terça-feira, 23 de outubro de 2012

SIMPLESMENTE ENERVANTE


Li a frase de João César das Neves: "em democracia, Portugal nunca conseguirá controlar a despesa pública" e lembrei-me de imediato do notável Professor Abel Salazar, patrono do reputado Instituto de Ciências Biomédicas (Porto), que deixou para a História uma frase muito significativa: "O Médico que só sabe Medicina nem Medicina sabe". Por aproximação poderia agora dizer: Economista que só sabe de Economia, nem de Economia sabe! Ora, os problemas do país real, a pobreza, o desemprego, o roubo perpetrado através de impostos que parecem não terem fim, os constrangimentos de um povo que sofre e que sangra, que emigra, os problemas que despedaçam uma juventude sem esperança, um país real que secundariza os seus idosos, precisa de gente culta, de catedráticos, de gente com conhecimento capaz de trazer um rol de caminhos alternativos, seguros e de esperança. Este nosso País dispensa, certamente, novos "césares" tal como deve dispensar figuras como Medina Carreira, a quem até hoje não escutei, serenamente, apontar um caminho, antes, naqueles seus comentários só o vejo apontar, de forma corrosiva, o que, na sua óptica, está mal.
 
 
Uma inadmissível calinada! João César das Neves, Professor universitário, sublinhou no DN-Lisboa: "(...) Parece definitivo: em democracia, Portugal nunca conseguirá controlar a despesa pública (...) "a incapacidade em controlar a despesa pública "não é pontual", sendo "um traço estrutural português só resolvido em ditadura" (...) "foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país", que ao impedir o corte de salários e pensões, que representam 70% da despesa, obrigou a subir impostos, o que estrangula a economia, que é quem paga os salários e pensões" - Jornal de Negócios.
Seja em que contexto for este conjunto de frases não fazem qualquer sentido. Para ser credível, nem enquanto desabafo numa roda de amigos devem ser ditas. Os da minha idade, ele é mais novo do que eu oito anos, conheceram bem a ditadura em todos os seus contornos, políticos, económicos, sociais e na ausência de soluções. E no campo dos direitos sociais narra a História o que aconteceu ao nível da Educação e da Saúde, por exemplo. Para não falar do longo silêncio imposto ao pensamento livre e criador. Ora, li a frase "em democracia, Portugal nunca conseguirá controlar a despesa pública" e lembrei-me de imediato do notável Professor Abel Salazar, patrono do reputado Instituto de Ciências Biomédicas (Porto), que deixou para a História uma frase muito significativa: "O Médico que só sabe Medicina nem Medicina sabe". Por aproximação poderia agora dizer: Economista que só sabe de Economia, nem de Economia sabe! Ora, os problemas do país real, a pobreza, o desemprego, o roubo perpetrado através de impostos que parecem não terem fim, os constrangimentos de um povo que sofre e que sangra, que emigra, os problemas que despedaçam uma juventude sem esperança, um país real que secundariza os seus idosos, precisa de gente culta, de catedráticos, de gente com conhecimento capaz de trazer um rol de caminhos alternativos, seguros e de esperança. Este nosso País dispensa, certamente, novos "césares" tal como deve dispensar figuras como Medina Carreira, a quem até hoje não escutei, serenamente, apontar um caminho, antes, naqueles seus comentários, só o vejo apontar, de forma corrosiva, o que, na sua óptica, está mal. Não apenas estes, mas aqui fica o nome de mais um economista, João Duque, professor e presidente do ISEG, o tal que desde o tempo do "Plano Inclinado", com Medina Carreira à ilharga, fez coro contra o anterior governo, em defesa da transparência. Ora, quem diria que "o presidente, professor, economista, comentador João Duque faz concursos públicos viciados? Diz ele. Nas calmas (...)" - Pedro Guerreiro, Negócios online
Estamos entregues a uma cáfila que joga de acordo com os seus interesses, princípios e valores ideológicos, que renegam o que a Democracia lhes trouxe e que, por mero oportunismo, passam uma esponja sobre o passado e sobre a História. De facto, quem apenas sabe de Economia, nem de Economia sabe!
Ilustração: Google Imagens.

Sem comentários: