sábado, 31 de dezembro de 2011

HUMILHAÇÃO POLÍTICA TOTAL. RESTA-LHE A DEMISSÃO!


O quero, posso e mando, a arrogância sem limites, o regabofe dos encargos que não respeitam as prioridades e a intolerância da maioria parlamentar na Assembleia Legislativa, que agora não tem um Sócrates para bater, tem os dias contados. A população ainda vai assistir a um certo estrebuchar político ou, qual Tarik Aziz, a dizerem por aí que tudo está sob controlo. O habitual, só que as regras mudaram, por culpa única e exclusiva destes senhores agarrados ao poder que nem lapas à rocha. Tanto fizeram que mataram a Autonomia e fizeram a Madeira retroceder trinta e tal anos. Resta agora saber por quanto tempo.


Afinal, era só garganta!
O presidente do governo regional da Madeira acaba de sofrer mais uma humilhação política. Mas, pior do que essa humilhação pessoal está o povo que vai sofrer e, particularmente, os empresários que esperam e desesperam pela liquidação de milhares de facturas. De uma necessidade imediata de cerca de oitenta milhões, o Ministério das Finanças, ao disponibilizar 19,4 milhões de euros, deu um sinal muito claro que o presidente do governo não mais vai fazer do dinheiro público o que quer e entende. Desta vez, segundo se sabe, o dinheiro nem passará pelos cofres do governo regional, já que será o próprio ministério a liquidar, directamente, o constante das guias de pagamento, onde se incluem o IRS e a Segurança Social dos funcionários (notícia DN-Madeira que pode ser lida aqui).
E tudo leva a crer que, doravante, assim será. O quero, posso e mando, a arrogância sem limites, o regabofe dos encargos que não respeitam as prioridades e a intolerância da maioria parlamentar na Assembleia Legislativa, que agora não tem um Sócrates para bater, tem os dias contados. A população ainda vai assistir a um certo estrebuchar político ou, qual Tarik Aziz, a dizerem por aí que tudo está sob controlo. O habitual, só que as regras mudaram, por culpa única e exclusiva destes senhores agarrados ao poder que nem lapas à rocha. Tanto fizeram que mataram a Autonomia e fizeram a Madeira retroceder trinta e tal anos. Resta agora saber por quanto tempo. Porque o problema, denunciado há muitos anos, é grave e, sem cêntimo que lhes valha, ficámos todos à mercê das imposições de quem empresta o dinheirinho da sobrevivência. Eu que nunca fui e não sou pessoa de vinganças, que fico constrangido quando vejo alguém em apuros, também entendo que estas questões ultrapassam em muito a administração política. A gravosa situação em que se encontram os madeirenses e porto-santenses leva-me a dizer que há políticos que deveriam ser julgados. Julgados nas urnas e na Justiça. Não é admissível que o exercício da política não seja concretizado na base do rigor e da transparência. E se há, porventura, gestão danosa que coloca em causa uma Região de 270.000 pessoas, aí, a Justiça, não sei porque meios e isso a mim não me compete definir, deveria investigar e actuar.
Nesta completa e vergonhosa humilhação, oiço, esta manhã, o Senhor Presidente da Assembleia Legislativa pedir para que o povo RESISTA. Resistir a quê? Resistir a quem a Madeira deve, apoiando as megalomanias concretizadas e que nos levaram à bancarrota? Ora, o problema não é de resistência. O problema é de mudança de governo, mudança de partido e de mudança de personagens, no sentido da credibilidade e da respeitabilidade perante o País e perante a Europa. A Madeira não tem de resistir nem de se subjugar. A Madeira precisa de gente com capacidade negocial, políticos que falem a verdade, que não utilizem a sistemática mentira para se manterem no poder. A Madeira precisa de homens e mulheres de inteligência, com capacidade técnica e política, gente com soluções, gente que não utilize o poder para satisfação pessoal e de grupos. É disso que a Região precisa de gente de bem e com sentido de missão, que entendam que governar não é um emprego para a vida, mas um serviço público à comunidade balizada no tempo. Daí que, resta-lhes a demissão. Se tiverem um pingo de vergonha e de humildade devem partir, porque tudo tem o seu tempo.
Ilustração: Google Imagens.

4 comentários:

Graza disse...

Pois é, diz bem “…está o povo que vai sofrer”, e na verdade há quem não seja culpado e vá sofrer, desses tenho muita pena, porque para além de sofrerem com a economia sofrem naquele sufoco democrático. Do resto, estes: http://rendarroios.blogspot.com/2011/09/portugal-nao-e-grecia-e-madeira.html
os que ululam há anos no Chão da Lagoa, só têm que comer o pão que amassaram e desses que me desculpem mas não posso ter pena. Bastava terem olhado mais para cima, para o equilíbrio e tolerância que são os Açores para perceberem o que teriam de fazer. E o pior é que quem vier a seguir, será sempre comparado por aquela gente com os anos de "ouro" de Jardim. Uma injustiça tremenda.

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário.
Apesar de todos os constrangimentos, um Bom Ano.

Pica-Miolos II disse...

O Senhor é um optimista!
"Se tiverem um pingo de vergonha e de humildade(...)" !?!!!!
Qual vergonha,qual humildade!
Só quando forem corridos a pontapé,largarão o bem-bom em que estão viciados.
Até lá,vão continuar a chupar o tutano e a pouca carniça que revista os ossos calcinados dos broncos (e não só) dos que estupidamente sempre lhes conferiram,"democraticamente", o Poder...de os(e nos) escravizar.
"(...)devem partir,(...)."
De motu próprio,nunca o farão. Um dia terão de fugir.

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário.
É verdade... qual vergonha e qual humildade! Não têm.