quarta-feira, 24 de julho de 2013

CANDIDATO BRUNO PEREIRA OPTA PELA POLÍTICA DO VALE TUDO!


Neste contexto, coexistem dois aspectos que julgo serem relevantes: primeiro, o Dr. Bruno Pereira envolvido nesta história, dá a entender que se encontra numa linha de vale tudo. Quando um candidato não se demarca de certos comportamentos típicos do jardinismo, demonstra que é igual ao "chefe das Angústias". Pior a emenda quando o candidato diz: "estou em exercício de funções enquanto vereador, fui convidado pelo senhor presidente da junta de freguesia e com muito gosto aceitei participar". Como se fossemos idiotas!; em segundo lugar, perante factos denunciados e documentados como este que o DN trouxe a lume, qual a posição do Senhor Representante da República? Ah, dirá, que não tem nada a ver com isso, que o período eleitoral ainda não começou, blá, blá, blá, blá, e, portanto, não tem sentido uma sua intervenção. Pessoalmente, entendo que deveria ter. Deveria, através de uma chamada de atenção, constituir-se, através da palavra, como uma referência moral do que por aí acontece. Dirá, também, que não tem competências para tal. Não é bem assim. Ele é o Representante da República, nomeado pelo Presidente da República, a Região é portuguesa, logo, rege-se, também, por padrões de comportamento que devem ser considerados. Tão importante como uma qualquer visita a uma instituição ou receber cumprimentos institucionais deste ou daquele, são as questões relacionadas com o exercício da DEMOCRACIA que deveriam constituir uma sua preocupação diária.

Vizinha... com molho ou sem molho?

Noticia o DN-Madeira, em uma "denúncia" do Deputado Hélder Spínola: "No passado sábado, a Junta de Freguesia de Santo António promoveu um passeio ao Porto Moniz, com almoço incluído servido na Santa, e em que participaram mais de 700 pessoas (15 autocarros). Quem não perdeu a oportunidade para fazer campanha às custas dos recursos da Junta de Freguesia de Santo António (de todos nós, portanto) foi o candidato do PSD à Câmara do Funchal, Bruno Pereira, que fez questão de distribuir os almoços". Aqui fica a foto DN, cujo texto pode ser lido aqui.
Alguns perguntarão, qual a novidade, pois que sempre foi assim? Os meios públicos, que a todos pertence, sempre foram utilizados para a mais descarada campanha eleitoral: para a realização de comícios, para arregimentar, para demonstrar poder, para comprar o voto a troco de um almoço, de um jantar ou de um passeio. Macarronada, feijoada, dobrada à moda do Bruno, seja lá o que for, tudo serve para juntar o povo e para tentar enganá-lo. Que o partido, com os seus meios, projecte uma campanha eleitoral, de não comprometimento de projectos para o Funchal e opte por uma política de estômago, tudo bem, pessoalmente, nada tenho a comentar. Bom proveito faça a quem desfruta de um prato. Dessa política, obviamente, retiro as minhas leituras e, certamente, muitos funchalenses retirarão as suas. O problema é outro, muito grave, é a subtileza de, através dos escassos recursos financeiros das Juntas de Freguesia, promover convívios com candidatos. Não o fazem ao longo do ano, não têm uma política de combate à pobreza e exclusão social escondida por tantos sítios, becos, entradas e impasses, mas porque se aproximam eleições, disponibilizam dinheiro para o pagamento da factura. Pouca-vergonha. Já não basta o Jornal da Madeira, também as freguesias compõem o ramalhete com actividades que constituem, por um lado, uma provocação, por outro, clarifica, totalmente, o posicionamento destes candidatos se, eventualmente, forem eleitos.
Neste contexto, coexistem dois aspectos que julgo serem relevantes: primeiro, o Dr. Bruno Pereira envolvido nesta história, dá a entender que se encontra numa linha de vale tudo. Quando um candidato não se demarca de certos comportamentos típicos do jardinismo, demonstra que é igual ao "chefe das Angústias". Pior a emenda quando o candidato diz: "estou em exercício de funções enquanto vereador, fui convidado pelo senhor presidente da junta de freguesia e com muito gosto aceitei participar". Como se fossemos idiotas!; em segundo lugar, perante factos denunciados e documentados como este que o DN trouxe a lume, qual a posição do Senhor Representante da República? Ah, dirá, que não tem nada a ver com isso, que o período eleitoral ainda não começou, blá, blá, blá, blá, e, portanto, não tem sentido uma sua intervenção. Pessoalmente, entendo que deveria ter. Deveria, através de uma chamada de atenção, constituir-se, através da palavra, como uma referência moral do que por aí acontece. Dirá, também, que não tem competências para tal. Não é bem assim. Ele é o Representante da República, nomeado pelo Presidente da República, a Região é portuguesa, logo, rege-se, também, por padrões de comportamento que devem ser considerados. Tão importante como uma qualquer visita a uma instituição ou receber cumprimentos institucionais deste ou daquele, são as questões relacionadas com o exercício da DEMOCRACIA que deveriam constituir uma sua preocupação diária. Mas, enfim... se o Presidente da República não tem mão sobre as barbaridades políticas que se passam na Madeira, o Representante terá? 
Um dia tudo isto mudará... podem alguns senhores ter a certeza que mudará. Só a mudança é imutável ou, então, como assumiu John F. Kennedy: "A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro."
Ilustração: Google Imagens.

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