domingo, 7 de abril de 2013

A FOME - A ARREPIANTE REALIDADE!


Vou ficar por aqui porque o que me apetece dizer ultrapassaria, certamente, o respeito que tenho por quem aqui passa os olhos sobre o que escrevo. Sinto uma profunda revolta quando o sentimento que tenho é que a Madeira poderia estar a passar ao lado desta gravíssima crise. Sentindo-a, obviamente que sim, mas de forma moderada e com controlo sobre a situação. Numa única palavra: DEMITA-SE. Vá embora, deixe-nos da mão, vá para longe e goze o tempo de vida que lhe resta. Porque ninguém aqui fica para semente. Não aprofunde o mal que a todos está ocasionar. Tudo tem o seu tempo e o senhor já teve o seu... tempo que já deveria ter terminado há vinte anos!

Que falta de respeito pelo ser humano.
Nem um sítio onde possam estar sentados
e com alguma privacidade. Revoltante.
Poucas palavras para descrever ou caracterizar a primeira página da edição de hoje do DN-Madeira: "Fome na Rua". A fotografia, as pessoas de várias idades, os gestos de solidariedade dos voluntários, no seu conjunto, acabam por assumir uma tonalidade arrepiante. E perante aquilo que há muito se conhece, vem o presidente do governo regional, em contexto mais abrangente da economia e das finanças da Região, dizer que quem arranjou este problema que o resolva. Mas não foi ele o presidente do governo que liderou de forma absolutíssima, durante 35 anos dos 37 que o PSD está no poder? Não foi ele que se intitulou de "único importante"? Não foi ele que gerou uma teia de interesses que veio a determinar a existência de riquíssimos em oposição a uma legião de pobres? Não foi ele que espingardeou com toda a gente e que fez tábua rasa de todos os avisos?
Vou ficar por aqui porque o que me apetece dizer ultrapassaria, certamente, o respeito que tenho por quem aqui passa os olhos sobre o que escrevo. Sinto uma profunda revolta quando o sentimento que tenho é que a Madeira poderia estar a passar ao lado desta gravíssima crise. Sentindo-a, obviamente que sim, mas de forma moderada e com controlo sobre a situação. Numa única palavra: DEMITA-SE. Vá embora, deixe-nos da mão, vá para longe e goze o tempo de vida que lhe resta. Porque ninguém aqui fica para semente. Não aprofunde o mal que a todos está ocasionar. Tudo tem o seu tempo e o senhor já teve o seu... tempo que já deveria ter terminado há vinte anos!
Ilustração: FOTO DN -  OCTÁVIO PASSOS/ASPRESS, com a devida vénia.

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