sábado, 3 de março de 2012

A CÁRITAS E OUTROS TÊM MEDO DE QUÊ?


Mesmo respeitando os posicionamentos partidários de tais líderes associativos, devem, POLITICAMENTE, estar com todos, comparecer às iniciativas, caracterizar as situações e apresentar soluções. Fechar-se na torre de marfim ou subjugar-se à imagem partidária, NUNCA, meus senhores. No caso da CÁRITAS, enquanto instituição ligada à Igreja Católica, constitui a demonstração da diferença entre a Palavra e os atos! E por aqui fico, com um pedido: NÃO TENHAM MEDO. Amanhã, terão de conviver com aqueles face aos quais, hoje, disseram não.

Li que o Senhor Arquiteto Ricardo Silva (Associação de Desenvolvimento Comunitário do Monte) e o Senhor Dr. José Manuel Barbeito (Cáritas), depois de terem confirmado, declinaram um convite para abordarem a questão social no âmbito dos encontros do "Laboratório de Ideias" promovido pelo Partido Socialista da Madeira. Lamentavelmente, a campainha partidária terá soado, os telefones internos também, e acabaram por dar o dito por não dito. Se se tratasse de um encontro clandestino (digo eu), sem divulgação, pois sim senhor, lá estariam. Uma vez que é aberto aos cidadãos de boa vontade, a decisão veio célere.
Mas que raio de democracia e de cidadania, questiono, vivemos nesta terra onde se continuam a confundir posicionamentos partidários individuais, expressos no dia do acto eleitoral, com questões de natureza política, que a todos diz respeito? Ou será que essas instituições funcionam apenas com os apoios governamentais do partido no poder? E quando fazem peditórios públicos, será que os contributos têm origem apenas nos aderentes ou simpatizantes do partido do poder? Não são públicos e universais tais peditórios? Não precisarão de sensibilizar e divulgar as suas posições para que os partidos possam desenvolver políticas de acordo com a verdade social que dizem combater? Mais, ainda. E aquando dos painéis partidários, organizados pelo PSD, nos dias de Congresso? Aí já é possível e conveniente a participação cívica em representação das instituições?  Então não são os partidos os legítimos representantes do Povo, a quem lhes compete ouvir, estudar e apresentar propostas que solucionem os dramas sociais? Que MEDO é este que impede que os homens de bem sejam livres e autênticos?
Ora bem, tudo o que diz respeito à sociedade, ao coletivo, é político. A dinâmica da Cáritas ou da Associação de Desenvolvimento Comunitário filiam-se em políticas. Não devem é ser partidarizadas. A pobreza, a fome, o desemprego, a satisfação das necessidades básicas, a proteção às crianças, jovens e idosos, não é desde ou daquele partido, mas tem um enquadramento POLÍTICO. E há partidos, convinha que estes ilustres Senhores tomassem consciência que defendem melhor as fragilidades sociais do que outros. Sabemos, pela prática, que é assim. Mas, às instituições esse aspecto deve-lhes passar ao lado. O que lhes deve interessar é, sobretudo, que a COMUNIDADE se mobilize, tome consciência das necessidades e ajude. E, por isso, mesmo respeitando os posicionamentos partidários de tais líderes associativos, devem, POLITICAMENTE, estar com todos, comparecer às iniciativas, caracterizar as situações e apresentar soluções. Fechar-se na torre de marfim ou subjugar-se à imagem partidária, NUNCA, meus senhores. No caso da CÁRITAS, enquanto instituição ligada à Igreja Católica, constitui a demonstração da diferença entre a Palavra e os atos! E por aqui fico, com um pedido: NÃO TENHAM MEDO. Amanhã, terão de conviver com aqueles face aos quais, hoje, disseram não.
Ilustração: Google Imagens.

4 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Lembro-me que lá pela década de 50 do século passado, a Cáritas forneceu uma considerável ajuda alimentar aos portugueses. Os géneros, de boa qualidade (sei-o porque me foram parar à mesa), traziam o rótulo de "Não pode ser vendido ou "trocade" (sic)".
Apesar do aviso, estavam à venda na Sé de Lamego, para quem os quisesse comprar, o que foi o caso do meu pai.
Hoje parece-me estranho tal procedimento da parte da Igreja Católica. A menos que não tivesse entendido que eram para fornecer gratuitamente a quem não os pudessem pagar. Se calhar foi por causa do erro de ortografia...

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Lembro-me que lápela década de 50 do século passado, a Cáritas forneceu uma considerável ajuda alimentar aos portugueses. Os géneros, de boa qualidade (sei-o porque me foram parar à mesa), traziam o rótulo de "Não pode ser vendido ou trocade (sic)".
Apesar do aviso, estavam à venda na Sé de Lamego, para quem os quisesse comprar, o que foi o caso do meu pai.
Parece-me estranho tal procedimento da parte da Igreja Católica. A menos que não tivesse entendido que eram para fornecer gratuitamente a quem não os pudessem pagar. Se calhar foi por causa do erro de ortografia...

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Tentei por 4 vezes colocar aqui um comentário. Mas esbarrei sempre com umas letras que não consegui decifrar.
Será possível simplificar um pouco?
Obrigado

João André Escórcio disse...

Bom dia, Caríssimo,
Atualizei o blog em termos de software. E ao mesmo tempo ajudei a criar um para um amigo. Porventura um e outro devem estar em conflito. Vou verificar. Muito obrigado.