segunda-feira, 25 de março de 2013

EDUARDO GALEANO: TEMPO DE VIVER SEM MEDO!


Estamos a viver um momento de preocupação extrema. Eu diria de aflição colectiva. Um momento de receio do futuro imediato, de medo sobre o que pode vir a acontecer nos próximos tempos, quando necessário se torna não ter medo. Andamos todos apreensivos, em um constrangimento gerador de angústia, pelas dúvidas que as várias posições políticas deixam. Vemos uma Europa abúlica, sem saber para onde vai, titubeante, uma Europa com imensas contradições, despida de líderes que a conduzam e inspirem confiança; vemos o conflito entre o Norte e o Sul, o global e o local; vemos a desesperança e o conflito social a despontar como nunca, um pouco por todo o lado; vemos o desespero dos empresários e a fome a proliferar; vemos gente desbocada produzindo frases obscenas para quem pouco ou nada tem; vemos Portugal onde o governo não acerta uma previsão, um governo onde um parceiro de coligação, o CDS/PP, sugere a remodelação do governo como se a ele não pertencesse, numa espécie de estamos, mas não estamos; vemos uma intervenção externa a esmagar-nos com processos de austeridade já experimentados, mas reprovados;  vemos um Euro em queda e desacreditado, numa Europa que se desagrega, faltando, apenas, quem dê o primeiro passo. O medo invade o cidadão, mas também campeia em toda aquela gente que fala de paz e semeia a guerra. Gente que não percebeu, na louca corrida pelo lucro, do dinheiro e mais dinheiro, que a sua felicidade depende dos patamares de felicidade mínima dos demais. Vivemos tempos de conflito iminente, porque o desespero anda aí à solta, ao virar da esquina. Ontem, segui uma intervenção, que já tem dois anos, de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio. São dez minutos deliciosos, actuais e que nos deixam a reflectir. Convido-vos a seguirem.




2 comentários:

Profª Elvira disse...

Simplesmente LINDO.
Não conhecia este contador de histórias... Um poeta de vê para além do arco-íris, para além das estrelas, para além da utopia.Obrigada Professor.

João André Escórcio disse...

Obrigado eu pelo seu comentário.