segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TRAPALHADAS OU TRAPALHÕES?


A conferência de imprensa de hoje foi, claramente, para consumo interno. Como se as pessoas fossem todas tolinhas, não percebessem e tivessem memória curta. Não têm, dr. Guilherme Silva. Podem estar manietadas, controladas e com medo, mas uma significativa maioria já não tem dúvidas que quem criou esta situação tem rosto e tem nome. E conhecem quem apadrinhou, quem andou a defender o indefensável, conhece o nome dos irresponsáveis políticos, esse povo tem noção do que foi a criação de fortunas mal explicadas, ele tem presente o festim das obras megalómanas, muitas das quais inoperacionais e sem cheta para a sua manutenção, esse povo tem consciência que há milhares de desempregados e sente a destruição das suas vidas com a pobreza que lhes bate à porta. Oh senhor Deputado, tenha um pingo de vergonha política.
 
 
Repita lá outra vez, Dr. Guilherme Silva: "É preciso corrigir esta trapalhada". Mas qual "trapalhada"? A da Lei das Finanças Regionais? Aquela que é agora pior (dizem) do que a do governo liderado pelo Engº José Sócrates? Então não foram os senhores que levaram a população a votar na dupla Passos Coelho/Paulo Portas com a promessa que a partir daí tudo seria diferente, o dinheiro jorraria como nunca, que a Autonomia seria respeitada e que a Madeira passaria a não sofrer as consequências da descontinuidade geográfica?
Então, em 2007, por meia-dúzia de trocos, o Dr. Jardim não se demitiu em luta por esse maná que seria inesgotável? Então não foi também o tempo de dizerem que o Centro Internacional de Negócios ganharia outra dimensão e respeito caso o PSD ganhasse as eleições? Mas de que "trapalhada" está o Deputado Guilherme Silva a falar? Da trapalhada jardinista que escondeu facturas, não paga aos fornecedores, gerou uma dívida gigantesca, da venda da Autonomia ao desbarato ao ponto de hoje ter pernas e mãos atadas? Está o Deputado Guilherme Silva a falar de trapalhadas ou de trapalhões políticos?  Ora, se "o Povo madeirense foi claro em relação à lei de 2007", sublinha o Deputado, ao conceder ao PSD-Madeira, em protesto pela lei de Sócrates, uma significativa maioria absoluta, então, que Jardim se demita já e devolva aos madeirenses e porto-santenses o direito a escolher aqueles que devem assumir a solução das tais trapalhadas criadas.
A conferência de imprensa de hoje foi, claramente, para consumo interno. Como se as pessoas fossem todas tolinhas, não percebessem e tivessem memória curta. Não têm, dr. Guilherme Silva. Podem estar manietadas, controladas e com medo, mas uma significativa maioria já não tem dúvidas que quem criou esta situação tem rosto e tem nome. E conhecem quem apadrinhou, quem andou a defender o indefensável, conhece o nome dos irresponsáveis políticos, esse povo tem noção do que foi a criação de fortunas mal explicadas, ele tem presente o festim das obras megalómanas, muitas das quais inoperacionais e sem cheta para a sua manutenção, esse povo tem consciência que há milhares de desempregados e sente a destruição das suas vidas com a pobreza que lhes bate à porta. Oh senhor Deputado, tenha um pingo de vergonha política. Olhe em seu redor, seja sensato e honesto e deixe-se de atribuir culpas a quem não as tem. Não venha chorar para a Madeira, pois é lá, no seio do seu grupo parlamentar que deve esbracejar, deve subir ao palanque e atirar-se ao Primeiro-Ministro, ao Dr. Paulo Portas, ao Ministro das Finanças, enfim, a toda essa gente que criou a tal "trapalhada". Não é aqui que deve dizer que vai votar contra. É lá, através de conferência de imprensa, com a presença dos quatro que elegeram nas últimas eleições. Aqui, as suas palavras, não passam disso mesmo, de palavras sem qualquer eco político. Assuma isso lá, no lugar que ocupa há vinte e tal anos.
"Trapalhadas"? Não brinque com a paciência do povo!
Ilustração: Google Imagens.

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