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sábado, 25 de junho de 2011

FAZER OBRAS INÚTEIS É UM ROUBO


O que é importante é definir um programa de emergência. A situação da Região no plano económico, das finanças públicas e no plano regional justifica que todas as energias sejam concentradas num programa de emergência, sendo que parte desse programa será um choque económico. O desemprego atinge níveis assustadores e não podemos viver com mais de 20 mil desempregados.


Dr. Maximiano Martins
Candidato do PS-M a Presidente
do Governo Regional.
Considero de relevante importância a entrevista que o candidato à Presidência do Governo, Dr. Maximiano Martins, concede na edição de hoje do DN.  É relevante porque começam ali a ser definidos um conjunto de preocupações políticas em ordem a salvar a Região da catástrofe económica, financeira e social. Ao mesmo tempo que dá, serenamente, para o interior do partido, um sinal de necessidade de todos se envolverem e que o momento terá de ser de unidade em torno do essencial, para o exerior, tendo em conta a situação económico-social, o candidato mostra-se absolutamente determinado: "(...) O que é importante é definir um programa de emergência. A situação da Região no plano económico, das finanças públicas e no plano regional justifica que todas as energias sejam concentradas num programa de emergência, sendo que parte desse programa será um choque económico. O desemprego atinge níveis assustadores e não podemos viver com mais de 20 mil desempregados (é a segunda região do país com maior desemprego)".
Questionam os jornalistas: Propõe um choque económico de natureza fiscal? "(...) Um choque económico significa visar emprego e empresas. A questão da competitividade é essencial para que as empresas tenham saúde económica e possam manter e criar emprego. Deve ser feito tudo o que possa permitir ao nível da fiscalidade, da concorrência, da prática de preços regulados para que as empresas possam ser mais competitivas.
E o programa de emergência prevê um menor peso do sector público na economia regional? "(...) Sem dúvida. O programa de emergência tem três vertentes: resposta aos problemas sociais, pois os níveis de desemprego são elevados e com tendência para aumentar; a área das finanças públicas, com um ataque ao desperdício dos gastos públicos; e a área económica, porque as empresas precisam de ter condições para ter um elevado desempenho".
E como se consegue isso com as limitações do poder fiscal da Região previstas no pacote da 'troika'? "(...) Há sempre margem, porque há a Autonomia mas também o estatuto de ultraperiferia. Só que cabe a cada madeirense perguntar a si próprio se será que o presidente do Governo Regional e o PSD-Madeira são hoje as entidades mais capazes para ter processos negociais a nível nacional e internacional. Acho que não. Veja-se a forma desastrosa como este Governo Regional conduziu as negociações com Bruxelas, onde andou a arvorar uma riqueza que a Região não tem e colocou a Madeira fora das regiões de convergência e com isso perdeu-se 500 milhões de euros".
Do meu ponto de vista trata-se de um momento marcante, pelo conteúdo e pelo facto de marcar uma postura completamente diferente do outro candidato, o Dr. Alberto João Jardim.
Ilustração: Google Imagens.
NOTA:
Esta tarde, a propósito de uma declaração do Dr. Jardim, divulgada há dias, sem sentido e provocatória, um leitor de nome Evaristo Silva, deixou o seguinte comentário no on-line do DN que aqui reproduzo:
"Parafraseando Cavaco Silva - a moeda fraca expulsa a moeda forte - eu diria que, na Madeira, a mediocridade expulsa a competência, seriedade e trabalho. De tão fracos recursos que tem, a Madeira, não se pode dar ao luxo de deitar pela janela fora, os seus mais competentes filhos, digamos assim.
Maximiano Martins, é um grande valor acrescentado para a Madeira, porque: tem fortes conhecimentos na área Industrial, vários sectores, pois foi, não só técnico como Director no Ministério da Indústria; foi durante largos anos Professor e regente de disciplinas em Faculdades de Economia do país, sobretudo, em áreas de Economia Industrial, onde foi precursor de novos conhecimentos e inovação com origem na América do Norte; foi Director do IAPMEI, com elevadíssimas responsabilidades na criação de novo paradigma para as IAPME'S, no vector da inovação tecnológica e melhorias na competitividade; geriu quantias financeiras superiores às movimentadas por muito banco cá da praça; tudo, mas tudo com sucesso. E mais detalhes do seu valoroso curriculum que eu desconheço. É uma pessoa prática de muito valor. Em termos de conhecimento, saber, trabalho, seriedade, experiência, competência, idoneidade, na Madeira devem existir muitíssimo poucas pessoas como ele. Digo isto, a ponto de ter quase a certeza de que o Senhor Doutor Alberto João Jardim não lhe chega aos calcanhares e, até parece qeu nutre uma indisfarçada inveja pela grande competência do Professor Maximiano.
Atenção: eu não sou do PS nem de outro partido qualquer, embora, me reveja parcialmente na social-democracia. Mas, conheço bem o Professor Maximiano Martins. Aliás, nesta fase de crise grave que atravessa a Madeira, deveria ser o Professor Maximiano Martins quem deveria estar a dirigir os destinos políticos e económicos da Madeira, pela sua clarividência, elevado conhecimento em áreas económicas, mercados, globalização, etc. etc... Enfim, as coisas não são assim desgraçadamente, porque os partidos acabam por dividir as pessoas, e, em consequência, os melhores filhos da terra são queimados na fogueira, por dirigentes que se têm manifestado como pobres de espírito".

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