domingo, 14 de abril de 2013

PALAVRAS, PALAVRAS... SÓ PALAVRAS!


Parafraseando o que se diz no desporto, que o "futebol é fácil, a bola é que atrapalha", dir-se-á que para o Dr. Jardim governar é fácil o dinheiro é que atrapalha. É que sendo os tempos outros, não estando por aí aí um Guterres, à mão de semear, capaz de mandar pagar a dívida, colocando o taxímetro da governação a zero ou quase zero, obviamente que se exigem declarações, sobretudo posições que nos façam acreditar que há um caminho e uma solução no horizonte. E ele não tem, porque é um político esgotado, que aplicou a mesma receita durante trinta e tal anos, apesar dos tempos serem outros, quer no plano político, quer nos planos económico, financeiro, social e cultural. Ele ainda não percebeu que é uma pessoa desajustada da realidade e que a sua verdade soa mentira pelos quatro cantos da Região.

Zero... zero em opções políticas!
O presidente do governo regional da Madeira, tempos em tempos diz uma frase que acerta no alvo. Ontem, disparou: "esta gente perdeu toda a cabeça". É verdade que sim, este governo da república perdeu a cabeça, se é que alguma vez a teve no seu lugar. Só que essa apreciação para lá também tem de ser feita para cá, para ele próprio, para o governo que diz liderar. Há quanto tempo perdeu a cabeça, com obras desajustadas das prioridades, sem norte relativamente a um desenvolvimento equilibrado, sustentável e portador de futuro! Quantas? Quanta mentira produziu ao ponto de sentir a necessidade de esconder as dívidas que hoje estamos todos a pagar? Aliás,  disse um coisa que atesta bem do seu posicionamento político, quando falou do alargamento dos prazos para pagar a factura da falência da Madeira: "(...) Vamos ver qual a solução que encontram, e depois direi se concordo ou não com a solução. Agora, se a solução é para ser mais do mesmo, não vamos a parte alguma". Isto é, ele é presidente e não é. Ele, teoricamente, governa, mas não governa. A um presidente de um governo espera-se que não ande no rasto dos outros, antes assuma uma posição estrutural, que aponte soluções e um caminho ou, então, esta é uma Autonomia de papel não passando de uma grosseira farsa. Se assim não for deixa de fazer sentido a Autonomia e os órgãos de governo próprio. Não basta dizer, porque isso é lapalisseano, que "(...) é preciso mais investimento" e que "o emprego é mais importante que o défice". O que os madeirenses e portosantenses esperam de um governo credível é que diga como é que vai promover o investimento susceptível de gerar emprego.  Quando o caminho não é definido, as declarações soam a palavras, palavras... só palavras e não mais do que isso.
E quando fala de investimento estará a referir-se a mais obras públicas, num espaço geográfico limitadíssimo, na construção civil que deu tudo quanto tinha a dar (há, quanto muito, um espaço para a manutenção e restauro) ou na diversificação da economia capaz de, a prazo, resolver o drama do desemprego? Ele não diz, talvez porque não saiba. É que isto não vai com festas, da cebola à banana, do pêro ao limão, não vai com palcos e agressividades sem fim, não vai com mentiras e meias-verdades, não vai com paleio para entreter ou embrutecer, vai com inteligência e com pessoas que saibam o que estão a fazer em todos os sectores da governação. Parafraseando o que se diz no desporto, que o "futebol é fácil, a bola é que atrapalha", dir-se-á que para o Dr. Jardim governar é fácil o dinheiro é que atrapalha. É que sendo os tempos outros, não estando por aí aí um Guterres, à mão de semear, capaz de mandar pagar a dívida, colocando o taxímetro da governação a zero ou quase zero, obviamente que se exigem declarações, sobretudo posições que nos façam acreditar que há um caminho e uma solução no horizonte. E ele não tem, porque é um político esgotado, que aplicou a mesma receita durante trinta e tal anos, apesar dos tempos serem outros, quer no plano político, quer nos planos económico, financeiro, social e cultural. Ele ainda não percebeu que é uma pessoa desajustada da realidade e que a sua verdade soa mentira pelos quatro cantos da Região.
Depois vem com aquela treta, diz ele, assumida no Comité das Regiões: Aquilo "(...) deu inclusivamente para falar de independências (...)". Pois, sempre aquela história do separatismo, a ameaça velada, a solução que não é solução! Como se alguém visse nesse pressuposto a saída para a catástrofe social, como se a esmagadora maioria deste povo não fosse arreigadamente português, como se o futuro colectivo tivesse alguma coisa a ver com atitudes independentistas. Já não há paciência. 
Ilustração: Google Imagens.

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