Mas todo aquele discurso vazio, politicamente oco, demonstra também que alguma coisa se está a passar. Não é por acaso que pede uma "grande maioria" nas eleições de Outubro. Se pede é porque está a sentir o chão a fugir. Se pede é porque não se sente seguro. Se pede é porque demonstra que não sabe governar sem maioria absoluta. Se pede é porque sente o poder a fugir-lhe das mãos. Parece-me sintomático.
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| Ele que justifique estes resultados! |
Nada de novo lá no alto da herdade (comprada, sabe Deus como). O mestre em chantagem, ou melhor, o "honoris causa" da chantagem, subiu ao palco para pedir "uma grande maioria", pois se não a tiver vai "embora da política", sublinhou. Pois que vá e não volte, porque da parte da oposição, a luta por uma Madeira decente, democrática e respeitada irá continuar. Se alguém constitui um problema para a Madeira não é a oposição nem os ingleses, mas ele próprio. Se ele nunca foi a solução, hoje, considero-o como o principal problema da Região, inclusive, dentro do seu próprio partido. Mas isso é lá com ele e com os seus militantes.
Que lata, que desfaçatez, que embuste, quando a realidade da Região está, em síntese, espelhada neste quadro que reproduzo ao lado. A mentira artificiosa deste homem, alimentada durante anos, baseada no medo, na captura da sociedade, no controlo da Igreja, no domínio de todo o associativismo desportivo e cultural, na subjugação das consciências, na pressão política sobre tudo e todos, do meu ponto de vista tem de ser travada quanto antes. Não é digno de governar uma Região que se pretende livre de qualquer chantagista. Se ele quer "ouvir a resposta da oposição", aqui fica registada a minha.
"Temos de expulsá-los do templo debaixo do chicote", disse, a propósito do Jornal da Madeira e das posições políticas assumidas pela oposição. O que dirá o Senhor Bispo do Funchal sobre esta matéria e sobre esta linguagem? Manter-se-á calado? O que dirão todos os Senhores Padres da Diocese quando se sabe, porque é público e notório, que o Jornal está ao serviço do PSD e não da Diocese? Expulsá-los do templo (da Madeira, queria ele dizer) a "chicote" para que possa ficar só, para que possa governar ao jeito de soba. Os antidomocratas são assim em todo o lado. Só que isto aqui não é nem um cerrito da América Latina, nem uma república do centro de África, para além do facto dos tempos da PIDE terem terminado em 1974.
Mas todo aquele discurso vazio, politicamente oco, demonstra também que alguma coisa se está a passar. Não é por acaso que pede uma "grande maioria" nas eleições de Outubro. Se pede é porque está a sentir o chão a fugir. Se pede é porque não se sente seguro. Se pede é porque demonstra que não sabe governar sem maioria absoluta. Se pede é porque sente o poder a fugir-lhe das mãos. Parece-me sintomático. E vem o outro, coitado, falar da "praga socialista que anda pairar por aí" (...) que eles "continuam a trabalhar no sentido de denegrirem a imagem da Madeira e dos madeirenses". Mas quem mais do que estas duas figuras têm denegrido a imagem da Madeira?
Pois fiquem a saber que, pela parte que me toca, estou determinado na luta que poderá conduzir ao fim desta maioria absoluta. E acredito que, depois de Outubro, se tal acontecer, no espaço de um ano, a Madeira voltará a ter eleições para acabar de vez com a prepotência e com este regime de poder de partido único. Acredito.
Ilustração: Google Imagens.




















