quinta-feira, 27 de junho de 2013

POR RUBINA BARROS - DE QUE ESTÁ À ESPERA O SECRETÁRIO DOS ASSUNTOS SOCIAIS?


Não suporto esta gente que (se) governa, capaz de enterrar, reparem no número de zeros, € 100.000.000,00 numa marina, entre outras megalomanias espalhadas por toda a Região, e não tem dinheiro para salvar vidas. Apetece-me gritar junto dos ouvidos do secretário dos Assuntos Sociais: mexa-se. Resolva o drama de tanta gente!

São dezenas, não sei se algumas centenas, na Madeira, à procura de solução para o seu problema de saúde. Desde crianças, jovens a adultos. Cruzam-se, certamente, todos os dias connosco e porque o assunto não nos toca (por enquanto) deles não tomamos conhecimento. Porém, a mão do jornalista, muitas vezes, desperta-nos para a triste realidade e para o sofrimento dos outros. A edição de hoje do DN-Madeira, através do jornalista Ricardo Duarte Freitas, coloca em evidência um caso. Quem leu certamente que ficou sensibilizado. É o caso de Rubina Barros, de 23 anos, estudante de Medicina. Ela luta contra um linfoma (neoplasia malígna). O pai faleceu, a mãe está desempregada e com duas filhas a estudar. Precisa de um medicamento e de um tratamento que poderá custar cerca de € 90.000,00. O dador compatível já foi encontrado: a própria irmã que está a estudar em Leiria. Mas falta dinheiro para comprar o medicamento.
Não suporto esta gente que (se) governa, capaz de enterrar, reparem no número de zeros, € 100.000.000,00 numa marina, entre outras megalomanias espalhadas por toda a Região, e não tem dinheiro para salvar vidas. Apetece-me gritar junto dos ouvidos do secretário dos Assuntos Sociais: mexa-se. Resolva o drama de tanta gente!
Pela Rubina, transcrevo, aqui, o NIB para quem quiser colaborar: 003503360069718810076.
Foto: Octávio Passos/DN/ASPRESS

1 comentário:

Anónimo disse...

"Hospital acusa doente com linfoma de burla." E esta, hen?!

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/hospital-acusa-doente-com-linfoma-de-burla

Qual a sua opinião agora? Como antigo paciente com um cancro (felizmente já curado, graças ao IPO), tudo isto me parecia estranho.

O país pode estar de pantanas, mas se há coisa de que ainda nos podemos orgulhar é dos serviços oncológicos neste país.

Nunca na vida pediriam a esta família para pagar aquele tratamento. Isto ainda não chegou ao nível dos EUA.

Cumprimentos!