quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MAIS UMA QUEIXA-CRIME


Se, perante as declarações do cidadão vereador, ditas em abstrato e, portanto, sem destinatários, ser-lhe-á movida, segundo li, uma queixa-crime, imaginemos se a Madeira era independente! Não sei se não teria uma espécie de "gulag" do Poiso para cima. Ainda por cima, quando desejam ter, por aqui, sistema de Justiça próprio.

  
Está a arder!
Façamos um esforço. Puxemos pela imaginação. O que certos não fariam se esta terra fosse independente. Isto a propósito do cruzamento de duas situações: 1ª as declarações que escutei sobre as lutas pela "independência" na Catalunha, no País Basco, na Escócia, entre outros espaços, onde assumem que vão estar atentos; 2º as declarações de um vereador que, legitimamente, se mostrou contra as obras que decorrem no aterro a leste do cais da cidade do Funchal.
Se, perante as declarações do cidadão vereador, ditas em abstrato e, portanto, sem destinatários, ser-lhe-á movida, segundo li, uma queixa-crime, imaginemos se a Madeira era independente! Não sei se não teria uma espécie de "gulag" do Poiso para cima. Ainda por cima, quando desejam ter, por aqui, sistema de Justiça próprio.
Tudo isto me dá a entender que há gente de cabeça completamente à nora e, perdidos a velas e a remos, toca a pressionar, através da ameaça ridícula, todos quantos tenham uma opinião diferente. Mas são estas mesmas pessoas que não levantam a imunidade parlamentar quando são chamados a Tribunal, nem vão à Assembleia Legislativa quando chamados! Interessante.
Melhor seria, das duas, uma: ou que se fossem embora, deixassem de "chatear", ou, então, no caso em apreço, longe dos gabinetes de produção à medida (porque são políticos) dessem a voz aos homens e mulheres de ciência (que não são de aviário), para que fiquem salvaguardos todas as implicações futuras das medidas tomadas hoje.
Decididamente, não tomam juízo!
Ilustração: Google Imagens.

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