domingo, 23 de fevereiro de 2014

"COMO PODE UMA ESCOLA SEMPRE IGUAL COMPETIR COM A VIDA QUE É SEMPRE DIFERENTE? O DESENCONTRO É INEVITÁVEL"


É tempo de fazer alguma coisa pelo sistema educativo. A um secretário regional pede-se mais do que "abrir e fechar a loja" todos os dias!


Já por várias vezes recorri à frase em título que, em 1970, numa aula de Psicopedagogia, escutei e registei, do meu Amigo Professor Doutor Paula Brito. Passaram-se 44 anos e o visionário Professor continua cada vez mais actual.
Hoje li, no DN-Madeira, um artigo do Dr. Marco Gomes (APEL). A páginas tantas sublinha: "(...) A escola prepara os jovens para o futuro, mas o futuro desenha-se com lacunas do passado: com escolas insuficientemente equipadas, programas desatualizados e controversos, pedagogias pouco inovadoras, professores desmotivados, más condições de trabalho, baixas remunerações, alunos desinteressados…
É deste modo que surge o paradoxo do futuro engolido pelo passado, de um passado que não facilita o acesso ao futuro, nem aos projetos de vida de quem gostaria de ter outro futuro. A escola não deve pensar o futuro como algo já feito. O futuro vai-se fazendo, preferencialmente de forma participada, com o envolvimento dos próprios alunos. Todavia, o que predomina na escola é uma cultura prescritiva de planos e matérias, de normas disciplinares, de provas estandardizadas, de práticas pedagógicas despersonalizadoras e massificadas que se inserem na filosofia da “produção em série”. 
Absolutamente de acordo. É a "Escola sempre igual a competir com a vida que é sempre diferente".
Ilustração: Google Imagens.

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