segunda-feira, 8 de julho de 2013

A FARSA PASSOS/PORTAS COM O POVO A ASSISTIR


Passos e Portas, ambos, deram sim um xeque-mate no povo com a anuência do árbitro Cavaco Silva. Vamos lá ver: alguém acreditará que através de uma simples troca de cadeiras e de reforço no quadro dos poderes, a situação portuguesa, interna e externa, beneficiará com tais novas disposições? Puro engano. A incompetência demonstrada ao longo de dois anos está lá, os interesses e o projecto ideológico, idem, as desconfianças entre ministros não desapareceram por um "passe de magia", Portas que combateu Maria Luís Albuquerque (ministra das Finanças), não terá, obviamente, relação fácil, os desconfortos entre os dois partidos não tenderão para zero, até porque se aproximam eleições autárquicas e europeias. Basta um olhar  sobre as imagens da última conferência de imprensa de Passos Coelho/Paulo Portas. Passos apresentou-se sem convicção e Portas, um pouco atrás, denunciava um semblante que mais parecia estar num velório. E se a tudo isto o Presidente designa por estabilidade política, bom, decididamente, ele será o responsável primeiro do presumível desastre que vem a caminho. E nessa altura não poderá dizer... "eu avisei!".

Presumo que os encontros que o Presidente da República terá com os partidos políticos, relativamente ao (des)acordo entre os partidos da coligação PSD/CDS não conduzirão a nada. O Presidente vai ouvi-los, porque assim terá de ser, mas dali não sairá nada de novo. É minha convicção que o Presidente irá confirmar a nova estrutura e tudo continuará na mesma. Todos os partidos são de opinião que o Presidente deveria recorrer a eleições antecipadas, todavia, preferirá arrastar a situação no quadro de uma estabilidade que só existe na sua análise. Nem conta se dará que, a partir do que tem sido público, esta coligação se apresenta invertida, isto é, com o peso da responsabilidade política agora nas mãos de quem apenas teve, julgo eu, 12% no último acto eleitoral. 
O PSD foi arredado para um lugar secundário a confirmar-se a relação de responsabilidades políticas entre Passos Coelho e Paulo Portas. Mas isso, dentro de um ou dois dias se saberá. E nas especulações que por aí andam, escutei o comentador Professor Marcelo Rebelo de Sousa dizer que "Portas ganhou no Governo e perdeu na opinião pública; Passos perdeu no Governo mas ganhou na opinião pública". Não estou de acordo. Quem perdeu, estrondosamente, foi Portugal. Aliás, andamos a perder há dois anos se em consideração tivermos as promessas feitas ao povo português. Engodaram e, logo depois, tornaram todo o povo presa fácil de manobras absolutamente vergonhosas. Aliás, o exercício da política não pode nem deve resumir-se a estes jogos de interesse, de pressão saloia ou uma partida de xadrez em que as peças se movimentam no sentido do xeque-mate. Passos e Portas, ambos, deram sim um xeque-mate no povo com a anuência do árbitro Cavaco Silva. Vamos lá ver: alguém acreditará que através de uma simples troca de cadeiras e de reforço no quadro dos poderes, a situação portuguesa, interna e externa, beneficiará com tais novas disposições? Puro engano. A incompetência demonstrada ao longo de dois anos está lá, os interesses e o projecto ideológico, idem, as desconfianças entre ministros não desapareceram por um "passe de magia", Portas que combateu Maria Luís Albuquerque (ministra das Finanças), não terá, obviamente, relação fácil, os desconfortos entre os dois partidos não tenderão para zero, até porque se aproximam eleições autárquicas e europeias. Basta um olhar  sobre as imagens da última conferência de imprensa de Passos Coelho/Paulo Portas. Passos apresentou-se sem convicção e Portas, um pouco atrás, denunciava um semblante que mais parecia estar num velório. 
E se a tudo isto o Presidente designa por estabilidade política, bom, decididamente, ele será o responsável primeiro do presumível desastre que vem a caminho. E nessa altura não poderá dizer... "eu avisei!".
Ilustração: Google Imagens.

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