terça-feira, 10 de setembro de 2013

DE UM LADO A PROMESSA ESTUDADA, SEGURA E CONSISTENTE PELAS PESSOAS. DO OUTRO... UM CHEQUE EM BRANCO!


As campanhas servem para esclarecer e assumir compromissos. Os candidatos têm o dever de fugir à vulgaridade, à promessa fácil e demagógica, mas também o dever de assumir um quadro de responsabilidades. O exercício da política não pode ser neutro, obscuro e baseado em cheques em branco. Os eleitores exigem compromissos sérios e viáveis no quadro do estabelecimento das prioridades políticas, económicas, sociais e culturais. Os painéis dos dois principais candidatos à presidência da Câmara do Funchal, do meu ponto de vista, significam, de um lado, a existência de opções claras e assertivas face ao momento que vivemos, do outro, o vazio e o não compromisso. Os eleitores têm de conhecer o essencial das preocupações de cada candidato, porque são esses programas (essenciais) que deverão ser julgados daqui a quatro anos. "... dar tudo pelo Funchal" não é nada, como não o foi, há vinte anos, com o "Funchal de alto a baixo", onde começaram por baixo e não passaram da cota 40! Os eleitores façam o favor de escolher. 


Como disse o candidato Paulo Cafôfo, no início da pré-campanha, basta de lamúrias. Daí que não valha a pena continuar a chorar pelas esquinas, nas mesas de café e no recato do lar, quando a questão essencial está nas opções programáticas prioritárias dos candidatos. No caso do Funchal as diferenças são abissais: Paulo Cafôfo opta pelas pessoas; Bruno Pereira pela manutenção do sistema que conduziu ao desemprego e à pobreza; Paulo Cafôfo tem uma equipa de cidadãos independentes oriundos da designada sociedade civil; Bruno Pereira uma equipa de repetidos, de pessoas que saltitam daqui para ali consoante a onda e os interesses partidários. Paulo Cafôfo deve obediência à sua consciência de cidadão; Bruno Pereira deve obediência a Alberto João Jardim; Paulo Cafôfo é na montra aquilo que tem no armazém; Bruno Pereira disfarça a montra, (o outdoor demonstra-o), porque o armazém partidário, depois de 37 anos de governo autárquico, nada de novo tem para oferecer. Perante isto, os eleitores, repito, façam o favor de escolher. Tão simples. Não se esquecendo que se trata de uma opção para quatro anos, isto é, mais 1460 dias! 
Ilustração: Arquivo próprio.

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