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segunda-feira, 13 de maio de 2013

QUEM IMPÔS O MEDO QUE SE AGUENTE COM ELE!


Agora, com a corda das dívidas ao pescoço, com a Autonomia vendida a pataco, com o livro de cheques nas mãos do ministro das Finanças, quer que os madeirenses de rebelem contra a República. É tarde, porque o medo que criou na Madeira impede qualquer vontade própria de responsabilizar outros pelo desastre regional. Até porque, aos poucos, os olhos estão a abrir-se, a verdade descoberta e o feitiço está a voltar-se contra o feiticeiro.

Há momentos que melhor é ficar de boca fechada!

Assumiu o presidente do governo regional da Madeira: "A Madeira leva por tabela enquanto muito madeirense for-se agachando. Porque enquanto houver algumas pessoas com medo não se pode dar passos decisivos". 
Publicamente, nunca o presidente terá dito verdade tão certeira. Num alvo de dez círculos a seta espetou-se bem no centro, no dez. Pode ele dizer que a declaração se destinou aos confrades da República, mas para quem está no poder há 36 anos, como há dias salientou o Deputado Hélder Spínola (PND), "poder há tanto tempo que ainda o Elvis Presley cantava, Cristiano Ronaldo e Messi ainda estavam longe de nascer, Eusébio ainda jogava e Manuel de Oliveira era ainda um jovem de 70 anos", evidentemente que aquele tiro provoca um ricochete de morte. Simplesmente porque ele é presidente do governo, teve e tem total responsabilidade política pelo desastre económico, financeiro, social e cultural a que a Madeira chegou. A dupla austeridade (tripla no Porto Santo), 20% de desemprego e a pobreza em crescendo têm o selo de quem governa. Porque não soube diversificar a economia e não soube criar os pressupostos geradores de desenvolvimento e bem-estar. Para além disso, ele sabe do que fala, uma vez que que o sistema que, paulatinamente, criou na Madeira, conduziu a população ao silêncio político, à resignação política no que concerne ao seu próprio governo. Quantas vozes foram silenciadas, quantos preferiram afastar-se para não terem chatices e quantos seguiram o caminho do "chefe" engolindo e digerindo o que se a sua consciência de raiz ditava! Quantos?
Agora, com a corda das dívidas ao pescoço, com a Autonomia vendida a pataco, com o livro de cheques nas mãos do ministro das Finanças, quer que os madeirenses se rebelem contra a República. É tarde, porque o medo que criou na Madeira impede qualquer vontade própria de responsabilizar outros pelo desastre regional. Até porque, aos poucos, na Madeira, os olhos estão a abrir-se, a verdade descoberta e o feitiço está a voltar-se contra o feiticeiro.
Ilustração: Google Imagens.

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