sábado, 6 de julho de 2013

SALVAR O DINHEIRINHO, ENQUANTO É TEMPO!


Em 2011, a candidatura do Dr. Maximiano Martins (PS) alertou para a realidade: "A Madeira Faliu". A candidatura do Dr. Jardim, mandou andar "Prà Frente Sempre". O resultado está aí: se antes a situação era gravíssima, hoje, dois anos depois, o quadro é desesperante: dupla austeridade, economia completamente de rastos, os vários sistemas em colapso, ausência de autonomia financeira com o livro de cheques às ordens do Ministério das Finanças, e como se isto não bastasse, um governo exausto, em permanente fuga à realidade, pontapeando para longe a bola das dificuldades que tem em seu poder, desresponsabilizando-se, falando da revisão Constitucional (e de outras tretas) como se ela resolvesse alguma coisa, mantendo, enfim, um discurso inapropriado relativamente às responsabilidades que lhe incumbe. Em 2011 os madeirenses foram literalmente enganados. Não digo que, hoje, os madeirenses e portosantenses estivessem a viver um oásis no espaço das dificuldades portuguesas, mas, com toda a certeza, é essa a minha convicção, que teríamos ganho dois anos no combate à pesada herança que seria deixada pelo PSD. Assim não aconteceu e ao contrário de premiar a denúncia e as soluções apresentadas, os eleitores, ainda por cima, castigaram nas urnas quem teve a coragem de falar a verdade. E agora? Agora, o que vemos são os próprios "donos da bola" a se atirarem uns aos outros: na cadeira da Assembleia começam a piar baixinho; na cadeira da Comissão Política querem salvar o dinheirinho enquanto é tempo; e na cadeira das empresas, fogo em cima de quem mandou fazer obras eleitoralistas e que agora tem as facturas pregadas no tecto. Ao ponto a que chegámos! "Prà Frente Sempre" deu nisto. Oxalá que nas autárquicas de finais de Setembro o povo conclua o que há muito deveria ter concluído? 



A capa do DN-Madeira de ontem tem muito que se lhe diga: "Ramos manda processar Santa Cruz". Tive um impulso para comentar a frase, porém, preferi deixá-la "marinar" nos meus pensamentos. É de facto espantoso. Desde logo, porquê Santa Cruz e não todas as outras Câmaras? Vingança política por uma qualquer razão escondida no bas-fond político-partidário? Proximidade de eleições autárquicas, dando por aí a entender às empresas que o "patrão" da construção civil não confunde política com negócios? 
Que confunde política com negócios, obviamente que tal proximidade é pública e notória. Recordo, por exemplo, em uma das últimas reuniões da Comissão Política do PSD, a pergunta dirigida ao presidente do PSD-M e presidente do governo: quando é que o governo pagaria às construtoras! Mas há muito mais indícios dessa proximidade. Ela é por demais evidente. Portanto, julgo que esta terceira hipótese não me parece credível ou ajustada à situação. Resta, porventura, entre outras que a falta de elementos não me permite descortinar, um acto de desespero político no âmbito da correlação de forças políticas em Santa Cruz. Só que, a carta que sai da ASSICOM (Associação dos Industriais de Construção Madeira), assinada por Jaime Ramos, dirige-se a uma Câmara que não tem dinheiro para "mandar cantar um cego" (passe a expressão que não gosto), endividada até ao pescoço, sabendo ele que, a curto prazo, de tal pressão resultará zero. Sabendo, também, que o recurso aos tribunais, da forma como a Justiça funciona, os processos tenderão a arrastar-se com os empresários a verem por um canudo a cor do dinheiro. A não ser que o Tribunal faça à Câmara de Santa Cruz o que determinou em relação ao SESARAM. Mas, como não sou jurista, abstenho-me de outros comentários.
Mas, atenção, há mais um aspecto que, politicamente, julgo de considerar. É a figura Jaime Ramos, líder do Grupo Parlamentar do PSD-M, que tantas vezes subiu à tribuna da Assembleia Legislativa, para defender o investimento (a obra) e bater forte e feio na oposição que pedia bom senso e moderação na política de obras públicas, muitas sem sentido e absolutamente descontextualizadas das prioridades, que agora se revolta contra o seu próprio discurso assente nessa política expansionista. Interessante. Estará a fazer jus ao aforisma que "pela boca morre o peixe"? Talvez. Mas tudo isto conduz-nos a uma outra leitura, a leitura da falência da Região. Em Santa Cruz são, de facto, larguíssimos os milhões constantes no rol desta mercearia que é o governo PSD. A questão é saber (e sabe-se), tudo somado, de quanto será o montante da dívida de todos os concelhos da Madeira e quais os nomes das empresas e as ligações dos seus titulares. Isto para trazer à colação que há muito que a MADEIRA FALIU
Em 2011, a candidatura do Dr. Maximiano Martins (PS) alertou para a realidade. A candidatura do Dr. Jardim, mandou andar "Prà Frente Sempre". O resultado está aí: se antes a situação era gravíssima, hoje, dois anos depois, o quadro é desesperante: dupla austeridade, economia completamente de rastos, os vários sistemas em colapso, ausência de autonomia financeira com o livro de cheques às ordens do Ministério das Finanças, e como se isto não bastasse, um governo exausto, em permanente fuga à realidade, pontapeando para longe a bola das dificuldades que tem em seu poder, desresponsabilizando-se, falando da revisão Constitucional (e de outras tretas) como se ela resolvesse alguma coisa, mantendo, enfim, um discurso inapropriado relativamente às responsabilidades que lhe incumbe. 
Em 2011 os madeirenses foram literalmente enganados. Não digo que, hoje, os madeirenses e portosantenses estivessem a viver um oásis no espaço das dificuldades portuguesas, mas, com toda a certeza, é essa a minha convicção, que teríamos ganho dois anos no combate à pesada herança que seria deixada pelo PSD. Assim não aconteceu e ao contrário de premiar a denúncia e as soluções apresentadas, os eleitores, ainda por cima, castigaram nas urnas quem teve a coragem de falar a verdade. E agora? Agora, o que vemos são os próprios "donos da bola" a se atirarem uns aos outros: na cadeira da Assembleia começam a piar baixinho; na cadeira da Comissão Política querem salvar o dinheirinho enquanto é tempo; e na cadeira das empresas, fogo em cima de quem mandou fazer obras eleitoralistas e que agora tem as facturas pregadas no tecto. Ao ponto a que chegámos! "Prà Frente Sempre" deu nisto. Oxalá que nas autárquicas de finais de Setembro o povo conclua o que há muito deveria ter concluído? Espero que sim.
Ilustração: Google Imagens.

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