terça-feira, 28 de maio de 2013

A SUJA UTILIZAÇÃO DOS MEIOS PÚBLICOS


Um nojo. Tenho dificuldade em entender este continuado desplante, sem que ninguém ponha cobro a isto, como se tudo fosse possível a quem, numa democracia a sério e respeitada, pudesse, impunemente, fazer o que lhe dá na real gana. E o povo junta-se, ouve e alguns aplaudem. Correcto seria voltar-lhes as costas em sinal de um absoluto não à indevida utilização dos dinheiros públicos. Mas ali ficam, não sei se para ouvir o actor da tragédia ou porque existe uma grande falta de cidadania e de conhecimento sobre o que nas suas costas armadilham. Há ali qualquer coisa de masoquista, do tipo "bate-me forte que eu gosto!" A verdade é que esta gentinha da politiquice barata salta para cima do palco, como se tudo isto fosse "nosso", como se não devessem respeito a ninguém, como se a Democracia não tivesse regras claras no seu próprio funcionamento. Repito, um nojo. 

E se se preocupasse com a Economia
e com o desastre do desemprego? 
No meio de tanta tristeza e de tanta falta de dinheiro, as festas, desde a cebola à castanha, passando pelo limão, mesmo que os tempos sejam azedos, podem servir de algum escape aos problemas. Não resolvem nada, mas distraem, ao mesmo tempo que os agricultores sempre vão escoando o produto do seu trabalho. O que me transtorna é esta pouca-vergonha de utilizar estes momentos para a mais suja utilização de meios públicos para campanha do partido. Já não basta o Jornal da Madeira alimentado com mais de três milhões anuais de apoios a fundo perdido, o povo ainda paga, à borla, de forma descarada, os comícios destes senhores. Paga o palco, o sistema de som e tudo o que envolve a organização, para sua excelência subir ao palco, pegar no microfone, vomitar ódio e atacar, sem contraponto, toda a oposição regional. Mais, ainda, em tempo de pré-campanha eleitoral autárquica, anunciar o "seu" candidato e os porquês da "sua" escolha. Um nojo. Tenho dificuldade em entender este continuado desplante, sem que ninguém ponha cobro a isto, como se tudo fosse possível a quem, numa democracia a sério e respeitada, pudesse, impunemente, fazer o que lhe dá na real gana. E o povo junta-se, ouve e alguns aplaudem. Correcto seria voltar-lhes as costas em sinal de um absoluto não à indevida utilização dos dinheiros públicos. Mas ali ficam, não sei se para ouvir o actor da tragédia ou porque existe uma grande falta de cidadania e de conhecimento sobre o que nas suas costas armadilham. Há ali qualquer coisa de masoquista, do tipo "bate-me forte que eu gosto!" A verdade é que esta gentinha da politiquice barata salta para cima do palco, como se tudo isto fosse "nosso", como se não devessem respeito a ninguém, como se a Democracia não tivesse regras claras no seu próprio funcionamento. Repito, um nojo. E se aplico esta palavra é porque ela reflecte, inclusive, o pensamento de algumas pessoas afectas ao partido da maioria. Ainda há dias cruzei-me com uma que me disse, abertamente, "um nojo" (...) "comigo, acabou". 
E ele fala da Constituição, e fala dos direitos, e fala da Autonomia, e fala das pessoas, e fala aos jornalistas com um ar altivo, e fala, e fala e fala. Fala para jogar os problemas para outros, para Lisboa, porque essa coisa que se chama GOVERNAR, decididamente, não é com ele. Com ele é escrever uns artigos, mandar umas bojardas em cima de um qualquer palco, reclamar mais dinheiro e massacrar, politicamente, quem nunca aqui foi governo. No meio desta treta, desta caricatura da democracia, pergunto, onde andará o Representante da República, já que o Presidente, enfim, anda encafuado em Belém. 
Ilustração: Google Imagens.

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