sexta-feira, 19 de abril de 2013

"UM GRANDE 25 DE ABRIL"


Mas, isso chegará? Não. Do meu ponto de vista não chega. O problema centra-se a dois níveis: na decapitação do sistema o que implica novas eleições legislativas; em segundo lugar, numa posição firme relativamente à Europa, afrontando-a numa lógica de sim ou sopas! Não podemos continuar sob o jugo de interesses dos especuladores, que nos colocam uma canga tal como aos bois se faz. Até porque esta Europa frágil e desnorteada, evidencia já sinais de pânico caso Portugal, hipoteticamente, venha a abandonar a zona euro. Uma coisa é pagar um empréstimo que nos foi feito, outra é pagar juros absolutamente obscenos porque desproporcionais às nossas possibilidades. Eu de economia sei o básico que a vida me transmitiu, mas sei o que dizem os economistas, desde o Nobel Paul Krugman até ao nosso João Ferreira do Amaral, entre outros respeitáveis comentadores. E mais, o povo português não pode estar entregue não a um governo defensor da Nação, mas a um governo que se comporta como meros funcionários de uma troika que aqui vem impor como é que devemos viver e que direitos sociais devemos ter. A dignidade do povo está está em causa, essa corja de mandatários dos grandes interesses económicos, todos os dias carrega forte e feio sem uma única bastonada. O povo está encostado à parede, de austeridade em austeridade meteram-nos num campo de concentração onde não lugar a um ai, todavia, tudo tem um limite e o tempo que estamos a passar é de um claríssimo BASTA!

Vasco Lourenço, um dos capitães da "Revolução dos Cravos" pediu um "grande 25 de Abril". Concordo. Mas o que é isso de um "grande 25 de Abril"? Uma manifestação, uns cartazes e uns discursos? Tenho dúvidas sobre o resultado, se bem que, "água mole em pedra dura...". Evidentemente, colocar as pessoas na rua dizendo bem alto o que estão a sentir, será sempre melhor do que deixá-las sentadas no sofá a verem os acontecimentos! Mas, isso chegará? Não. Do meu ponto de vista não chega. O problema centra-se a dois níveis: na decapitação do sistema o que implica novas eleições legislativas; em segundo lugar, numa posição firme relativamente à Europa, afrontando-a numa lógica de sim ou sopas! Não podemos continuar sob o jugo de interesses dos especuladores, que nos colocam uma canga tal como aos bois se faz. Até porque esta Europa frágil e desnorteada, evidencia já sinais de pânico caso Portugal, hipoteticamente, venha a abandonar a zona euro. Uma coisa é pagar um empréstimo que nos foi feito, outra é pagar juros absolutamente obscenos porque desproporcionais às nossas possibilidades. Eu de economia sei o básico que a vida me transmitiu, mas sei o que dizem os economistas, desde o Nobel Paul Krugman até ao nosso João Ferreira do Amaral, entre outros respeitáveis comentadores. E mais, o povo português não pode estar entregue não a um governo defensor da Nação, mas a um governo que se comporta como meros funcionários de uma troika que aqui vem impor como é que devemos viver e que direitos sociais devemos ter. A dignidade do povo está está em causa, essa corja de mandatários dos grandes interesses económicos, todos os dias carrega forte e feio sem uma única bastonada. O povo está encostado à parede, de austeridade em austeridade meteram-nos num campo de concentração onde não lugar a um ai, todavia, tudo tem um limite e o tempo que estamos a passar é de um claríssimo BASTA! Enquanto sentirem que podem entrar e espezinhar eles vão continuar, mas quanto sentirem que não estamos para mais austeridade, os especuladores desse mercado sujo, vão deitar contas à vida e vão ter de ceder. 
O drama disto é que temos um Presidente da República fraco, enervante e em que poucos acreditam. Comporta-se, também, no plano político, como um funcionário dos interesses estrangeiros, um homem que vê mas não quer ver, um político que só de só para ele olhar já arrepia!
E depois, questiono, o que é essa história de um consenso entre os partidos? Se não concordo, se não alinho no projecto ideológico do outro, se acredito que há um outro(s) caminho(s), que razões substantivas existem para que diga sim aos que estão do outro lado da mesa? Alto e parem o baile, porque os partidos têm identidades próprias, têm visões diferentes sobre a condução de uma sociedade e, portanto, em democracia, não há crise alguma quando a palavra é devolvida aos eleitores. É preferível a realização de eleições antecipadas, onde o povo seja esclarecido sobre a situação e sobre os diversos caminhos, coisa que se resolve em alguns meses, do que ficarmos amarrados durante vinte anos ou mais a uma austeridade que mata o sonho, mata a esperança e encurrala o país impedindo qualquer hipótese de crescimento e de desenvolvimento.
Pois, um "grande 25 de Abril", concordo, mas não chega!
Ilustração: Google Imagens.

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