sábado, 29 de junho de 2013

A TROIKA, A EDUCAÇÃO E GOVERNO PORTUGUÊS


Escutei a notícia que uns tais senhores da troika tinham ficado preocupados com a atitude do ministério da Educação relativamente a algumas cedências aos sindicatos de professores. A sua preocupação derivou, penso eu, que as cedências poderão significar perda de autoridade do governo e um revés nas cegas políticas de austeridade, onde se enquadra o despedimento de milhares de professores preconizado por essa gentinha estranha ao nosso País. Entrei para a sessão em algum estado de revolta. Um país que se desse ao respeito já os tinham colocado no sítio, convidando-os a sair rapidamente de Portugal. Simplesmente porque, uma coisa é nós cumprirmos as nossas responsabilidades por um empréstimo, outra é serem definidos os prazos desse cumprimento, outra ainda é essa maltinha entrar num país soberano (e pobre) e ditar as regras de como querem que nós vivamos. Aí, não, temos quase novecentos anos de História e apesar de muitos e muitos momentos de fraqueza, este povo português tem uma dignidade que tomara muitos a tivessem. E neste pressuposto sou implacável, não aceito e não negoceio, quando aos olhos de todos estamos a ser violentados, espezinhados e triturados por uma máquina de promover a pobreza de milhões para gáudio dos milhões que entram nos cofres de uma corja internacional organizada nesse sentido. Rua, deveria ser a palavra de ordem. Basta. Sobretudo porque nos ofendem na dignidade. E aí queria ver como reagiriam os mercados, se não teriam medo do incobrável, se a Europa, pelo efeito dominó não se colocaria em campo para travar o colapso. Gostaria de vê-los de calças na mão. O problema é que não temos governo capaz de, nos fóruns próprios, levantar a voz e dizer-lhes apenas isto: "assim, não". Temos um governo de gentinha serviçal, de autênticos paus-mandados, um Presidente da República faz-de-conta, e, ideologicamente, todos subservientes às causas dos outros. 

Convidaram-me e participei. Fui moderador de um profícuo debate sobre política educativa, no âmbito "Jornadas Parlamentares do PS-Madeira". Vários sindicatos, Universidade da Madeira e a Federação de Pais marcaram presença, entre outras figuras que emprestaram um singular conteúdo a uma manhã de reflexão. 
Às vezes, confesso, escrevo, transmito posições, mas com uma sensação de algum vazio. Bastas vezes interrogo-me se valerá a pena. Pois é evidente que vale. E vale porque quando estas realizações acontecem, sinto que não estamos sós, há muitos a pensar que o rei vai nu, que há milhentas coisas a refazer para que o sistema educativo constitua uma boa resposta aos problemas que enfrentamos. 
Mas antes de entrar para o debate tinha escutado a notícia que uns tais senhores da troika tinham ficado preocupados com a atitude do ministério da Educação relativamente a algumas cedências aos sindicatos de professores. A sua preocupação derivou, penso eu, que as cedências poderão significar perda de autoridade do governo e um revés nas cegas políticas de austeridade, onde se enquadra o despedimento de milhares de professores preconizado por essa gentinha estranha ao nosso País. Entrei para a sessão em algum estado de revolta. Um país que se desse ao respeito já os tinham colocado no sítio, convidando-os a sair rapidamente de Portugal. Simplesmente porque, uma coisa é nós cumprirmos as nossas responsabilidades por um empréstimo, outra é serem definidos os prazos desse cumprimento, outra ainda é essa maltinha entrar num país soberano (e pobre) e ditar as regras de como querem que nós vivamos. 
Aí, não, temos quase novecentos anos de História e apesar de muitos e muitos momentos de fraqueza, este povo português tem uma dignidade que tomara muitos a tivessem. E neste pressuposto sou implacável, não aceito e não negoceio, quando aos olhos de todos estamos a ser violentados, espezinhados e triturados por uma máquina de promover a pobreza de milhões para gáudio dos milhões que entram nos cofres de uma corja internacional organizada nesse sentido. Rua, deveria ser a palavra de ordem. Basta. Sobretudo porque nos ofendem na dignidade. E aí queria ver como reagiriam os mercados, se não teriam medo do incobrável, se a Europa, pelo efeito dominó não se colocaria em campo para travar o colapso. Gostaria de vê-los de calças na mão. O problema é que não temos governo capaz de, nos fóruns próprios, levantar a voz e dizer-lhes apenas isto: "assim, não". Temos um governo de gentinha serviçal, de autênticos paus-mandados, um Presidente da República faz-de-conta, e, ideologicamente, todos subservientes às causas dos outros. 
Regresso à sessão desta manhã. Valeu a pena ouvir professores e políticos ali reunidos comungando do princípio que a Educação tem de ser politizada e não partidarizada. Ouvir testemunhos francos, abertos, sinceros, serenos, sem exaltações de luta política, dizerem o que lhes vai na alma e a ajudarem a construir uma importante reflexão política. Bem hajam.
Ilustração: Google Imagens.

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