sábado, 10 de agosto de 2013

ZANGAM-SE AS COMADRES, DESCOBREM-SE AS VERDADES!


Era uma questão de tempo e o castelo ruiria. A mentira, a aldrabice, os jogos de poder e as subserviências têm prazo. Duraram 37 anos. Tempo demais. A mezinha engendrada na quinta e dada a beber aos madeirenses digamos que foi, politicamente, eficaz. Conseguiu adormecer milhares. Hoje, é sensível que esses milhares estão a despertar de um coma profundo a que foram intencionalmente induzidos. Pelas duas ilhas percorrem ventos de mudança ao jeito das marés vivas de Agosto/Setembro. O próprio homem da máquina, que há muito não governa, apenas, diariamente, tenta apertar os parafusos e porcas que se vão soltando de uma engrenagem sofisticada, porém, velha e ultrapassada, dá sinais de completo descontrolo. Mais. Evidencia que já não manda naquilo, que poucos o respeitam e, perdido nos seus próprios fantasmas, escreve ou manda escrever, no órgão pago por todos nós, a denúncia que o desastre que se aproxima a ele não se deve, mas a uma quadrilha de oportunistas que estão a dar cabo da embarcação. Nada de novo, pois sempre foi assim. Os males da Madeira não são do governo regional, foram causados pela República, por esse inimigo externo aos interesses do desenvolvimento, portanto, pelo mesmo princípio, os males internos do PSD na Madeira, não ficam a dever-se ao seu líder, mas a uma corja que o quer afastar. A lógica é a mesma, isto é, nunca nada é com ele. A responsabilidade é sempre dos outros.

E agora, pá?


Não bastassem tantos indicadores do naufrágio político, o artigo não assinado, publicado na passada Sexta-feira, constitui a denúncia clara que tudo aquilo está em cacos. O Jornalista Luís Calisto destaca, de forma incisiva e sumária, no seu blogue (www.fenixdoatlantico.blogspot.com): "(...) o Partido Social Democrata da Madeira não tem mais por onde rebentar. Um artigo publicado esta sexta no JM, não assinado mas certamente da autoria de Jardim, dá conta de que a implosão no partido se completou agora, rebentando-se o único elo que o próprio Jardim ainda julgava seguro: o seu estranho pacto com o secretário-geral Jaime Ramos. Acabou-se. (...) O artigo do presidente do governo é revelador da sua falta de força hoje no interior do partido. O autor queixa-se da "tentativa dos lóbis económicos (internos) para apagar Jardim", através do controlo da opinião pública pela informação. Daí os ataques desses lóbis visando a extinção do JM. E o autor do escrito assume: "O ponto fraco do líder do PSD-Madeira foi o de nunca ter prestado demasiada atenção ao partido. Jardim entende agora, pois, que não devia confiar tanto na célebre 'máquina laranja', dominada sem limites por Jaime Ramos".
Ora bem, que eles se desentendam e que, politicamente, ao jeito de bombistas, se rebentem mutuamente, é para o lado que todos os madeirenses e porto-santenses melhor devem dormir. O problema é, no entanto, muito mais grave e divide-se em dois pontos: primeiro, enquanto andam nessas guerras de poder, adormecidas durante muitos anos, onde se jogam milhões, o povo continua a sofrer a crónica incapacidade para governar com equilíbrio e com pensamento futuro. A Economia é um desastre e basta olhar para os números do desemprego, para a economia paralela, para os índices de pobreza; as Finanças, diariamente, andam com o credo na boca; os sistema de Saúde e de Educação funcionam em estado caótico. A desgraça anda a ser disfarçada com a Segurança Social Nacional e com as instituições de solidariedade social que vão matando a fome de uma ponta à outra das duas ilhas; em segundo lugar, o problema é se o povo não toma pulso a esta situação de descalabro e, em Setembro, nas eleições autárquicas, não coloca esta gentinha, que se serve do poder, na situação de partido minoritário. Se isso não acontecer, só poderemos esperar a continuação deste filme de terror. Não basta aqui e ali mudar os protagonistas, através de uma simples maquilhagem, importante é mudar de pessoas e, por consequência, de orientação política. Do meu ponto de vista, a situação actual, depois de 37 anos de gestão de interesses partidários e de alguns poderosos lóbis, só pode ser resolvida com uma limpeza e com um sentido de "MUDANÇA". O futuro da Madeira não está, como é fácil perceber, nas mãos de clones políticos de Alberto João Jardim. Esses leram pelos mesmos livros, são portadores das mesmas receitas, estão afogados em interesses e amarrados a cordões umbilicais que não podem se desenvencilhar. É óbvio que, depois de 37 anos de poder, esse seja o quadro, pelo que, as novas parcerias, pintadas de fresco, se apresentem com a mesma música de fundo. O povo deve-lhes dar a beber o veneno que semearam e que, politicamente, descansem em paz!
Ilustração: Google Imagens.

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