sábado, 21 de setembro de 2013

"TEMOS DE FAZER UMA REVOLUÇÃO" QUANDO JARDIM PERSONIFICA O PIOR DA MADEIRA!


Ora, esta não é a Madeira Nova que ainda ontem apregoou. Esta é a Madeira Velha que todos os dias cresce, com o desemprego e com os novos pobres. Esta é a Madeira da Junta Geral do Distrito e esta é a Madeira Velha de onde emergiram novos senhorios que controlam e punem, docemente, quem se atreve a sair fora do cânones normais impostos pelo Regime. Estou aqui a falar de REGIME, não de sistema, simplesmente porque este não é democrático. O que Jardim criou na Madeira é um sub-regime do regime democrático. Travestiu-o, enfeitou-o e apresentou-o como a consequência de uma política sincera e imaculada, mas manteve todos ou quase todos os pressupostos que caracterizaram outros tempos. Esta é a Madeira Velha no seu apogeu século XXI, porque a desejada Madeira Nova deveria ser a do crescimento e desenvolvimento sustentáveis, a da pureza da identidade de uma Região construída com inteligência, de verdadeira Autonomia política e administrativa, da diversificação da Economia e, daí, do combate ao desemprego e à pobreza. Jardim pouco se ralou com isso. Quis ganhar a eleição seguinte e não as gerações seguintes. Jardim personifica, assim, o pior da Madeira, uma Região falida, com gravíssimas assimetrias económicas, financeiras, sociais e culturais. Ontem, voltou a "berrar" porque Lisboa aumentou o IMI, o IVA, o IRS e o IRC, só não comparou com o que se passa nos Açores e não disse que estes aumentos se ficam a dever, fundamentalmente, a uma dívida de 6.5 mil milhões de euros, a facturas escondidas, não reportadas, e a tanta megalomania espalhada por todos os cantos das duas ilhas. 


O "chefe das angústias" continua de mal a pior. Ontem desatou a pedir uma "revolução". Que a faça, sozinho, e que nos deixe em paz. Por aqui, do que precisamos é de gente decente, com bom senso, gente de rigor, de trabalho sério, gente de sorriso largo, humilde e próximo das pessoas, gente capaz de estabelecer pontes de um diálogo que nunca existiu, gente capaz de negociar e que saiba olhar esta Região para além dos olhos fixados em um qualquer acto eleitoral. Disse, lá do alto: temos de "fazer mais Madeira livre"! Mas o que é isso de Madeira livre? O jornal do partido? Não sei, porque nunca explicou o seu pensamento político, para além daquela obsessão pela revisão constitucional, o que significa uma Madeira livre. Livre de quem? Ah, do Diário e da família Blandy, dos jornalistas do serviço público de rádio e televisão, de todos quantos não lhe são subservientes, tornando estes 740 km2 num imenso gulag dos tempos modernos onde se escraviza sem escravizar à moda antiga. 
Ora, esta não é a Madeira Nova que ainda ontem apregoou. Esta é a Madeira Velha que todos os dias cresce, com o desemprego e com os novos pobres. Esta é a Madeira da Junta Geral do Distrito e esta é a Madeira Velha de onde emergiram novos senhorios que controlam e punem, docemente, quem se atreve a sair fora do cânones normais impostos pelo Regime. Estou aqui a falar de REGIME, não de sistema, simplesmente porque este não é democrático. O que Jardim criou na Madeira é um sub-regime do regime democrático. Travestiu-o, enfeitou-o e apresentou-o como a consequência de uma política sincera e imaculada, mas manteve todos ou quase todos os pressupostos que caracterizaram outros tempos. Esta é a Madeira Velha no seu apogeu século XXI, porque a desejada Madeira Nova deveria ser a do crescimento e desenvolvimento sustentáveis, a da pureza da identidade de uma Região construída com inteligência, de verdadeira Autonomia política e administrativa, da diversificação da Economia e, daí, do combate ao desemprego e à pobreza. Jardim pouco se ralou com isso. Quis ganhar a eleição seguinte à custa do efémero cimento e não as gerações seguintes. Jardim personifica, assim, o pior da Madeira, uma Região falida, com gravíssimas assimetrias económicas, financeiras, sociais e culturais. Ontem, voltou a "berrar" porque Lisboa aumentou o IMI, o IVA, o IRS e o IRC, só não comparou com o que se passa nos Açores e não disse que estes aumentos se ficam a dever, fundamentalmente, a uma dívida de 6.5 mil milhões de euros, a facturas escondidas, não reportadas, e a tanta megalomania espalhada por todos os cantos das duas ilhas. 
Disse, segundo li, que "não tem intenções de parar" porque "é preciso fazer uma revolução contra aqueles que causaram o desemprego". É, uma vez mais, a Madeira Velha no seu melhor. Primeiro, o REGIME, depois as pessoas. Porque quem gerou o desemprego não foi Lisboa, mas as políticas que ele próprio patrocinou ao longo de 37 anos de governo absoluto. Aprendeu com o antigo regime, teve uma escola e ultrapassou os seus professores. Para mal de todos os madeirenses e portosantenses. Temos uma oportunidade de MUDANÇA. Aproveitemo-la.
Ilustração: DN/Google Imagens.

2 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Penso que todos já perceberam que o que Jardim quer é continuar no poder. Nem que seja de muletas e por cima dos escombros que deixou.

João André Escórcio disse...

Peço desculpa de só agora publicar este comentário. Por vezes, esqueço-me de passar pela janela dos comentários.
De facto, já começa a ser muito lamentável. A figura, a decadência política, o discurso, enfim, aguardemos que 29 de Setembro constitua a primavera política que desejamos.
Um abraço.