terça-feira, 13 de agosto de 2013

E SE O DR. EMANUEL GOMES (PSD-MACHICO) ESTIVESSE CALADINHO?


O Dr. Emanuel Gomes, julgo eu, presidente da Comissão Política do PSD-Machico, entendeu referir-se ao Dr. António José Seguro a propósito de um jantar, realizado em Machico, no âmbito das eleições autárquicas. Relativamente ao candidato do PS, Senhor Ricardo Franco, disse: "De facto, Seguro devia ter sido informado que o Partido Socialista de Machico não foi capaz de apresentar um candidato, a estas eleições, com competências mínimas para dirigir esta autarquia, sendo que do seu currículo não consta qualquer actividade académica, empresarial, profissional, dirigente ou profissional que garantam as condições mínimas para chefiar uma Câmara como a de Machico". Na opinião dele, um "desgraçado" que, apesar de "desgraçado", há quatro anos, recolheu 39,5% dos votos do povo de Machico. E desta vez é capaz de ganhar a Câmara. Nunca se sabe!


Mas, a propósito de "desgraçados" da política, deixo aqui um texto do Dr. Emanuel Gomes, quando era militante do PS e Vereador da Câmara pelo PS, texto esse escrito umas semanas antes de umas eleições, onde atacou, sem dó nem piedade, o PSD e, concretamente, o Dr. Jardim:
"(...) Eis o insustentável mas previsível desfecho de uma política ardilosamente montada, por quem, no velho estilo do tudo sabe, tudo pode, tudo manda, não quer nem sombra de outras intervenções autónomas e personalizadas na vida da Região (...) Assim fizeram ao longo dos tempos todos os que teimaram em perpetuar o seu poder (...) Ele chama a si todas as campanhas eleitorais, define todas as estratégias administrativas, faz todas as promessas. A sua orientação política é piamente cultivada pelos seus pares (...) O Povo deixou-se levar nestas cantigas mas agora não vai perdoar aos verdadeiros responsáveis pela actual situação (...) No meio de tudo isto, uma terra, um povo, uma autarquia, é humilhada, maltratada e votada ao ostracismo, por uma classe política de baixo nível. Machico sempre disse não a esta política (...) Por isso tem pago a factura do seu atrevimento, do seu inalienável direito à diferença" (...)." 
Já por mais de uma vez publiquei este texto e vou continuar a publicá-lo para que a decência regresse ao exercício da política. Quem, afinal, é o "desgraçado"? E se estivesse caladinho?
Ilustração: Google Imagens.

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