quarta-feira, 27 de novembro de 2013

UM CORTE DE 43% NAS TRANSFERÊNCIAS PARA A REGIÃO "JUSTIFICOU" O VOTO FAVORÁVEL DO PSD-M NO ORÇAMENTO DE ESTADO!


Interessante, muito curioso! Falam e falam do governo da República e, no momento da verdade, metem o rabinho entre as pernas e provam que são iguais. Ontem, os quatro deputados do PSD eleitos pelo círculo da Madeira (Guilherme Silva, Hugo Velosa, Correia de Jesus e Cláudia Aguiar) votaram, favoravelmente, o Orçamento de Estado para 2014. E vieram depois com aquela lengalenga que iriam apresentar uma declaração de voto, quando, todos sabemos, que uma declaração de  voto  não vale nada, pois o que fica para a História é o voto em plenário. A declaração de voto é  uma treta, senhores deputados. É evidente que não podiam fazer outra coisa, eu sei, pois o rabo está amarrado em várias pontas e a dignidade política tinha de ser, uma vez mais, vendida a pataco. Conclusão, tudo farinha do mesmo saco. De bem longe atiram as pedras e ofendem, depois, tornam-se adversativos... mas, porém, todavia, contudo! Como se, por aqui, os eleitores continuassem com uma venda nos olhos. Estão convencidos que, Setembro passado, foi um episódio. Não foi. O sismo de 7.4 será pior em 2015. 



A Madeira ainda está refém destes senhores que a (des)governam e estes senhores estão reféns das políticas da dupla Passos/Portas. Tantas fizeram ao longo de tantos anos que, agora, a questão do dinheirinho impede-os de concretizarem os verdadeiros interesses do povo desta região. Ao votarem favoravelmente o Orçamento de Estado, acabaram por votar contra o povo da Madeira, simplesmente porque este Orçamento de Estado é pavoroso para os portugueses em geral e, em particular, para os madeirenses. A dupla austeridade para os que vivem na ilha da Madeira e tripla austeridade para os que vivem no Porto Santo, tiveram a benção daqueles quatro deputados do PSD. Para mim trata-se de uma atitude política inqualificável. Afinal, aqueles sistemáticos ataques aos "senhores de Lisboa", aos "cubanos", aos do "rectângulo" não passaram  da Ponta de S. Lourenço. Agacharam-se e permitiram que impusessem as regras, melhor dizendo, os eleitos do PSD aceitaram e o povo da Região que se lixe! Intolerável, quando a situação é grave, muito grave, quando há desemprego e pobreza e quando o tecido económico está completamente esfarrapado. Politicamente, vergaram-se, venderam-se, não sei se por medo dos processos disciplinares por contrariarem a disciplina de voto, se por receio da imposição de novas regras constrangedoras. Certo é que voltaram as costas aos madeirenses e portosantenses. Políticos destes não interessam. São políticos que defendem os seus interesses pessoais ou de grupo partidário e não os interesses de quem os elegeu. Sinto uma revolta contra esta gentinha sem coluna política, que vê a Região a esvair-se e que tendem para dois comportamentos: um, aqui, para consumo interno, outro, em Lisboa, para agradar àqueles que, neste momento, têm quase todo o País contra eles. 
Ouvi o Deputado Guilherme Silva falar de interesses "relevantes" que justificaram o voto favorável. Quais? Será que o corte de 43% nas transferências para a Madeira é um assunto relevante? Oh Senhor Deputado, aposente-se, já completou 70 anos de idade, portanto, deixe os madeirenses em paz. Chega de tanta hipocrisia política.
Ilustração: Google Imagens.

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