sábado, 1 de setembro de 2012

VENDER OU ALUGAR... QUEM DÁ MAIS?


Não foi por falta de avisos e não foi por tantas personalidades, em devido tempo, terem combatido, frontalmente, o insustentável "modelo" de um só homem... hoje, um homem só! Vejo-o como um leiloeiro, um homem que deseja colocar a mercadoria fora da loja, gritando para um lado e para o outro o valor base e quem dá mais! Vejo-o desesperado face a uma assistência de poucos interessados que, naturalmente, se interrogam: se aquilo não deu para eles irá dar para mim? E, depois, quem é que lá vai fazer alguma despesa quando a maioria anda a contar o dinheirinho para que não falte mês? Vejo-o no meio desta tormenta, no meio de alterosas vagas, sem saber como navegar, até porque guiar-se pelos instrumentos nunca foi do seu interesse. Vejo-o a assistir, na proa do navio alagado, de camisa rota e olhar esbugalhado a dar ordens que a própria tripulação já não liga nem acredita.
 
 
É maior derrota do jardinismo e a prova que o "modelo" de desenvolvimento estava errado. Gastaram rios de dinheiro em obras, algumas megalómanas e desnecessárias, e hoje estão aí para venda ou aluguer. É a prova da ausência de planeamento, de capacidade de visão e de estabelecimento de prioridades. As Sociedades de Desenvolvimento (melhor dizendo, sociedades de endividamento) chegaram ao cúmulo de construir perto de 70 restaurantes em clara competição com o sector privado. Como se a restauração fosse vocação do governo.
E agora, depois de tantas inaugurações e de tantas vitórias eleitorais, sem cêntimo no cofre e com o livro de cheques nas mãos do Ministro das Finanças, o que resta? Resta a angústia de realizar dinheiro para tentar cumprir o acordo de ajustamento assinado. Mas a questão é agora saber se, na Região, há interessados, face a uma economia de rastos onde até os mais abastados estão em clara contração. Veja-se o Grupo Sá, entre outros em maré de somar prejuízos.
Não foi por falta de avisos e não foi por tantas personalidades, em devido tempo, terem combatido, frontalmente, o insustentável "modelo" de um só homem... hoje, um homem só! Vejo-o como um leiloeiro, um homem que deseja colocar a mercadoria fora da loja, gritando para um lado e para o outro o valor base e quem dá mais! Vejo-o desesperado face a uma assistência de poucos interessados que, naturalmente, se interrogam: se aquilo não deu para eles irá dar para mim? E, depois, quem é que lá vai fazer alguma despesa quando a maioria anda a contar o dinheirinho para que não falte mês? Vejo-o no meio desta tormenta, no meio de alterosas vagas, sem saber como navegar, até porque guiar-se pelos instrumentos nunca foi do seu interesse. Vejo-o a assistir, na proa do navio alagado, de camisa rota e olhar esbugalhado a dar ordens que a própria tripulação já não liga nem acredita. Ainda ontem um encontro lá para os lados de Machico deu o sinal que as tropas não se entendem. Mas ele insiste, ele repete e repete, e à força de tanto repetir ilude-se que está no caminho certo. Não dá conta da derrota e do que ficará na História como o maior acto de ilusionismo político em quinhentos anos. Por melhores que sejam as contas, todas somadinhas, de um grupo que anda a vasculhar no sentido de dizer para lá que, durante todo esse tempo, "roubaram-nos", não os nove mil milhões de educação e da saúde, mas milhares de vezes aquele somatório. Como se isso valesse de alguma coisa ou de alguma consolação.
Ilustração: Google Imagens.

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