quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A CAMINHO DO CONFRONTO


Já não existem palavras para caracterizar este bando de idiotas que governa o país. Pelo menos eu já as esgotei, à excepção da utilização das palavras mais escabrosas que facilmente as adivinham os que por aqui passarem. Vamos para três anos consecutivos de maldades, de roubos descarados, de confisco daquilo que não lhes pertence. Sem nos perguntar debitam, na folha de salário ou de aposentação, o que querem e entendem. Tudo em nome de uma colossal e grosseira mentira, aquela que nos atribui a culpa por "termos vivido acima das nossas possibilidades". Dizem isto a um país com quase três milhões de pobres, outros tantos que vão esgravatando para sobreviver, com quase um milhão de desempregados e emigração forçada.


Espoliam, quase diariamente, os aposentados e pensionistas, reduzem a zero o contrato estabelecido, carregam com impostos até ao céu da boca, aplicam um lençol de taxas e sobretaxas, umas em cima de outras, preparam-se para ir às pensões de viuvez, para retirar mais 5% nos salários dos funcionários públicos e mais 10% nos aposentados, congelam anos seguidos os salários e as progressões nas carreiras apesar da inflação anual, assumem que, em 2014, o desemprego vai crescer pelo sexto ano consecutivo, reduzem as indemnizações por despedimento, aumentam a carga de horas semanais de trabalho, esquecem-se das horas extraordinárias e permitem uma bolsa de horas como se fosse possível pagar o supermercado com as horas não pagas, aumentam a idade da reforma, agravam o factor de sustentabilidade, reduzem, substancialmente, os direitos sociais, sobretudo no acesso à educação e à saúde, esmagam o tecido empresarial, mostram-se insensíveis ao facto de mais de trezentas habitações serem devolvidas, mensalmente, aos bancos e demonstram uma fúria privatizadora deixando nas mãos de outros os limitados recursos nacionais. Como se isto não bastasse violam, intencionalmente, a Constituição da República que juraram cumprir e, alegremente, pagam, ao sacrossanto mercado, juros incomportáveis pelos empréstimos, com toda a corja de investidores e de representantes das instituições (do FMI ao BCE) a aplaudirem. Ai aguentam, aguentam... dizia o banqueiro!
O país vai revoltar-se. Parece-me inevitável. A bonomia dos portugueses tem limites. Infelizmente, porque defendo a paz, caminhamos para o confronto. Estão a desgraçar as famílias, as pessoas e a estabilidade social, tudo em nome dos grandes interesses e da desumanização. Ele disse: "temos de empobrecer". A favor de quem, não explicou!
Ilustração: Google Imagens.

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