sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A ESCOLHA É SIMPLES: OU JARDIM OU PAULO CAFÔFO


Nestas eleições para o Funchal a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os líderes carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental.


Na política não se pode estar com um pé aqui e outro ali. Tampouco utilizá-la quase como uma profissão. Alberto João Jardim é um "profissional" da política. Outros seguem-lhe o caminho. Há gente que prefere isso, mas denota óbvias fragilidades sobretudo de consciência. Não se trata de um estado de intolerância e de confronto permanente seja lá com quem for e, sobretudo, no caso em apreço, com o líder partidário, julgo eu, legitimamente eleito. Não é isso que está em causa. O problema é de coluna política, de quando são ultrapassados os limites ter capacidade para levantar a voz e dizer em alto e bom som que o seu caminho não é aquele. No limite, muda de partido, recolhe a casa, desliga-se da política activa, combate o erro por mera atitude de cidadania, mas nunca, nunca, encolher-se e servir o senhorio, o dono, o capataz, aquele que viola a consciência. 
Ora, nestas eleições para o Funchal, a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os lideres carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Sendo assim, o Dr. Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. 
A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e a hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental. 
Vive-se um momento que pode ser histórico para os empresários, dos grandes aos pequenos, para os milhares de desempregados, para as famílias, para os profissionais liberais, para os estudantes, para os pobres e excluídos, para todos aqueles que, ao longo de quase quarenta anos, foram sujeitos a humilhações públicas, à mais reles ofensa, à ordinarice, às mais subtis perseguições, que se sentiram utilizados como peças descartáveis, que sentiram o medo nas suas vidas. Não é que no dia 30 de Setembro tudo fique diferente, mas poderá ser, e será certamente, estou convencido, o primeiro dia de um longo caminho a percorrer onde seja devolvida a esperança, a credibilidade e o respeito por todos. Espero que no dia 29 de Setembro vença a DEMOCRACIA, vença a MUDANÇA, para que sejamos, paulatinamente, retirados deste pântano onde nos atolaram. 
Ilustração: DN/Google Imagens.

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