quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CERCO AO PALÁCIO? E PORQUE NÃO UM POUCO MAIS ACIMA?


O simbolismo do Palácio de S. Lourenço é do tipo timex, não adianta nem atrasa. Interessante seria ver o "vigia da quinta", na expressão do Padre Martins Júnior, frente à "sua propriedade", sentado com os manifestantes, empunhando um qualquer cartaz contra si próprio! Ele não disse que gostaria de se manifestar? Ora aí tem uma oportunidade. Errado é ajudá-lo a desviar as atenções como se ele tivesse sido o Presidente da Junta Geral do Distrito (designação anterior a 1974), portanto, uma figura mandada de fora para administrar o território, sem responsabilidades no quadro da Autonomia. Ele é Presidente do Governo e líder de um partido que teve maioria absoluta na Assembleia durante todos estes anos. Desviar as atenções é aplaudi-lo, mesmo que essa não seja a intenção dos organizadores, desviar as atenções é passar uma esponja sobre as responsabilidades governativas, de onde derivaram 23.000 desempregados, pobreza e falências. Apesar de ele ser presidente do segundo órgão de governo próprio, toda a gente sabe que ele dominou e controlou a Assembleia como quis e entendeu, daí a sua total responsabilidade pelo desastre económico, financeiro, social e cultural. Se tempo houve para gozar e retirar dividendos políticos com as "paletes" de euros que aqui chegaram, também há um tempo para avaliar e pedir responsabilidades. Chegou o momento, tardiamente, mas chegou.
 
 
Neste momento todas as manifestações são importantes, legítimas e oportunas. No Palácio de S. Lourenço, na marina do Lugar de Baixo, frente ao Paço Episcopal, nas piscinas sem actividade, no fórum de Machico, eu sei lá, lugares emblemáticos não faltam. Uns pelo silêncio ensurdecedor, outros pelo despesismo sem freio e outros, ainda, porque atacam o coração do sistema. Sinceramente, preferia que não se desviassem as atenções. O Palácio de S. Lourenço é isso mesmo, um palácio. Politicamente, não é nada. Os militares cumprem ali a sua função enquanto não encontram outro espaço, que tarda; ali, a "República" pura e simplesmente não existe, tal como o Presidente da República é uma figura decorativa. Julgo que a demonstração da angústia colectiva seria melhor testemunhada na Quinta das Angústias, outrora por ali ter sido um cemitério, hoje "habitado" pelo coveiro da Autonomia. Se há quem tenha responsabilidades em todo este processo é o seu inquilino. As angústias do povo moram, de facto, na Quinta das Angústias!
O simbolismo do Palácio de S. Lourenço é do tipo timex, não adianta nem atrasa. Interessante seria ver o "vigia da quinta", na expressão do Padre Martins Júnior, frente à "sua" propriedade, sentado com os manifestantes, empunhando um qualquer cartaz contra si próprio! Ele não disse que gostaria de se manifestar? Ora aí tem uma oportunidade. Errado é ajudá-lo a desviar as atenções como se ele tivesse sido o Presidente da Junta Geral do Distrito (designação anterior a 1974), portanto, uma figura mandada de fora para administrar o território, sem responsabilidades no quadro da Autonomia. Ele é Presidente do Governo e líder de um partido que teve maioria absoluta na Assembleia durante todos estes anos. Desviar as atenções é aplaudi-lo, mesmo que essa não seja a intenção dos organizadores, desviar as atenções é passar uma esponja sobre as responsabilidades governativas, de onde derivaram 23.000 desempregados, pobreza e falências. Apesar de ele ser presidente do segundo órgão de governo próprio, toda a gente sabe que ele dominou e controlou a Assembleia como quis e entendeu, daí a sua total responsabilidade pelo desastre económico, financeiro, social e cultural. Se tempo houve para gozar e retirar dividendos políticos com as "paletes" de euros que aqui chegaram, também há um tempo para avaliar e pedir responsabilidades. Chegou o momento, tardiamente, mas chegou.
Aliás, ontem, aquela entrevista na RTP1 nem comentário merece. Assistia-a junto de um grupo de amigos. Nota final: zero! Nada de novo, repetitiva, sem uma ideia e, a espaços, muito consentânea com o "bem prega frei Tomás", isto é, críticas para lá, mas erros e "rabos de palha" políticos por aqui aos montes. Se dúvidas ainda alguém tivesse na perspectiva de vir para a rua e manifestar-se contra esta figura, a entrevista de ontem clarificou tal necessidade. É tempo de nos deixar em paz, de ir escrever as memórias, segundo apercebi-me com o título "os malucos que eu conheci". Escreva, mas, primeiro, (re)leia "Jardim, a grande fraude!" Poderá chegar à conclusão que ele próprio faz parte dos "malucos" políticos.
Ilustração: Google Imagens.

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