sexta-feira, 30 de agosto de 2013

POLÍTICOS DE AVIÁRIO E FORA DA LEI


Portugal tem um governo fora da Lei. Estes senhores, muitos deles políticos de aviário, que da vida real pouco ou nada sabem, que ascenderam não pela via do mérito, das qualificações e do reconhecimento público, mas porque servem monumentais interesses que se jogam fora das fronteiras, têm a distinta lata de assumir que a Constituição da República é que está errada! Para os seus desígnios, obviamente que está. Só que foram eleitos jurando "por minha honra" cumprir "com lealdade as funções confiadas". Ora, essa lealdade assenta, sobretudo, no quadro da lei constitucional vigente e não no princípio que maioria absoluta significa poder absoluto. Para estes malvados a solução está no empobrecimento da maioria do povo, no recibo verde, no despedimento precário, no aumento das horas de trabalho, no não pagamento das horas extraordinárias (banco de horas), no eufemismo da requalificação que significa "vai morrer para longe", no programa de despedimentos sob a ilusão de uma mixuruca compensação financeira, na baixa dos salários, no roubo dos benefícios sociais, na sucessiva e gravosa carga de impostos e no rompimento dos compromissos assumidos com os reformados e pensionistas. Ainda bem que o Tribunal Constitucional, uma vez mais, não se mostrou pressionável. Conferiu a lei e ditou o Acórdão. Ponto final. 

Duas notas:

Primeira. A dívida total da Fundação Social-Democrata da Madeira, sem juros e outros custos, é de 26.326 euros e diz respeito a seis consumidores. As contas em dívida mais antigas são de Março de 2012, quase há um ano e meio, noticia o DN-Madeira de ontem. Nada que cause espanto. Se os mesmos que governam não respeitam os empresários que prestaram serviços, passará pela cabeça de alguém que assumam comportamentos correctos perante as autarquias que, politicamente, são da mesma cor política? Obviamente que não. Só que, agora, encontraram, face às tensas relações com a Câmara do Funchal, uma resistência que ajudou a desmascará-los. Entretanto, falta apurar quanto devem a outras instituições fornecedoras de bens e de serviços. E falta apurar, também, quanto devem os hospitais, estabelecimentos de educação e ensino e outros a quem a Câmara fornece e não recebe! Seria interessante apurar esses números. No caso da Fundação do PSD a situação é clamorosa. Devem uma pipa de massa e ainda recorrem ao Tribunal pelo corte no fornecimento, por tratar-se de uma "(...) atitude ilegal, arbitrária e de vingança a uma instituição que nada tem a ver com interesses políticos e ou partidários". Se um cidadão, pobre e sem vintém, que se atrase na liquidação de uma factura leva logo com juros de mora, o que é que a Fundação estava à espera? Que a Câmara perdoasse a dívida? Que os colocasse no rol das dívidas incobráveis?
Todos os dias cresce o nariz!
Segunda. Provadíssimo. Portugal tem um governo fora da Lei. Estes senhores, muitos deles políticos de aviário, que da vida real pouco ou nada sabem, que ascenderam não pela via do mérito, das qualificações e do reconhecimento público, mas porque servem monumentais interesses que se jogam fora das fronteiras, têm a distinta lata de assumir que a Constituição da República é que está errada! Para os seus desígnios, obviamente  que está. Só que foram eleitos jurando "por minha honra" cumprir "com lealdade as funções confiadas". Ora, essa lealdade assenta, sobretudo, no quadro da lei constitucional vigente e não no princípio que maioria absoluta significa poder absoluto. Para estes malvados a solução está no empobrecimento da maioria do povo, no recibo verde, no despedimento precário, no aumento das horas de trabalho, no não pagamento das horas extraordinárias (banco de horas), no eufemismo da requalificação que significa "vai morrer para longe", programa de despedimentos sob a ilusão de uma mixuruca compensação financeira, na baixa dos salários, no roubo dos benefícios sociais, na sucessiva e gravosa carga de impostos e no rompimento dos compromissos assumidos com os reformados e pensionistas. Ainda bem que o Tribunal Constitucional, uma vez mais, não se mostrou pressionável à patética intervenção vinda do Pontal. Conferiu a lei e ditou o Acórdão. Ponto final. 
Foram eleitos com um programa e com um discurso cheio de soluções. O povo não lhes concedeu um voto para fazerem o que lhes dá na real gana, para se submeterem aos interesses vindos de fora, mas para cumprirem o que prometeram. Se não sabem, ora bem, assumam-no e devolvam a palavra aos portugueses. 
Ilustração: Google Imagens.

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