quarta-feira, 11 de abril de 2012

A CONFIRMAÇÃO DA ATITUDE DITATORIAL


Faz para dentro do partido o que, durante anos, tem feito com a população. Subtilmente, como quem não quer a coisa, foi lançando os tentáculos do poder, de forma "inteligente", mas perversamente, contaminou a sociedade com a palavra medo e com a peregrina ideia da insubstituibilidade. Ajoelhou uma sociedade inteira, impôs a sua doutrina, vergou o seu partido aos seus interesses, permitiu cumplicidades sem fim onde muitos cresceram, fortaleceram e rechearam a carteira sentados à mesa do orçamento e hoje, com apenas mais dois deputados que a oposição e com os estudos de opinião a ditarem o fim da maioria absoluta, não consegue enxergar que o seu tempo terminou. Enterrado em problemas políticos até ao céu da boca continua a demonstrar uma perigosa atitude ditatorial.
Há gente que precisa de uma bússola!
Está convencido que é eterno. Como todos, nem para semente ficará! Quando um político assume que "(...) quem se atravessar no meu caminho vai ter de me enfrentar pessoalmente" e que os que pensam de forma diferente no interior do seu partido são "cata-ventos" porque "um dia estão com o partido e outras vezes não", no essencial admite que estar com o partido é estar com ele, portanto, quem não estiver com ele, como vulgarmente se diz, "está frito"! Se necessário fosse, no caso do Dr. Alberto João Jardim, um facto para demonstrar a sua atitude política ditatorial, aí está, fresquinha e na ponta da língua. Aliás, faz para dentro do partido o que, durante anos, tem feito com a população. Subtilmente, como quem não quer a coisa, foi lançando os tentáculos do poder, de forma "inteligente", mas perversamente, contaminou a sociedade com a palavra medo e com a peregrina ideia da insubstituibilidade. Ajoelhou uma sociedade inteira, impôs a sua doutrina, vergou o seu partido aos seus interesses, permitiu cumplicidades sem fim onde muitos cresceram, fortaleceram e rechearam a carteira sentados à mesa do orçamento e hoje, com apenas mais dois deputados que a oposição e com os estudos de opinião a ditarem o fim da maioria absoluta, não consegue enxergar que o seu tempo terminou. Enterrado em problemas políticos até ao céu da boca continua a demonstrar uma perigosa atitude ditatorial. Para além do mais fica a noção que o dito não tem consciência nem da sua idade, nem dos seus limites, nem da borrada que fez e que levará anos e anos para pagar. Este incontido desejo de manter-se "rei" e decisor quanto designada "sucessão", coisa própria de regimes ditatoriais, parece-me suscetível de estudo muito mais profundo e carece de uma explicação mais técnica e científica. Eu não consigo explicar, pois ultrapassa os meus conhecimentos. Que em certos países isso aconteça...
Ora, todo este quadro parece-me grave, sobretudo porque através daquele tipo de declarações qualquer pessoa fica com a ideia do que não seria este senhor se não estivesse condicionado pela Constituição da República e pelo regime democrático! E isso é preocupante.
Ilustração: Google Imagens.

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