sábado, 14 de setembro de 2013

FILHOS DA MÃE...!


Filhos da mãe! Ladrões e que cambada de insensíveis nos rodeiam. Perdoem-me as palavras. Para eles não há pessoas, não há sentimentos, não há humanismo, não existe a capacidade de saberem dizer NÃO. Apenas desempenham a obediência cega a outros poderes que impõem as regras de como devemos viver. Sublinho, viver no empobrecimento compulsivo. Estamos (muitos povos europeus) rodeados e subjugados a uma cambada de malfeitores externos e internos, que esmagam sem dó nem piedade, comendo toda a carne e deixando uns restos de osso para que os demais se entretenham. Viveram acima das vossas possibilidades, dizem, com aquele ar de tubarões insaciáveis, por isso, paguem a factura do deboche das vossas vidas. Que malandragem política! Mas quem é que viveu acima das possibilidades? Os quase três milhões de portugueses pobres? A classe que já foi média, que comprou casa, pagou impostos e que fez das tripas coração para suportar todos os encargos da vida familiar, onde se incluem os da educação superior dos filhos? Foram aqueles que tiveram de emigrar, que se espalharam mundo fora, porque o País não lhes garantiu o mínimo? Ou quem viveu acima das suas possibilidades foram todos aqueles que utilizaram as instituições, não as fiscalizaram e dividiram os poderes, dos maiores aos mais insignificantes, numa roda de interesses comuns? E a engrenagem das políticas europeias conducentes a este estado de abandono dos povos para gáudio dos grandes senhores das finanças? Filhos da mãe!


Assistir ao telejornal causa engulhos. Não o regional, porque aqui nada se passa(!), pois quase tudo é ternurento, soft e hilariante, sobretudo quando fala o presidente do governo, o Manel com os senhores agricultores e umas pessoas, sempre os mesmos, que mais parecem avençados, sempre a contar o mesmo lado da história. Mas, enfim, é para esse lado que melhor durmo! Mas, por lá, normalmente, são deprimentes as primeiras notícias. Já me conduziu a dizer um ou outro palavrão, em uns casos pelas declarações dos governantes, perfeitos idiotas, ofensivos e escabrosos nas medidas que tomam, no embuste que transmitem com ar compenetrado e sério. Isto para não falar de alguns comentadores e de alguns polititólogos sem memória e cultura histórica e sem capacidade para cruzar toda a informação disponível. Alguns, sublinho, porque outros há que transmitem pensamento que vai muito para além da conversinha de café. Com esses aprende-se a reflectir. Mas, como ia a dizer, causam engulhos a sequência das primeiras peças. Não são apenas aquelas imagens de tragédia e morte que infelizmente acontecem e que merecem dos pivots uma chamada de atenção por serem susceptíveis de ferirem a sensibilidade dos espectadores. Há imagens e declarações de gentinha de fato e gravata, arvorados em inteligências superiores, que se comportam como trapaceiros, sem dizer um único palavrão, que ofendem a sensibilidade de quem os ouve. Um aparece a dizer que os reformados e pensionistas vão ter de desembolsar mais 10% a partir de Janeiro (logo se verá se o Constitucional deixará passar!), ofendendo todos aqueles que têm estado sujeitos a sucessivas penalizações, a roubos descarados, rasgando contratos e falseando as modestas expectativas criadas para o outono da vida. Logo a seguir, entra um Rosalino, com um ataque aos funcionários públicos, no quadro da mobilidade especial. Depois, o regresso às aulas, com professores a terem de fazer, diariamente, 100, 200, 300, 400 e até 600 quilómetros para cumprirem o seu horário de trabalho. Na peça seguinte, um casal, de meia idade, desempregado, com uma filha pré-adolescente, que transmite a angústia de não poderem dar o essencial à filha. Dói ouvir da sua boca que gostaria de atingir o ensino superior, mas que certamente lá não chegará. Ouvi-la dizer que o que mais lhe custa é ver os pais sem emprego, o que significa sem dinheiro! Olhar para a imagem da mãe com os olhos rasos de lágrimas, quase a escorrem cara abaixo. Então, pergunto, isto não fere a sensibilidade de quem assiste? Então esta sequência de peças não gera uma bola no estômago a quem ainda pode desfrutar de uma refeição normal e assiste ao drama dos outros sem poder agir?
Filhos da mãe! Ladrões e que cambada de insensíveis nos rodeiam. Perdoem-me as palavras. Para eles não há pessoas, não há sentimentos, não há humanismo, não existe a capacidade de saberem dizer NÃO. Apenas desempenham a obediência cega a outros poderes que impõem as regras de como devemos viver. Sublinho, viver no empobrecimento compulsivo. Estamos (muitos povos europeus) rodeados e subjugados a uma cambada de malfeitores externos e internos, que esmagam sem dó nem piedade, comendo toda a carne e deixando uns restos de osso para que os demais se entretenham. Viveram acima das vossas possibilidades, dizem, com aquele ar de tubarões insaciáveis, por isso, paguem a factura do deboche das vossas vidas. Que malandragem política! Mas quem é que viveu acima das possibilidades? Os quase três milhões de portugueses pobres? A classe que já foi média, que comprou casa, pagou impostos e que fez das tripas coração para suportar todos os encargos da vida familiar, onde se incluem os da educação superior dos filhos? Foram aqueles que tiveram de emigrar, que se espalharam mundo fora, porque o País não lhes garantiu o mínimo? Ou quem viveu acima das suas possibilidades foram todos aqueles que utilizaram as instituições, não as fiscalizaram e dividiram os poderes, dos maiores aos mais insignificantes, numa roda de interesses comuns? E a engrenagem das políticas europeias conducentes a este estado de abandono dos povos para gáudio dos grandes senhores das finanças? Filhos da mãe!
Ilustração: Google Imagens.

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