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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

QUE PARVOS QUE SOMOS...


E DIZ O CONSELHO DA EUROPA, HIPOCRITAMENTE, QUE AS POLÍTICAS DE AUSTERIDADE ESTÃO A ATENTAR CONTRA OS DIREITOS HUMANOS!

 

Termina mais um ano. O que dizer? Todos sabem que foi terrível, com uma corja política, de dentro e de fora do País, a saquear os pobres portugueses. Curiosamente, um ano que cresceu o número de milionários. Do que para trás ficou apenas duas referências: a primeira, de tristeza por não termos Presidente da República, mas apenas um simulacro de quem deveria ser o fiel desta balança extremamente desequilibrada; a segunda, por não termos tido um governo que soubesse zelar pelo bem-estar mínimo da esmagadora maioria do nosso povo. Isto é, temos um presidente faz-de-conta, um governo insensível aos dramas da sociedade e uma maioria PSD/CDS na República autêntica correia de transmissão ideológica dos grande interesses da finança especuladora internacional. Todos juntos conjugaram, politicamente, os verbos espoliar, confiscar, roubar, esbulhar e saquear. Quase todos com o mesmo significado, sublinho. Foi isso que fizeram. Vai para três anos que mentem, enganam, empobrecem o País, apresentam orçamentos inconstitucionais, subordinando-nos à mais violenta austeridade. "Parva que sou" - Deolinda, explica, em parte, a engrenagem mafiosamente montada, como se alternativa não existisse. O ano que termina foi assim e 2014 será, não tenho qualquer dúvida, mais grave do que o anterior, por maiores que sejam os desejos de "bom ano" que, hoje, lá para o fim da noite, dedicaremos em palavras carinhosas uns aos outros. Não será melhor se em presença tivermos a carga fiscal que vem a caminho. O empobrecimento forçado vai continuar, como se todos nós, os pobres e os da classe média, sobretudo estes, tivessem alguma vez vivido acima das suas possibilidades. Injectaram-nos essa mensagem e, na base dela, atiraram-se à carteira como única saída possível para cobrir devaneios que o povo não aprovou.
Por aqui, nesta parcela portuguesa, a dupla austeridade continuará a sufocar a economia, as finanças e os sistemas educativo e de saúde. Continuaremos a pagar, em 2014, os erros cometidos durante trinta e tal anos por políticos de vão de escada, que levaram uma vida inteira a pensar na eleição seguinte, nos seus interesses e não nas gerações seguintes. Eles estão aí, os que esconderam facturas, os que falam de "obra feita" à custa de uma colossal dívida de 6.5 mil milhões, os que estão sob suspeita em processo na Justiça (que não anda...), os que se atrevem a responsabilizar outros pelos seus próprios erros, os que mantêm o Jornal da Madeira para a sua propaganda, os que sem vergonha na cara e noção que o seu tempo esgotou, lutam para continuarem no vértice estratégico e na linha hierárquica do poder. Em 2014 tentarão apagar a memória, numa tentativa de substituírem uns por outros com o mesmo pensamento estratégico lido e relido no livrinho oficial laranja. Ai se houvesse JUSTIÇA!
Apesar de tudo, que 2014, para todos os que por aqui passarem, desejo que seja de plena SAÚDE. Nada mais! E se tiverem possibilidades façam um brinde à recente vitória autárquica com o desejo que ela se repita no próximo acto eleitoral. Simplesmente pela razão que Eça de Queiroz apontou: "Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo".

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