domingo, 5 de maio de 2013

MÃE



Não sou de comemorações circunstanciais, do dia disto e daquilo, sobretudo aqueles ligados ao interesse comercial. Mas o DIA DA MÃE  tem um peso e um significado muito especial. Por múltiplas e vastas razões que qualquer pessoa entende. Esta foto que aqui publico parece-me que diz tudo, mais do que mil palavras aqui digitasse. Mas, hoje, apetece-me acrescentar uma outra reflexão. 
Vi o "Sexta às 9" da RTP1. Assisti ao drama de uma família de nove filhos com a mãe desempregada. A dor de a todos querer chegar face às limitações impostas por esta reles gente que governa, o Mundo e o nosso País. A criança que, de sorriso nos lábios, começa por falar da mãe e dos constrangimentos do dinheiro que não chega, logo depois, em movimento lento da câmara, baixa a cabeça e por ali fica, enxugando as lágrimas que vertiam cara abaixo. Uma outra, face às graves dificuldades, quando a jornalista perguntou, "o que mais gostas na vida", ele responde: "dos meus pais" e baixa a cabeça em prolongado soluço. Interiorizando o significado das imagens, acabei na mesma situação, até porque, momentos antes, insensível à dor de milhares atirados para as margens, tinha escutado o Primeiro-Ministro, com o bastão da austeridade em punho, sem dó nem piedade, a carregar sobre as mães do nosso País. Elas que são a origem da Vida, as grandes gestoras do equilíbrio e a protecção quando tudo decorre menos bem. 
Ilustração: Google Imagens.  
NOTA:
Vale a pena ler, na edição de hoje do DN-Madeira, o artigo do Padre José Luís Rodrigues. Tem muito a ver com tudo isto: "(...) Não tenho dúvidas, que nós madeirenses somos povo simples como o que nos fala o Evangelho. Somos o povo das imensas tradições, que fazem, positivamente, a nossa cultura e que engrandecem a nossa alma. É este o povo solidário na hora da penúria e do infortúnio. O povo que sabe do quanto é difícil ganhar o pão de cada dia, que se lançou por entre vales e montes para cultivar e domar as encostas agrestes da nossa querida Madeira. O povo que inventou o «baile pesado» sinal da dureza do tempo e da vida. O povo cavador de sol a sol mesmo que a recompensa fosse paga apenas com o sustento material que precisa o estômago. Eis o povo simples da nossa terra, fácil de «escravizar» por alguns «entendidos», que hoje dizemos «espertos», porque sabiam ao que vinham, tomar o pão dos simples para enriquecerem até ficarem «podres de ricos" (...).

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