domingo, 3 de fevereiro de 2013

UMA FOTOGRAFIA VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS


Da mesma forma que não gosto de um político distante, enredado no seu mundo, daqueles que falam e ninguém entende, também detesto todos aqueles que não são exemplo, que transmitem uma imagem rasca que não ajuda na transformação da mentalidade. Irrita-me os que apupam, daquela e de tantas outras maneiras. Os que "apupam" na Assembleia chumbando todas as propostas oriundas da oposição; os que "apupam" em posições públicas contra todos aqueles cidadãos que têm a frontalidade de dizerem o que pensam; os que "apupam" os homens e mulheres de ciência que chamam a atenção dos caminhos errados; os que "apupam" os benévolos do associativismo quando reivindicam o cheque por contratos-programa assumidos e não liquidados; os que "apupam" os empresários que, desesperados, pedem o pagamento dos bens e serviços prestados; os que "apupam" através do Jornal da Madeira, enfim, aquelas "bocas de charroco" irritam-me porque contrárias às atitudes de bom senso e com dignidade.



Não posso dizer que, no plano pessoal, nada tenha contra este senhor. Tenho. Mas pouco me rala e adianta. É para o lado que melhor durmo. Aprendi a apagar as coisas menos boas da vida para que brilhem as melhores. Portanto, tudo quanto disse e fez, faz muito tempo, passa por mim como a água nas penas de um pato. Aliás, sempre passou, porque, felizmente, não tenho coluna de plasticina. Agora, do ponto de vista meramente político, concretamente da sua práxis política ao longo de quase quatro décadas, aí sim, porque joga com a vida de muitos milhares, o problema assume outros contornos. Aliás, muito tenho escrito sobre esta personagem política e não quero aqui voltar a dizer o que penso, pois seria chover no molhado. 
Ora, ao passar pelas fotografias de arquivo que alimentam este espaço de comunicação, esta que recortei não sei em que ano e de que órgão de comunicação social (peço desculpa ao fotógrafo pela sua utilização), dei com uma que diz quase tudo. Povo, muito povo ao fundo, o "palhinhas" regional e o gesto de um apupo, vulgar nas suas manifestações. O povo humilde, que a escola não libertou e esta política enclausurou, dirá que o presidente é como a gente!
Esta fotografia é a antítese do que é expectável um líder ser portador. O exemplo nobre e superior fica completamente esmagado pela atitude populista. Sempre foi assim, dirão muitos, mas não deixa de ser chocante. Da mesma forma que não gosto de um político distante, enredado no seu mundo, daqueles que falam e ninguém entende, também detesto todos aqueles que não são exemplo, que transmitem uma imagem rasca que não ajuda na transformação da mentalidade. Irrita-me os que apupam, daquela e de tantas outras maneiras. Os que "apupam" na Assembleia chumbando todas as propostas oriundas da oposição; os que "apupam" em posições públicas contra todos aqueles cidadãos que têm a frontalidade de dizerem o que pensam; os que "apupam" os homens e mulheres de ciência que chamam a atenção dos caminhos errados; os que "apupam" os benévolos do associativismo quando reivindicam o cheque por contratos-programa assumidos e não liquidados; os que "apupam" os empresários que, desesperados, pedem o pagamento dos bens e serviços prestados; os que "apupam" através do Jornal da Madeira, enfim, aquelas "bocas de charroco" irritam-me porque contrárias às atitudes de bom senso e com dignidade.
Apenas uma nota nesta manhã de Domingo e a propósito de fotografias que valem mais que muitas palavras.
Ilustração: Google Imagens.

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