sexta-feira, 6 de julho de 2012

AS OBRAS NO HOSPITAL SÃO REMENDOS... SENHOR SECRETÁRIO


Em 23 de Julho de 2011, sublinhei, na sequência de uma conferência realizada pelas Ordens dos Médicos, dos Enfermeiros e Sindicatos: "(...) O Dr. Manuel Brito, na sua intervenção, designou as obras em curso no velho hospital como "HOSPITAL TUNNING". Exemplificou que um carro topo de gama de há 60 anos, mesmo que lá se coloque umas jantes actuais, um motor moderno de um Ferrari, nunca deixará de ser um carro com 60 anos. Percebe-se a metáfora e tem toda a razão. Ora, quando se sabe que o actual hospital Dr. Nélio Mendonça tem 60 anos, não é seguro, não garante privacidade aos doentes, não dispõe de espaços sociais atrativos e amplos, quando os acessos não são funcionais, não tem flexibilidade funcional interna, apresenta dificuldades nos acessos, não tem conforto de uso, não respeita normas de segurança, quando nos mesmos elevadores circulam os cadáveres, os limpos e sujos, as pessoas, quando apresenta carência de espaços (salas de estar, gabinetes, vestiários, espaços de arrumos, sanitários, etc. etc., pergunto, como é possível um só só homem, neste caso presidente do governo, não perceba o que está em causa, não consiga ouvir ninguém e ponha em marcha uma ampliação do velho hospital ao invés de caminhar no sentido da construção, por fases, de um hospital que corresponda ao século XXI?


As obras no hospital "não são remendos", disse, esta manhã, o Secretário da Saúde e dos Assuntos Sociais. Ora, para qualquer cidadão minimamente esclarecido, AS OBRAS NO HOSPITAL SÃO REMENDOS. Podem acrescentar o que quiserem, podem expropriar terrenos de bananeiras, casario, etc., porque o que ali estão a fazer são efectivamente remendos. Fica melhor, pois fica. Torna-se mais operacional em determinadas áreas, ninguém coloca em causa. Mas não deixa de constituir um remendo.  Dizem as Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros, dizem os Sindicatos, dizem os especialistas em construções hospitalares, dizem os que zelam pela SEGURANÇA, só o Secretário diz, agora, por conveniência política, exactamente o contrário, para contornar o clamoroso erro que foi a não construção do novo hospital. A posição do governo regional é, de facto, delirante. Em 5 de Março de 2011 aqui escrevi: "(...) Em 2001, a ex-Secretária dos Assuntos Sociais e Saúde, Drª Conceição Estudante, declarava que a opção vai para um novo hospital; em 2003, o Presidente do Governo assumiu que o vai construir em sete anos e que é prioritário; em 2004, o presidente do governo disse que, se for eleito, gostaria de inaugurar o novo hospital até 2008; em 2005, o presidente do Conselho de Administração do HCF assumiu que o actual hospital estava fora de prazo e em Dezembro foi anunciado o concurso público e, logo a seguir,que oito consórcios mostraram-se interessados; em 2006 foi dito que a obra avançava no final de 2008; em 2007, o actual secretário assumiu que a construção do novo hospital estava decidida, definitiva e irrevogavelmente. A partir de 2008, o PSD começou a oferecer sinais de dúvida, com o Deputado Jaime Ramos a dizer que o novo hospital não era uma necessidade urgente e básica; no entanto o presidente do governo continuou a sublinhar que a prioridade era um novo hospital. Daí para cá constata-se o recuo, todavia, de trapalhada em trabalhada. Entre muitas a das expropriações. (texto que aqui escrevi
Em 23 de Julho de 2011, voltei a sublinhar na sequência de uma conferência realizada pelas Ordens dos Médicos, dos Enfermeiros e Sindicatos: "(...) O Dr. Manuel Brito, na sua intervenção, designou as obras em curso no velho hospital como "HOSPITAL TUNNING". Exemplificou que um carro topo de gama de há 60 anos, mesmo que lá se coloque umas jantes actuais, um motor moderno de um Ferrari, nunca deixará de ser um carro com 60 anos. Percebe-se a metáfora e tem toda a razão. Ora, quando se sabe que o actual hospital Dr. Nélio Mendonça tem 60 anos, não é seguro, não garante privacidade aos doentes, não dispõe de espaços sociais atrativos e amplos, quando os acessos não são funcionais, não tem flexibilidade funcional interna, apresenta dificuldades nos acessos, não tem conforto de uso, não respeita normas de segurança, quando nos mesmos elevadores circulam os cadáveres, os limpos e sujos, as pessoas, quando apresenta carência de espaços (salas de estar, gabinetes, vestiários, espaços de arrumos, sanitários, etc. etc., pergunto, como é possível um só só homem, neste caso presidente do governo, não perceba o que está em causa, não consiga ouvir ninguém e ponha em marcha uma ampliação do velho hospital ao invés de caminhar no sentido da construção, por fases, de um hospital que corresponda ao século XXI? Eu penso que este governo entrou num estado de loucura, de desnorte completo que impede que, no mínimo, ouçam quem sabe. Preferem o Hospital Tunning, quando os doentes, hoje, querem segurança, privacidade, bom serviço e áreas sociais; quando os profissionais almejam por boas práticas, espaços amenos, informação e transparência. O hospital Dr. Nélio Mendonça tem 60 anos (início dos projectos), não é seguro, não garante privacidade aos doentes, não dispõe de espaços sociais atrativos e amplos, quando os acessos não são funcionais, não tem flexibilidade funcional interna, apresenta dificuldades nos acessos, não tem conforto de uso, não respeita normas de segurança, quando nos mesmos elevadores circulam os cadáveres, os limpos e sujos, as pessoas, quando apresenta carência de espaços (salas de estar, gabinetes, vestiários, espaços de arrumos, sanitários, etc. etc., pergunto, como é possível um só só homem, neste caso presidente do governo, não perceba o que está em causa, não consiga ouvir ninguém e ponha em marcha uma ampliação do velho hospital ao invés de caminhar no sentido da construção, por fases, de um hospital que corresponda ao século XXI? Eu penso que este governo entrou num estado de loucura, de desnorte completo que impede que, no mínimo, ouçam quem sabe.
Queira ou não o Secretário Regional, este hospital é um remendo. Foram obrigados a remendar porque o dinheiro foi desviado para outras obras não prioritárias. E se assim não é, pergunto, então, que razões levaram o governo a gastar milhões em projectos e expropriações visando a construção do novo hospital?
Fora da esfera do poder político, acredite Senhor Secretário, meta na cabeça, que uma grande parte da população não é ESTÚPIDA!
Ilustração: Arquivo pessoal e Google Imagens.

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