante deste meu blogue, a propósito de MUDANÇA POLÍTICA e das propostas que o PS tem vindo a apresentar, no quadro da construção de uma alternativa, deixou um interessante comentário:
"Sabe qual é o seu problema? É que orienta as suas opiniões contra o PSD regional, mas o seu PS nacional faz o mesmo ou pior... A garantia que um PS regional faria o que defende, se no poder, é zero. A sua luta até seria aceitável e válida, mas sempre fora dos partidos. Ou no mínimo, num partido sem ambições governativas onde se pode ser demagógico à vontade pois nunca terá que provar que aplica o que defende.
Dentro de um partido com ambições de ser poder as suas lutas soam a falso e de pouco valem. E têm o efeito contrário do que pretende. Menos votos. Pois os seus camaradas, quando (no) poder fazem o contrário".
Por outro lado, ao contrário do que o leitor assume, não há luta política, quando se fala de opções governativas fora dos partidos. Os movimentos cívicos são indiscutivelmente importantes, mas o nosso quadro político é pautado pela existência de partidos. E é com eles que temos de viver, conviver e decidir.
Considerei interessante porque permite várias leituras. Desde logo, parece-me óbvio que a leitura que emerge está profundamente marcada por um sentido partidário, que eu respeito, mas que não se coaduna com a realidade, tampouco com os fundamentos da vivência democrática. Repito, respeito todos os partidos e todas as opções. Os partidos, note-se bem, enquanto instituições e as pessoas que neles militam ou são meros simpatizantes. Isto para dizer que não oriento as minhas posições contra o PSD enquanto instituição. Entendo é que a sua práxis política, depois de trinta e quatro anos consecutivos, já deu tudo quanto tinha para dar. Revejo-me em outros princípios orientadores que me fizeram socialista. E o que vejo que o PSD está acorrentado aos interesses que ele próprio gerou e o próprio presidente é, hoje, refém desses interesses. E a Sociedade, por múltiplas razões, exige a mudança. Nascemos para sermos ivres e não meros pivots de uma estratégia.
Aliás, são os diversos indicadores sociais que testemunham a necessidade de mudança. Já aqui escrevi que, por princípio, rejeito mais do que dois mandatos. Um terceiro só deve ser concedido quando existe um claro vazio alternativo de poder. O que, valha a verdade, não é o caso. Desde há muitos anos que são apresentadas excelentes equipas, quer para as autarquias quer para o governo, e todas elas, salvo raras excepções, perdem os combates eleitorais. Perguntar-se-á, porque razão? São muitas, obviamente. São razões de natureza cultural, de ausência de participação política directa ou indirecta por parte da população, de formação escolar que desperte para a Liberdade responsável, razões de constrangimento político, subtil ou descarado, mas intencionalmente criado através de uma rede onde todo o associativismo está controlado, é o domínio do dinheiro que tudo subverte, é o desvio de milhões para a propaganda (um dos casos é o do Jornal da Madeira) que conduz a que as pessoas não tenham, por medo, repito, por medo, opinião, enfim, são muitas as variáveis deste complexo jogo.
Isto também para dizer que as pessoas, em função do comentário feito, não são todas iguais. O PS-Madeira, por exemplo, tem autonomia estatutária e veja-se, por exemplo, o que se passa nos Açores em determinados domínios do desenvolvimento. São realidades completamente diferentes, dir-se-á, porque existem culturas democráticas também distintas. O que não me parece correcto afirmar é que existe demagogia da minha parte quando escrevo seja lá o que for, animado pelas minhas convicções. Pelo contrário, tento, com a minha experiência e leitura da Região, do País e do Mundo, caminhar num sentido que me parece mais justo e mais consistente relativamente ao crescimento e desenvolvimento das populações, neste nosso caso, dos madeirenses e porto-santenses.
Ora, aceitar a posição do leitor como válida, obviamente, que teríamos de partir do princípio que nunca existiria alternativa, o que não é, de todo, um bom caminho. A Democracia exige inovação, criatividade, pessoas que tragam novas ideias que pela sua consistência transformem, localmente, a vida das pessoas. É esse o meu objectivo e se me conhecesse bem veria que assim é!
É por isso que reafirmo que a Madeira precisa, urgentemente, de mudar de actores políticos. Consigo, caro leitor, (em particular, claro) em cinco minutos, descrever uma equipa de governo do PS. Competir-lhe-ia, secretaria a secretaria regional, verificar, a partir do conhecimento existente, se, com muita qualidade, a alternativa existe ou não. Sabe, as ilhas já existem há 500 anos (de forma habitada), todos os seus líderes morreram e a vida continuou, sempre para melhor!
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS, NAS MÃOS DO POVO, A NECESSÁRIA MUDANÇA


O mentor desta estratégia partiu do errado pressuposto que este ainda era o tempo dos reis e que as caravelas vinham apinhadas de riqueza. Ou, então, mesmo sabendo que esta "caravela" atlântica afundaria de velhice, quis perpetuar a obra, já que as dívidas alguém as pagará, o Povo, certamente. Por isso, tem "placas" alusivas por tudo quanto é sítio e, um dia, um busto algures no meio da cidade que, por enquanto, o nega. Com o meu contributo nunca o terá.

 
Sempre a ofender
mas sempre a pedir perdão!

Estamos no final de mais um ano. Politicamente, foi mais um ano complexo. Muito complexo para os madeirenses e porto-santenses. E foi porque o governo regional assim quis. Começou a pagar a factura da megalomania, começou a sentir que o cofre estava vazio e que ninguém está para manter um quadro de despesismo absolutamente inviável e comprometedor para o futuro.
Quando a liquidação das facturas no sector da Saúde é superior a 1000 dias e que a banca bloqueou o sistema factoring, obviamente que estes constituem sinais óbvios do desastre, isto é, da incapacidade para governar. Só que todo este processo tem uma história, que vem de longe, muito longe, vem daquele "princípio" orientador de que a História não fala de dívidas, mas de obras. O mentor desta estratégia partiu do errado pressuposto que este ainda era o tempo dos reis e que as caravelas vinham apinhadas de riqueza. Ou, então, mesmo sabendo que esta "caravela" atlântica afundaria de velhice, quis perpetuar a obra, já que as dívidas alguém as pagará, o Povo, certamente. Por isso, tem "placas" alusivas por tudo quanto é sítio e, um dia, um busto algures no meio da cidade que, por enqunto, o nega. Com o meu contributo nunca o terá.
A tragédia não explica tudo.

Mas, dizia, este foi um ano politicamente difícil. A tragédia de 20 de Fevereiro e os fogos de Agosto vieram completar essa complexidade. Mas a crise, é preciso que se tenha em atenção, não vem daí. Tais acontecimentos acentuaram e colocaram a nu um quadro deveras preocupante. Quer a tragédia quer os fogos demonstraram a fragilidade da Região, os erros cometidos em matéria de prioridades e de prevenção. Puseram a nu licenciamentos de obras que nunca deveriam ter tido lugar. Não quer dizer que tais eventos não tivessem acontecido, mas os danos poderiam ter sido muito, mas mesmo muito atenuados. Tome-se em consideração, por exemplo, o número de obras de canalização de ribeiras e de pequenos afluentes que foram realizadas nos últimos tempos. Foi necessária a tragédia para tais obras serem consideradas prioritárias. E o que dizer do desordenamento do território, da falta de rigor e de respeito pelo planeamento! E o que dizer da ausência de vigilância preventiva no caso dos fogos florestais! Há, portanto, incúria e irresponsabilidade política, porque o tal mentor, um dia, disse que tínhamos de viver e de conviver com o risco. É evidente que todos sabemos que o risco faz parte da nossa vida, independentemente de vivermos numa ilha, só que nós, no plano individual, tentamos minimizá-lo, prevenindo-o. O que não aconteceu, nem acontece, com este governo cujas opções, desde há muitos anos, visam mais a sua auto-afirmação do que propriamente a defesa do Povo.
E essa auto-afirmação conduziu, mesmo neste tempo de vacas magras, a uma total incapacidade para alterar o seu paradigma de governação. Continuaram a não querer ouvir ninguém, judicialmente processaram pessoas, aviltaram-nas na praça pública, soltaram os cães, continuaram a onda de cimentização, jogaram fora contributos válidos e na Assembleia Legislativa tudo chumbaram na mais absurda política ditatorial de quero, posso e mando.
A situação é de dor.
Pela auto-afirmação do seu poder, negligenciaram os números do desemprego, onde as falências acontecem, mas a taxa de desemprego não cresce. Pela auto-afirmação, continuaram a esconder o número de pobres, inviabilizaram o processamento de um apoio acrescido aos pensionistas idosos e pobres, meteram na gaveta petições populares da maior relevância quer pelo número de subscritores quer pela matéria defendida. Atiraram o Porto Santo para uma situação de insustentabilidade, com 92% das empresas em insolvência técnica. Deixaram que o Turismo chegasse ao ponto a que chegou, onde já se fala do destino Madeira num arrepiante quadro de "sazonalidade". Pela auto-afirmação, porque o dinheiro não chega para tudo, esqueceram-se das empresas enquanto promotoras de economia viva e, naturalmente, de emprego. Deixaram, intencionalmente, que a Escola não partisse para a excelência dos resultados e, no plano da Saúde, os conflitos falam por si.
Este foi um ano político para esquecer. E como não aprenderam, em 2011, as vítimas serão as mesmas. Ficarão piores, porque a megalomania, o interesse pelas eleições, a fome de poder, conduzi-los-á a não olhar para os sectores prioritários, atenuando, com medidas estabilizadoras e no quadro da Autonomia, as medidas de austeridade que vêm a caminho. Tal como estão a fazer nos Açores. Espero que o Povo desperte enquanto é tempo e que, em Outubro, diga BASTA a um poder que o anda a triturar como se nada tivesse a ver com ele.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

LOUIS ARMSTRONG: WHAT A WONDERFUL WORLD

COMUNICADO DA DIRECÇÃO DO PS SOBRE A AGRESSÃO AO DEPUTADO CARLOS PEREIRA


O PS não pode deixar de chamar a atenção para o facto de esta agressão vir em sequência de um conjunto de acontecimentos que potenciam e ou concretizam agressões verbais e mesmo físicas de figuras de notoriedade pública contra partidos e personalidades que põem em causa o actual regime político instalado na Madeira.

1. O Deputado Carlos Pereira foi vítima de uma condenável agressão quando participava, enquanto cidadão, numa tradição cultural comum a todos os madeirenses;
2. O agressor, independentemente da natureza e dos motivos da agressão, deve ser exemplarmente punido, matéria exclusiva do foro criminal;
3. A Direcção do PS condena esta agressão, seja qual for a sua origem, pois trata-se de um membro do Parlamento Regional, o primeiro órgão da Autonomia, e, também por isso, merece o nosso total repúdio. Por outro lado, manifesta total solidariedade ao Deputado Carlos Pereira.
4. O Partido Socialista retirará ilações definitivas do facto assim que toda a verdade seja apurada.
5. Contudo, e tendo em conta o clima criado, o PS não pode deixar de chamar a atenção para o facto de esta agressão vir em sequência de um conjunto de acontecimentos que potenciam e ou concretizam agressões verbais e mesmo físicas de figuras de notoriedade pública contra partidos e personalidades que põem em causa o actual regime político instalado na Madeira.
6. Essas agressões, verbais e físicas, cujo alvo são ou políticos, ou jornalistas, ou até personalidades que, em determinada altura do seu percurso, acreditaram no regime político mas dele se distanciaram, diz bem ao estado de degradação a que chegou a situação política na Madeira.
7. Só o facto de se levantar a suspeita pública, legítima, de esta agressão poder ter cariz político diz bem daquilo que é a natureza do regime político e do profundo desprezo e desconfiança que merece de todos os democratas.
8. O PS, embora remetendo à Justiça o que é da Justiça, não pode deixar de responsabilizar os dirigentes do Regime pelo clima de mal-estar que está criado em vésperas de ano eleitoral.
9. O PS chama a atenção dos responsáveis pelo regular funcionamento das instituições democráticas e apela aos candidatos presidenciais para que se pronunciem sobre a subversão do regime democrático, que continua a ser a característica política essencial do que se passa na Madeira.
10. O PS não pode deixar de avisar e prevenir para que, depois, não venha a se constatar ser demasiado tarde.
11. Finalmente, o PS apela a todos os cidadãos para que participem civicamente na vida regional e impeçam que a Democracia se degrade totalmente na Madeira. Não tenham medo! O PS-Madeira e eu próprio estamos determinados a travar o combate decisivo em defesa do Regime Democrático.
Funchal, 27 de Dezembro de 2010
O Presidente do PS-Madeira
Jacinto Serrão
Ilustração: Google Imagens

FALTAM 27 DIAS...


“Se for eleito Presidente da República ninguém contará comigo para pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a segurança social pública ou os direitos sociais”. 

Manuel Alegre assinou um documento de compromisso com cerca de uma centena de dirigentes sindicais da CGTP e da UGT, no qual promete usar todos os seus poderes para defender os direitos sociais e os serviços públicos, intitulado “Um compromisso entre Manuel Alegre e os trabalhadores”, tendo o candidato presidencial recebido o apoio destes sindicalistas.
 O candidato deixou uma garantia aos dirigentes sindicais: “Se for eleito Presidente da República ninguém contará comigo para pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a segurança social pública ou os direitos sociais”. 
 Manuel Alegre compromete-se assim “a usar todos os poderes presidenciais para defender a democracia, direitos políticos e direitos sociais, para defender os serviços públicos, para defender os valores do 25 de Abril que estão consagrados na Constituição da República”. O candidato compromete-se ainda a lutar por defender “o direito dos jovens à esperança num futuro que garanta a dignidade humana, só plenamente alcançável com o direito ao emprego”.
 Portugal precisa do Presidente Manuel Alegre.
 “Nós, sindicalistas e activistas sociais, comprometidos com o mundo do trabalho, a defesa do Estado social e dos direitos dos trabalhadores, identificamo-nos com este candidato que tem uma visão humanista de Portugal e não uma visão contabilística. Um homem para quem as pessoas são pessoas e não números.”
 Este documento foi assinado por dirigentes sindicais como Delmiro Carreira (Presidente do SBSI – UGT), Carlos Trindade (Dirigente do STAD – Com. Executiva CGTP), António Avelãs (Presidente SPGL – FENPROF), Paulo Sucena (Presidente Conselho Geral SPGL – FENPROF), Carlos Silva (Presidente SBC – UGT), Guadalupe Simões (Sindicato Enfermeiros), Manuel Camacho (Presidente UGT/Lisboa), Mário Jorge Neves (Presidente da Federação Nacional dos Médicos), Ulisses Garrido (Com. Executiva CGTP), António Chora (CT Autoeuropa), Rui Godinho (Presidente UGT – Setúbal), Óscar Antunes (Presidente SITEMA - UGT), Ana Paula Viseu (Presidente Mulheres/UGT) e a histórica dirigente socialista da UGT, Wanda Guimarães, entre outros.

NÃO SEI SE É UMA QUESTÃO DE LATA OU DE VASILHA


Mas o dia chegará, ao jeito de um qualquer grito do "Ipiranga", não de independência, mas de libertação do sufoco de uma política tipo "pronto-a-vestir", quando precisamos de diversidade, alta costura e por medida! Para que as pessoas deixem de ser marginalizadas, para que todos, mas todos, possamos ser construtores do nosso futuro colectivo, em Liberdade e em Democracia.


A cadeira do poder
cada vez mais desengonçada!

"Não estamos numa democracia em Portugal. As pessoas que se opõem ao sistema político são marginalizadas". Esta frase tem autor, o Presidente do Governo Regional da Madeira. É de pasmar, tal, permitam-me a palavra, a lata para assumir uma declaração daquelas. Há aqui qualquer coisa de fazer dos outros ou pensar que os outros são uns parvalhões, que todos nós somos uns mentecaptos, que nos esquecemos da práxis política do regime, que a Democracia e a Liberdade, por aqui, não está cerceada. É a declaração típica de Frei Tomás: "olha para o que ele diz, mas não para o que faz". Exactamente isso. No fundo, arrasta para os outros, para os de lá, aquele que é o seu sentimento e prática diária.
São exemplos desse comportamento, o afastamento de pessoas, as críticas que são feitas, os processos em Tribunal porque alguém teceu considerações, muitas vezes técnicas e ou científicas, mas que não foram do agrado do regime, é o controlo das instituições públicas e privadas, são os apelos à justiça por mãos próprias, são as declarações ofensivas da dignidade e que são geradoras de medo, enfim, o rol dos directa ou indirectamente marginalizados é extenso e, não obstante, o autor tem a distinta lata de dizer que lá é que não se vive a democracia.
Pelo menos, no espaço Continental, digo eu, existe alternância de poder, enquanto aqui, há 34 anos, que é servido o mesmo prato político. E não é por ausência de alternativa, pela inexistência de melhores quadros do que aqueles que governam a Região, pelo contrário, eles existem, só que os constrangimentos são de tal ordem, o controlo absoluto é tão evidente, a política do eucalipto ganhou tantas raízes que tudo se torna mais complicado. Mas o dia chegará, ao jeito de um qualquer grito de "Ipiranga", não de independência, mas de libertação do sufoco de uma política tipo "pronto-a-vestir", quando precisamos de diversidade, alta costura e por medida! Para que as pessoas deixem de ser marginalizadas, para que todos, mas todos, possamos ser construtores do nosso futuro colectivo, em Liberdade e em Democracia.
Ilustração: Google Imagens. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

COMO FUGIR À ROTINA E CONTAGIAR CORAÇÕES


Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher


Acompanhei a "Missa do Galo", celebrada pelo Senhor Padre José Luís Rodrigues, da Paróquia de S. Roque. As duas partes da Celebração foram contangiantes. Em vez de palavras ocas, de repetidamente ditas já as sabemos de cor, o celebrante pediu a atenção para ler três textos, apropriados àquela Noite. Foi um momento sublime, pela entoação, pela profundidade e pelo sentimento. Um dos textos foi de Ary dos Santos. Aqui fica. 

Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser

Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

Ilustração: Google Imagens.

AO ENTARDECEDER...

AS SITUAÇÕES NUNCA SURGEM POR MERO ACASO


"Para além de energúmenos desprezíveis, que nunca deixaram de ser (disfarçados sob a capa envernizada de uma "democracia" feita à pressa), dão contínuas provas da mais repulsiva e miserável ingratidão".

Tenho andado estes dias, entre a alegria da família, toda junta, com outras situações que me preocupam. Até porque, depois de uma certa e saudável "loucura" que os dias que antecedem o Dia de Natal provocam, aos poucos, infelizmente, regressamos aquilo que é considerado normal, o trabalho e a luta diária pelas inabaláveis convicções. Se fosse apenas isso, óptimo! O problema é tudo o resto, quem pela actividade política anda, ter de aguentar os safados, os pequenos e grandes poderes, todos eles convencidos que são únicos, intocáveis e tocados pelo dom da infalibilidade. É preciso ter uma couraça quase impenetrável, e digo quase porque, muitas vezes, sente-se a ofensa chegar a dentro, sente-se o desalento em consequência da mentira intencionalmente criada para ferir ou, o trabalho feito com empenho para ser deitado ao lixo. Esta é desprezível, a outra, absolutamente reprovável!
Não esqueço e tenho isso sempre presente, a agressão feita ao meu Amigo Deputado Carlos Pereira. Esse sinal de intolerância criada, portanto, que não surge por acaso, esse sinal gerado por indivíduos sem escrúpulos que utilizam as instituições para gerar ódios, à volta de uma partida ou de um campeonato de futebol, pois parece ser este o caso, desenvolvendo irracionais paixões para sua própria defesa, esse governo, também irracional, que, a montante, apoiou, durante anos, esta inculta histeria de alguns, promotora de ignorantes altifalantes, estão todos no mesmo saco.
A agressão não pode nem deve passar em claro. No plano individual e no plano partidário. Ontem foi com o Deputado Carlos Pereira, amanhã, pode ser com qualquer outra pessoa marcada por posições diferentes daqueles que convêm ao poder instituído. Num outro dia qualquer, apeados do poder, podem socorrer-se da memória dos idos anos 75, das bombas e das perseguições. Penso, por isso, que todos os Democratas, enfim, todas as pessoas de bem, têm o dever dense indignarem, antes que tarde se faça. Entre várias mensagens que recebi, deixo aqui esta à reflexão dos visitantes deste espaço.
"Caro André Escórcio
Por si e por seu intermédio ao Dr. Carlos Pereira, quero aqui exprimir toda a minha solidariedade e repúdio pelo acto da mais reles covardia, emanado, e comandado, de quem da Democracia não possui um simples resquício. Esquecem-se, esses seres abjectos, que foram os Princípios Democráticos que em Abril de 74, tão generosamente trataram os criminosos do Povo Português.
Para além de energúmenos desprezíveis, que nunca deixaram de ser (disfarçados sob a capa envernizada de uma "democracia" feita à pressa), dão contínuas provas da mais repulsiva e miserável ingratidão. Poderão continuar a enganar muita gente, mas, é bom que saibam que também há quem jamais deixará de os considerar a pior da escumalha (embora engravatada) que as sociedades, culturalmente recuadas,permitem medrar.
Um abraço solidário com os votos de saúde para as vossas famílias nesta quadra a elas dedicado. António Trancoso.
Obrigado, Caríssimo, a luta segue dentro de momentos, mas com dignidade e respeito pelos outros. Oxalá, assim entendam.
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


A todos os madeirenses e porto-santenses, a todos os que ao longo do ano por aqui passaram e a todos aqueles que tiveram a amabilidade de deixar um comentário, desejo um FELIZ NATAL.

À VIOLÊNCIA DAS PALAVRAS SEGUE-SE A VIOLÊNCIA FÍSICA


 A luta continua dentro de momentos, meus senhores. Os verdadeiros madeirenses estão a ver o calibre desta gente. À medida que resvalam pelo abismo, cresce a violência verbal e agora a física. Tenham vergonha na cara! 

Estou INDIGNADO com o que acabo de saber. O meu Amigo Dr. Carlos Pereira foi agredido. Ainda ontem, em casa, aconselharam-me a  não passar pelo mercado. As últimas declarações públicas de uns certos senhores poderiam redundar em violência. Pareciam que estavam a adivinhar. Isto é o corolário das posições políticas que o grupo parlamentar do PS tem vindo a assumir, particularmente, as posições de natureza económico-financeira protagonizadas pelo Deputado Carlos Pereira. Nos últimos dias tenho vindo a escrever que, não tendo ainda a procissão saído ao adro, já tinham mandado soltar os cães. Tem sido sensível nas palavras e nos actos. Aqui fica o texto retirado do blogue do meu Amigo Carlos Pereira. A MINHA TOTAL SOLIDARIEDADE, mas isto e outras situações não vão ficar por aqui. Quem assim actua, alegadamente, deve estar ao serviço de alguém. É o que vamos tentar descobrir.  
"Hoje de madrugada, no mercado, fui agredido à má fé de forma silenciosa e premeditada. Não houve conversa, não houve troca de palavras, não houve discussão. O indivíduo não estava embriagado e dirigiu-se directamente a mim e esbofeteou-me violentamente. Não reagi e afastei-me. Tive medo e, pela primeira vez na vida, senti-me inseguro... na minha própria terra perto de milhares de madeirenses. Refugiei-me imediatamente junto da minha familia, menos para fugir do medo e da ameaça mas mais para protegê-la da violência que acabara de sofrer.
Viver no medo é o mais baixo degrau da sã vivência em sociedade. Mas o medo é porventura o tónico mais eficaz para reforçar a coragem nas convicções. Há heranças que serão dificieis de apagar!" I
lustração: Google Imagens.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PARA BONS ENTENDEDORES


Em pleno tempo espiritual e após a inauguração de uma capela, porventura um espaço para o recolhimento e expiação de pecados, a bênção não produziu efeitos, pois mesmo com a boca cheia de areia, as palavras soltaram-se para a agressão e para a mentira. Mas tudo bem, se assim agiu é porque o discurso político está a ter algum efeito.

Mais um golo na própria baliza.
A trupe continua a esbracejar e, em altos decibéis a ofender. Hoje, na rádio pública, foi a vez de um sujeito voltar à carga, quase aos mesmos argumentos de um outro. As baterias foram apontadas à minha pessoa e ao Dr. Carlos Pereira, Deputado do Partido Socialista. Ofensas gratuitas que serão resolvidas no sítio próprio. Obviamente. Da minha parte nem uma palavra sobre o que foi adiantado. O que noto é a existência, articulada ou não, de um complô ou de uma banda desafinada, mas que toca, faz ruído estridente, infelizmente porque, nesta nossa terra, coloca-se o microfone junto da boca de um qualquer. Dir-me-ão que é a bola! Bom, é a bola mal tratada, a bola do pontapé para a frente, talvez porque o treinador assim mande. É capaz de ser assim. Mas quem assim procede está também enganado, pois a difamação seguirá o seu curso normal.
O que noto é que, ainda a procissão não saiu para o adro e já existe muita gente nervosa. Até em pleno Natal onde era suposto uma certa acalmia, alguma paz e tranquilidade. Que a agressividade só viria depois do "empanturranço" das carnes e da doçaria, através de difíceis digestões. Mas não, em pleno tempo espiritual e após a inauguração de uma capela, porventura um espaço para o recolhimento e expiação de pecados, a bênção não produziu efeitos, pois mesmo com a boca cheia de areia, as palavras soltaram-se para a agressão e para a mentira. Mas tudo bem, se assim agiu é porque o discurso político está a ter algum efeito. No conjunto da orquestra eu diria que estão a se sentir incomodados. Ou então, estas historietas visam desviar a atenção do que é essencial na governação. Montaram as cenas do filme em redor de algumas personagens e enquanto delas se falar, obviamente, que não se falará do desemprego, da pobreza, da falência das empresas, do sistema de saúde, dos problemas da educação, dos clubes com dívidas até ao céu da boca, enfim, eu diria que tudo tende a passar para segundo plano. Esta também é uma hipótese.
Uma coisa é certa, vão ter de pedalar e muito, de afiar a garganta, pois nem eu como outros não nos desviaremos um milímetro do rumo traçado. Enquanto houver 30% de pobres, 16.000 desempregados e empresários com a corda ao pescoço, vão ter de ouvir que há uma absoluta necessidade de cumprir os princípios do desenvolvimento. Da minha parte, tais pessoas não ouvirão uma comentário depreciativo às suas personalidades. Simplesmente porque a política faz-se com argumentos. Quem ofende é porque não tem argumentos.
Ilustração: Google Imagens. 

O NATAL NÃO É CIRCO


O Natal pode ser sinal de libertação, de respeito pela Mensagem de Amor e de Tolerância, jamais de ofensa e de aviltamento dos outros. De que vale, hoje, no Mercado, cantarem tantos louvores ao Menino, se, depois, durante outros trezentos e tal dias, esquecerem-se das palavras cantadas?


Conjugar o verbo partilhar
Nunca tive, nem tenho, atitudes que configurem perseguição, subtil ou descarada, seja lá a quem for. Posso até dizer que muitos que me atacaram nos idos tempos da década de 70 e 80, não posso aqui dizer que os tenho por amigos, porque a amizade envolve muitas outras variáveis, mas com eles tenho relações de total cordialidade e de esquecimento do passado. Não gosto de reter situações vividas que me desagradaram, nem de colocar um pé atrás na relação pessoal. Talvez, pela função docente que exerci durante muitos anos, direi que ando sempre com o apagador na algibeira, apagando o que não me interessa, para que as coisas boas prevaleçam. 
Um pouco por isto, quando assisto a atitudes políticas provocatórias em contraponto com estes protocolares cumprimentos de Natal, que não passam disso mesmo, de um rotineiro cumprimento de Natal, para a imagem e para as palavras de circunstância, neles descubro não os valores da sinceridade, mas a hipocrisia em estado puro. Simplesmente porque não podemos hoje ser uma coisa peçonhenta e, amanhã, andarmos a bater no peito. Isto é, ofender hoje e, logo depois, ter um cumprimento de Feliz Natal, com toda a carga de alegria e
de projecto que esta expressão encerra. É hipocrisia, por exemplo, na Assembleia Legislativa, insultar com o que há de mais reles, porque toca na vida pessoal das pessoas e, uns dias depois, desejar Bom Natal e Feliz Ano Novo a este ou àquele. É de mau gosto, espezinhar um dia e remeter, no outro, um postal de Feliz Natal!

O Natal é muito mais
do que os cumprimentos
protocolares.
Eu sou muito sensível a estes jogos e às atitudes hipócritas. Não consigo entrar nesse jogo viciado e sujo. Nunca entrei. Olho-os com alguma comiseração. Pobre dos Homens que assim se comportam, nessa política do vale tudo, sem ética e sem moral. Os que utilizam tudo, mas tudo, as extensões do poder, os subservientes, os que não se importam de andar com o nariz colado ao joelho, a comunicação social que lhes é afecta, paga por todos nós, precisamente para criarem o ambiente que lhes interessa. O Natal não é isso. O Natal pode ser sinal de libertação, de respeito pela Mensagem de Amor e de Tolerância, jamais de ofensa e de aviltamento dos outros. De que vale, hoje, no Mercado, cantarem tantos louvores ao Menino, se, depois, durante outros trezentos e tal dias, esquecem-se das palavras cantadas?
Ilustração: Arquivo pessoal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

UM PODER POLÍTICO INDEPENDENTE



"NUNCA ABDICAREI DA DEFESA DO ESTADO SOCIAL. NÃO ACEITAREI QUALQUER ATAQUE AO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE E À ESCOLA PÚBLICA"


ALEGRE é um Homem de causas e com uma grande capacidade de palavra, necessária hoje para unir os portugueses e dar-lhes um sentido de futuro. Alegre tem as qualidades pessoais, intelectuais e políticas para ser Presidente da República.
Jorge Sampaio
Ex-Presidente da República.

CIDADES E LUGARES 697. LLANES/ASTÚRIAS/ESPANHA


Llanes foi povoada em época pré-histórica, estudos confirmam que a área de Llera, perto de Posada, foi a área mais densamente povoados da Europa paleolítica.

"BOCA AJAVARDADA"


Não me devem nada e eu não devo nada a ninguém. Por isso, faça o favor de ir ver se está a chover!

O exercício matinal
de alguns políticos.
O homem (com letra minúscula) entretém-se, diariamente, com umas "bocas pequenas" e com outras bocas bem mais preocupantes porque colocam em causa toda a população. Não se vê da parte daquele homem uma postura séria, de respeito por ele próprio. Talvez isso implicasse respeito pelos outros. É a "boca ajavardada" que sobressai, a baixa política, rasteira e mentirosa, o reles e acintoso, o lançamento da dúvida a respeito das pessoas e das instituições a que, eventualmente, pertençam. É a sua escola que pontifica e cujos aderentes veneram. Comigo, está enganado. A mentira entra a cem e sai a duzentos. Passam por mim como a água nas penas de um pato. Não entro nesse jogo sujo, nesse jogo da subjugação e do medo. Quando saio a uma porta não preciso de dez minutos para enrolar o rabo. Há quem precise, eu não. Felizmente, repito, felizmente, nunca lhe pedi nada. Os factos e o Tribunal falam por si. Vivi sempre do meu trabalho, do trabalho da minha família, pagámos a educação universitária das filhas sem recurso a bolsas do Estado ou de uma qualquer Fundação, moro em casa própria (Caminho dos Saltos - Impasse 1 da Levada da Corujeira), construída com sacrifício e através da banca. Não me devem nada e eu não devo nada a ninguém. Por isso, faça o favor de ir ver se está a chover!
É esta política do nojo, da ofensa, da descontextualização, onde nada se argumenta, tudo é feito para espezinhar, criar a dúvida, lançar a lama e denegrir as pessoas. É a política de todos levam desde que se atrevam a dizer que o rei vai nu. É a máquina da podridão no seu melhor. Estão a fazer o mesmo com a idoneidade técnica e científica do Doutor Raimundo Quintal. Abriu a boca, logo, Tribunal com ele! É assim com todos e será assim com todos à medida que as eleições se aproximam. Há dez, quinze anos, talvez reagisse de uma forma diferente. Hoje, metaforicamente, faço como o chinês: "sento-me à porta e espero que o funeral (político, claro) passe". E vai passar, porque disse A. Lincoln (1864), Presidente dos Estados Unidos: “Pode-se enganar alguns, todo o tempo. Pode-se enganar todos, algum tempo. Mas não se pode enganar todos, todo o tempo". É assim a vida. Ela tem ciclos, o problema é alguns não perceberem que estão no fim de um ciclo. Que há mais vida para além do exercício do poder.
Esta forma rasteira de atacar as pessoas e não as políticas que defendem é própria de quem nada mais tem para oferecer. A História está cheia de exemplos desta natureza. E por alguma razão, dos últimos anos ressalta que quem assim se comporta não tem espaço político ao nível nacional, muito menos ao nível europeu. Fica pela autarquia como caracterizou o Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Ninguém o quer, que é como quem diz, fica aí, não nos incomodes que este este não é o teu campeonato. O exemplo que vivi na Assembleia Legislativa da Madeira por ocasião do "debate" do Plano e Orçamento para 2011, testemunham a falta de grandeza, a ausência de humildade e de respeito pelos outros. Oh homem, continue assim, porque mais depressa do que estou a pensar o reinado acabará. Da minha parte terá sempre luta, de frente, olhos nos olhos e sem rabos de palha. Uma vez mais, por favor, vá ver se está a chover! Se os da casa já não o aturam, eu muito menos.
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

QUATRO DIAS PERDIDOS E O FUTURO PRÓXIMO O DIRÁ


O Presidente do Governo demonstrou, com o seu discurso, que não tem condições para continuar à frente de um governo que, por sua culpa, conduziu a Madeira para a falência económica, social e cultural.


POLÍTICOS DOENTES OU A DOENÇA DA POLÍTICA!


A podridão está aqui instalada, com muitas mãos sujas, com muita gente que, durante três dezenas de anos apregoaram a felicidade e, olhando hoje para os resultados, o que é sensível é que os mesmos geraram uma sociedade infeliz, pobre, dependente, desequilibrada, que carrega a Cruz porque foi obrigada a suportá-la através das falinhas mansas, dos discursos de poder e de medo, dos discursos redutores e, algumas vezes, miseráveis, contra todos quantos têm uma leitura diferente da condução dos actos políticos.

Assiste-se a um fortíssimo ataque aos políticos. Ainda esta manhã ouvi comentários oriundos do povo, num desses programas de antena aberta, muito causticos para o comportamento dos agentes políticos. Não deixa de ser verdade, embora seja muito preocupante, que os políticos, sobretudo os de primeira linha, têm vindo a colocar-se a jeito. As atitudes públicas, a mentira sofisticada, envolvida em papel celofane colorido, o ar convincente das palavras que não se conjugam com a dramática realidade vivenciada pelas pessoas, a ofensa, os interesses, os alegados negócios, a promiscuidade entre a actividade política e a actividade privada, enfim, coexiste aqui um explosivo mix que leva as pessoas a reagirem, a desabafarem e a carregarem sobre os detentores de cargos ou funções de natureza política. Quem se sente apertado, constrangido, com enormes dificuldades de viver a vida a que têm direito e que por ela lutaram ou lutam, obviamente, que descarregam e com razão face a muita podridão que por aí acontece.
É evidente que olho para a conjuntura internacional e olho, também, para a conjuntura nacional, todavia, não me conformo, isso não, com esta conjuntura regional. Eu diria, por razões autonómicas e do que daí deriva em termos de órgãos de governo próprio. A podridão está aqui instalada, com muitas mãos sujas, com muita gente que, durante três dezenas de anos apregoaram a felicidade e, olhando hoje para os resultados, o que é sensível é que os mesmos geraram uma sociedade infeliz, pobre, dependente, desequilibrada, que carrega a Cruz porque foi obrigada a suportá-la através das falinhas mansas, dos discursos de poder e de medo, dos discursos redutores e, algumas vezes, miseráveis, contra todos quantos têm uma leitura diferente da condução dos actos políticos.
Os serventuários do regime atacam por um lado (eu fui um dos visados, há relativamente pouco tempo), incute-se o medo através das queixas em Tribunal (o caso Dr. Raimundo Quintal, ainda ontem, foi um dos que estavam em linha de mira) e ouvi, também ontem, o Senhor Presidente da Assembleia Legislativa, em uma peça transmitida pela RTP-Madeira, cujo enquadramento e justificação não percebi, falar de "políticos doentes" e que há que ter "paciência" e não "contrariar". Bom, não sei se estaria a referir-se a Deputados que sugerem a abertura de um hospital psiquiátrico, aos deputados que "dormem", aos deputados que chumbam propostas de relevante interesse económico-social ou de um alto responsável que passou um dia na Assembleia a gesticular e a interromper com desprestigiantes "bocas" o que outros diziam, terminando a sua infeliz presença com um discurso digno de constar do anedotário político regional. Todas as interpretações são possíveis. Admito, no entanto, que a peça da RTP-Madeira que escutei constitua um excerto descontextualizado de uma ideia maior. Mas foi isto que passou. Quero eu dizer com estes exemplos, ao correr do pensamento, que os políticos estão a colocar-se a jeito para a crítica. Políticos a quem lhes falta humildade, políticos que não olham a meios, políticos mal formados do ponto de vista da Democracia, dos princípios e dos valores da vida, políticos de altos decibéis mas de duvidosa competência, políticos que julgam ter toda a verdade, quando apenas têm a sua e mal fundamentada. 
E a procissão ainda não está no adro. Depois das Presidenciais, lá para Fevereiro, as baterias vão começar a disparar, em que sentido e com que efeito, logo se verá. Mas, presumo, que nada de bom vem por aí. Há muita "folha feita", sobre pessoas e instituições, por isso, oxalá que o Povo saiba fazer a destrinça entre o essencial e o acessório.
Ilustração: Google Imagens. 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

MAAMME - NOSSA TERRA!


Povo educado elege dirigentes honestos e competentes. E estes escolherão os melhores assessores. Com um povo inculto acontece exactamente o inverso. Um povo educado não tolera a corrupção. Um povo educado sabe muito bem distinguir um discurso sério de uma verborreia demagógica (...).

Uma imagem de Porvoo

Recebi do meu Amigo Dr. Mário Trindade um correio muito interessante e que dá para pensar. Com belíssimas imagens da Finlândia, possibilitou-me reavivar a memória da minha passagem por aquelas paragens, onde tive a possibilidade de visitá-la, demoradamente. É, de facto, um país fabuloso. Porque o seu Povo foi preparado para o construir.  Começa pelo Hino Nacional ("Maamme, que significa Nossa Terra) em tradução livre: "(...) Um dia tua flor vai amadurecer, para então desabrochar; E tua esperança e teu gáudio, teu amor levará às distâncias; E um dia, terra-mãe, tua canção será ainda mais enaltecida". Por aqui, enfim, sem desprimor, fala-se em "contra os canhões marchar, marchar!". O Finlandês assume que o seu País é pobre, porque não tem ouro e que o principal recurso é o seu POVO.
Nesse e.mail do meu Amigo, retirei uma série de frases muito interessantes e que os governantes desta Região AUTÓNOMA deveriam interiorizar. Por exemplo, o que a Presidente Tarja Halonen adianta:
  • O nosso êxito assenta no investimento na EDUCAÇÃO. Investimento 6% do PIB, sem contar com a investigação.
  • Rigor e transparência no governo, assente na honestidade partidária.
  • É muito importante ter coragem para alocar os recursos na Educação Básica.
  • Porque Povo educado elegerá dirigentes honestos e competentes. Estes escolherão os melhores assessores. Com um povo inculto acontece exactamente o inverso.
  • Um povo educado não tolera a corrupção.
  • Um povo educado sabe muito bem distinguir um discurso sério de uma verborreia demagógica.
  • Um povo ignorante desperdiça os seus recursos e empobrece.
  • Um povo ignorante vive a iludir-se e deixa-se iludir.
  • Um povo educado prospera mesmo em condições adversas.
Percorri a Finlândia, visitei Helsínquia, Espoo, Porvoo, Lahti, Tampere, Jyvaskyla, Vammala, Pori, Vaasa, Rauma, Uusikaupunki, Naantali, Turku, Salo, Pargas e uma parte do extenso arquipélago, saltando de ilha em ilha. Visitei os seus grandes museus, catedrais, a fortaleza de Suomenlinna, a universidade e duas escolas. Falei com as pessoas e, portanto, aquilo que o meu Amigo refere no seu e.mail não me é estranho, tampouco constitui um sonho. É a realidade de um País disciplinado, democrático, culto, sereno e rico, porque investiu no seu POVO. O seu sistema educativo não tem nada a ver com o nosso. A autonomia dos estabelecimentos de educação e ensino não está, apenas, no decreto, mas é vivida, sentida e reivindicada. Aprender a aprender para a vida constitui o objectivo central, enquanto, por aqui, aprende-se para esquecer!
Obrigado, Colega, Mário Trindade, por me ter possibilitado revisitar um País do qual guardo muitas e boas recordações. O problema é que nesta Região, onde seria fácil a concretização daqueles nove pontos, nada é feito convencidos os governantes da grandeza do seu feito!

domingo, 19 de dezembro de 2010

JANTAR DE NATAL DO PS-MADEIRA

UMA FRAQUEZA QUE DEVE SER VISTA COMO UMA OPORTUNIDADE


A eternização no poder conduz às rotinas, à cristalização do pensamento e sobretudo à criação de profundas raízes com nós de incalculáveis interesses. As pessoas deixam de ser conduzidas pela sua vontade, mas pela vontade dos outros. É neste quadro que 2011 pode ser determinante. Todos, desde há 500 anos, os que se diziam imprescindíveis, desapareceram e a Madeira continuou! Portanto, no dia que novos actores políticos forem chamados pelo Povo a governar, a Madeira continuará e esses nós, esses interesses, essas raízes, desfazer-se-ão em nome da construção de um novo ciclo.

Está nas mãos do Povo!
2011 será, como todos sabemos, um ano particularmente difícil para muitos madeirenses e porto-santenses. Calcula-se que metade da população passará privações, e mais de 20% privações muito graves. Não se trata de uma apreciação sem fundamento. Trata-se da realidade, consubstanciada em números, isto é, no somatório dos que dependem do Rendimento Social de Inserção, das aposentações e pensões abaixo do salário mínimo nacional e dos números do desemprego. Aliás, o Doutor Alfredo Bruto da Costa quando aqui esteve, há cerca de um mês e pouco, mostrou um interessante quadro o qual referia que, num intervalo de estudo de seis anos, mais de 80% dos madeirenses tinham passado, no mínimo, por duas situações de pobreza. E disse mais, que a pobreza permanente rondava os 30% e que 15% da população vivia num quadro de pobreza persistense. Ora bem, isto significa que cerca de 80.000 pessoas (em 253.000) são pobres e que 40.000 dos oitenta mil encontram-se nessa situação de dependência total. 
A estes números juntar-se-ão os novos pobres, os da designada classe média que, por via das medidas de austeridade (que o Governo Regional da Madeira, ao contrário dos Açores, não apresenta uma medida para os defender), entrarão no grupo dos que experimentam desequilíbrios entre as receitas e as despesas mensais. Com o desemprego a crescer, provados com os 15.737 referentes a Novembro (mais 1.179 que em Agosto), é evidente que a situação tenderá para um substancial agravamento. E nestes números não estão contabilizados os que se encontram em acções de formação e muitos, muitos mesmo, que começam a partir porque não encontram futuro na Região. E perante isto, vejo um Governo Regional, aparentemente sereno, sem uma ideia e todos os dias a fugir dos problemas. A único aspecto que emerge do discurso oficial é o cumprimento do programa de governo (o de 2004), com mais umas obras aqui e ali. Nada mais. Não existe um pensamento acerca do futuro, nos planos económico, financeiro e educativo. Não existe uma ideia sobre as formas de revitalização da economia e aquelas que se conhecem, são frágeis, aliás, a avaliar pelo comportamento das empresas nos últimos dois anos. 
2011 será difícil, eu sei, mas poderá constituir o ano da oportunidade. Esta colossal fraqueza pode ser transformada em uma oportunidade. Desde logo, através do acto eleitoral do próximo mês de Outrubro. As Legislativas Regionais podem e devem constituir uma oportunidade para alterar o quadro político. Não é entendível que o Povo mantenha o mesmo partido a governar, 35 anos depois. Uma vitória do PSD nessas eleições significará, no final do mandato, 39 anos consecutivos de governação, em 2015, com um septuagenário à frente do governo. Não faz sentido. Trata-se de uma presença que mata, num primeiro momento e de forma paulatina, a criatividade e a inovação, depois, a própria Democracia. Já sentimos isso. 
Defendo que, em defesa do Povo, um partido deve governar quatro anos, se a resposta for consistente, deve permanecer mais quatro e por aí ficar. Só em casos muito excepcionais, admito um terceiro mandato. As curas de oposição são importantes. É na oposição que se estruturam novos pensamentos e se descobrem novos caminhos para enfrentar os problemas. A eternização no poder conduz às rotinas, à cristalização do pensamento e sobretudo à criação de profundas raízes com nós de incalculáveis interesses. As pessoas deixam de ser conduzidas pela sua vontade, mas pela vontade dos outros. É neste quadro que 2011 pode ser determinante. Todos, desde há 500 anos, os que se diziam imprescindíveis, desapareceram e a Madeira continuou! Portanto, no dia que novos actores políticos forem chamados pelo Povo a governar, a Madeira continuará e esses nós, esses interesses, essas raízes, desfazer-se-ão em nome da construção de um novo ciclo. Acredito que 2011 poderá constituir o ano da MUDANÇA.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 18 de dezembro de 2010

SALVAR A MADEIRA DA BANCARROTA


Durante o "debate" o Dr. Jacinto Serrão disse que se isto fosse independente, há muito que já aqui estava o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao que o Presidente do Governo respondeu: "Deus o oiça". Ora, ele através desta frase é capaz de tudo ter dito, isto é, que a Madeira está de pantanas e que precisa de alguém que a governe, alguém que imponha austeridade, ao governo, digo eu, já que ele não consegue impô-la.


O "debate" sobre o Plano e Orçamento para 2011, do meu ponto de vista, demonstrou a fragilidade do governo e da maioria parlamentar do PSD. Foi evidente a desorientação pela quase impossibilidade de contrariar as intervenções e propostas dos partidos da oposição e, fundamentalmente, do grupo parlamentar do PS. Dir-se-á que o governo passou por ali, acabrunhado, sem chama, tentando gerir o prejuízo, metido na toca através de discursos com olhos colocados no passado do que na situação presente, muito menos virados para o futuro. Uns manifestando-se agradecidos ao governo da República, outros ao ataque, como foi o caso do muito mal explicada política em relação ao Centro Internacional de Negócios da Madeira.
 Do Presidente do Governo apenas gesticulações e "bocas" para este e para aquele, algumas grotescas e de muito mau tom, desprestigiantes para quem exerce um lugar de notoriedade e responsabilidade política e social. Falou do nada e nada ficou em memória. Um autêntico "resert" na memória, um constante "delete" discursivo, com um ora avança, ora apaga.
O Secretário das Finanças, nervoso, face a uma situação deveras complexa, arrastou-se e multiplicou-se em ataques à República, aqueles malvados que não abrem os cordões à bolsa, como se fossem culpados da ausência de planeamento desta terra e respeito pelas prioridades. Como se eles fossem os culpados pela criação das Sociedades de Desenvolvimento, pelas SAD's desportivas, pelas empresas públicas falidas, pelas obras megalómanas, pela situação angustiante das empresas, pelos calotes na educação e na saúde. Foram horas a empurrar para lá um problema que é de cá, claramente, de péssima gestão e administração da coisa pública. Foi um Secretário dos Assuntos Sociais frouxo, que perante as evidências, os conflitos no Sistema de Saúde, as dívidas de cento e muitos milhões de Euros às farmácias e aos laboratórios, entre outras, a páginas tantas deixou a ideia de querer dizer "não batam mais"! Foi o desastre do discurso do Secretário da Educação, sem uma única resposta para os problemas do sector, a braços com dívidas até ao céu da boca, um desporto profissional falido e uma cultura fragilizada. E o que dizer dos Secretários do Equipamento Social, Recursos Humanos e dos Recursos Naturais!!! Blá, blá e blá... pouco mais do que isso! Neles pressenti a lógica de uma equipa fraca, sem soluções e a adoptar, perante a pressão, a lógica do pontapé para a frente e fé, muita fé!...
Ora, não disto que a Madeira precisa. A Região necessita, urgentemente, de quem a governe com rigor, qualidade, confiança e respeito pelas prioridades. Rigor na despesa pública, qualidade no exercício do poder e na vivência democrática, gerador de confiança junto do Povo em geral e dos sectores empresariais em particular, respeito pelas prioridades que inclui a necessária atenção para o pagamento da dívida acumulada, libertando as empresas para outra postura no mercado. E esta equipa ou outras do mesmo quadrante político já não conseguem aí chegar. Há um completo esgotamento, uma pública sensação que não sabem por onde começar, uma apatia que conduzirá a Região para uma perda da sua própria Autonomia.
Durante o "debate" o Dr. Jacinto Serrão disse que se isto fosse independente, há muito que já aqui estava o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao que o Presidente do Governo respondeu: "Deus o oiça". Ora, ele através desta frase é capaz de tudo ter dito, isto é, que a Madeira está de pantanas e que precisa de alguém que a governe, alguém que imponha austeridade, ao governo, digo eu, que ele não consegue impô-la. A sua lógica funda-se no endividamento, nos outros que paguem a crise, pois a História não fala, disse ele um dia, de dívidas, mas de obras. As gerações futuras que se amanhem. Ele não estará por cá para ouvir das boas, enquanto, pelos mais apaniguados, será lembrado como no tempo dele é que era bom!
O caminho sendo a da  falência, temos a obrigação histórica de lutar por esta terra, pela democracia, pela Autonomia e pela felicidade deste Povo.
Ilustração: Google Imagens.  

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

UM CONVITE À MUDANÇA DE CANAL


Se o Presidente do Governo fizesse um discurso daqueles na Assembleia da República (para já não podia fazer), no dia seguinte, toda a comunicação social apeava-o do poder. Como vulgarmente se diz, ia pelas canas adentro! Isto não pode quedar-se a uma mesa, uma cadeira e um microfone. Tem de haver preparação e nessa gasta-se muitas horas. Depois de estudado, aí sim, venha a crítica, a análise sustentada e nobre, a crítica que ajuda a reflectir e que enobrece, identifica e distingue pela qualidade profissional quem a faz.

Vejo e sigo situações sobre as quais, interrogo-me, como são possíveis. Talvez esteja a ser um pouco ingénuo, pois também sei o que "a casa gasta", no fundo, como é que tudo isto funciona. Conheço a engrenagem, o meio que é muito pequeno, as sensíveis interdependências, a História construída desde 1976, as necessidades de uns e de outros e as sobrevivências perante um mundo de pressões. Conheço tudo isso e muito mais, portanto, concedo um grande desconto aos outros(as), compreendendo-o(a)s. Não tenho o direito de ver os outros pelo meu comportamento político. Cada um segue o seu e desde que respeite os demais, por mim, tudo bem. Amo a liberdade e essa não será um qualquer ente que ocupe, circunstancialmente, uma cadeira do poder que ma retirará. O que me choca não é isso. O que me choca é a ausência de profissionalismo, de conhecimento e que, por essa via, se manifesta em análises absolutamente erradas. Nem conta se dão do descarado frete que estão a fazer ao poder e a ajuda que estão a facultar a que esta terra se afunde cada vez mais. A independência, o distanciamento e a análise que deveria ser profunda e sustentada fica-se quase por meras conversas de café. E isso custa-me aceitar, pela responsabilidade que advém do acto profissional e por essas posições serem emitidas em órgãos de enorme impacto.
Ontem, por exemplo, no meu habitual "zapping", escutei uma crítica ao que se passou na Assembleia no decorrer do debate do Plano e Orçamento. De uma enfiada ouvi que as propostas da Oposição eram "demagógicas" e que o Presidente do PS-Madeira não tinha aproveitado a presença do Presidente do Governo para questioná-lo. Ouvi esta parte e mudei de canal. Tornou-se insuportável pelo evidente desconhecimento da matéria. O que foi dito antes e depois, sinceramente, não sei, nem me interessa saber. Fico por aquelas duas posições. Demagógicas, pergunto. Mas, alguém as leu e compreendeu o alcance das mesmas? Alguém vasculhou as 90 propostas do PS e mais umas 40 dos restantes partidos e compaginou-as com os interesses da Madeira e com a necessária mudança de paradigma político, económico, social e cultural? Alguém tentou reunir-se com economistas e com agentes sociais para entender o que tudo aquilo representava no plano da economia geradora de emprego e de uma melhor distribuição da riqueza? Demagógicas, em quê?
Mais, alguém tentou ler o Regimento do "debate" para compreender a estratégia de cada partido em função dos tempos atribuídos? Ou pensarão que aquele Regimento é semelhante ao da Assembleia da República ou da Assembleia dos Açores? Deram-se à "maçada" de ler a proposta de regimento apresentada pelo PS e que foi chumbada? Se a tivessem lido, certamente, que teriam entendido as diferenças entre um debate e um não debate! Mas se tivessem lido o regimento aprovado pelo PSD perceberiam que, no primeiro dia, que contou com a presença do Presidente do Governo, após a intervenção do Secretário das Finanças, cada Deputado dispunha, apenas, de dois minutos para fazer uma pergunta ao Secretário. E depois dessa primeira ronda, respondida em BLOCO, sem possibilidades de reformulação das questões, seguiam-se as intervenções dos partidos, findas as quais, o governo dispunha de 120 minutos para esclarecimentos às citadas intervenções. 
Ora, no caso do PS (31'), tratando-se de matéria orçamental (era isso que ali se discutia e não fait-divers), obviamente, que só um economista, melhor do que ninguém, o poderia fazer. Nunca o Presidente do Partido. O Dr. Jacinto Serrão ficou para a interpretação política do Orçamento no final do "debate" na generalidade. E mais, se tivessem escutado bem a intervenção do Presidente do PS tinham, certamente, chegado à conclusão que aquela foi uma excelente intervenção política, pela acutilância, pela profundidade e pela frontalidade relativamente aos problemas com os quais a Madeira está confrontada. Em 17 minutos traçou o quadro desta Madeira em ruptura completa. Por isso mesmo enfureceu o Presidente do Governo. Não foi por acaso que o Presidente do Governo, esbracejou, levantou-se e, deselegantemente, mais tarde, não o tratou por Senhor Deputado, mas por aquele indivíduo que ali está.
São estas leviandades nas análises que me custam aceitar. Há uns anos atrás, o discurso sobre o Orçamento não ia muito além da palavra "empolamento". O Orçamento está empolado, dizia-se. Mas porque dizem isso? Porque está empolado e o discurso ficava por aí. Hoje, surgem as análises profundas, sistémicas, comparadas ao longo de doze anos, num trabalho verdadeiramente notável, e em dois minutos, oiço que as propostas são demagógicas. Não há pachorra... mas compreendo!
Eu sei que é muito mais fácil trucidar a Oposição. Está mais à mão. Todavia, todos sabemos que se o Presidente do Governo fizesse um discurso daqueles na Assembleia da República (para já não podia fazer), no dia seguinte, toda a comunicação social apeava-o do poder. Como vulgarmente se diz, ia pelas canas adentro! É por isso que me custa, repito, aceitar a ausência de preparação. Isto não pode quedar-se a uma mesa, uma cadeira e um microfone. Tem de haver preparação e nessa gasta-se muitas horas. Depois de estudado, aí sim, venha a crítica, a análise sustentada e nobre, a crítica que ajuda a reflectir e que enobrece, identifica e distingue, pela qualidade profissional, quem a faz. Da forma como é feita, constitui um convite à mudança de canal.
Ilustração: Google imagens.