sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O BISPO


Fez uma opção pelos pobres, pelos oprimidos, pelos que nada têm, pelos que sofrem, pelos jovens e pelos idosos, opção que o leva a dizer em voz alta aquilo que, normalmente, é por outros silenciado ou dito entre dentes. É político não sendo político, porque faz jus ao anel episcopal, símbolo da fidelidade à Igreja, aos princípios e valores que a orientam. O jogo de D. Januário Torgal Ferreira é desenvolvido de peito aberto, com lealdade, procurando sempre o golo, isto é, a vitória dos descamisados. D. Januário não joga para trás e para o lado, não foge à luta, mesmo quando sabe que, do outro lado, está uma equipa forte, de muitos milhões, com jogadores e árbitros muitas vezes comprados, porque a carne é fraca.
 
 
Tenho uma grande admiração por D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas. Anteontem, uma jornalista que muito considero, pela sua postura serena, porque convida e não quer ser a vedeta, refiro-me a Ana Lourenço, da SIC, teve ao seu lado D. Januário. Que maravilha! Uma vez mais deliciei-me com a sua frontalidade, acutilância e desprendimento. É um Homem de CULTURA, indiscutivelmente. Fez uma opção pelos pobres, pelos oprimidos, pelos que nada têm, pelos que sofrem, pelos jovens e pelos idosos, opção que o leva a dizer em voz alta aquilo que, normalmente, é por outros silenciado ou dito entredentes, não vá o diabo tecê-las. É político não sendo político, porque faz jus ao anel episcopal, símbolo da fidelidade à Igreja, aos princípios e valores que a orientam. O jogo de D. Januário Torgal Ferreira é desenvolvido de peito aberto, com lealdade, procurando sempre o golo, isto é, a vitória dos descamisados. D. Januário não joga para trás e para o lado, não foge à luta, mesmo quando sabe que, do outro lado, está uma equipa fortíssima, de muitos milhões, com jogadores e árbitros muitas vezes comprados, porque a carne é fraca. Talvez, por isso, políticos existem por aí que não gostam da sua forma de estar em campo. Criticam-no, porque não se intimida com o que dizem ou com as provocações que fazem.
Os cerca de trinta minutos de conversa voaram, porque a sua leitura dos acontecimentos é escorreita, contagiante, elegante, sim, mas metendo o dedo onde sangra, onde dói, onde é preciso curar. Ana Lourenço, aliás como é seu hábito, colocou as questões importantes e remeteu-se a um segundo plano, permitindo, assim, a divagação, a eloquência, o sentido de um inteligente contraponto político em função do que vimos a assistir na governação. Que bom seria que outros fizessem uma opção pela Palavra e não pelo silêncio que interessa ao poder que massacra, tortura e cruxifica de forma refinadamente inteligente!
Ilustração: Google Imagens.

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