segunda-feira, 3 de março de 2014

ELEIÇÕES EUROPEIAS: UM 5º LUGAR OU FIQUEM COM TODOS!


Enquanto cidadão estou muito preocupado com as eleições europeias de Maio de 2014. São determinantes para a Europa, uma vez que há uma absoluta necessidade de todos os povos romperem com duas situações: primeira, a deriva política desta Europa ultraliberal, vendida e rendida aos mercados que se encarregam de empobrecer e de escravizar; segundo, travar o desespero que acaba por se reflectir no despontar de grupos de extrema-direita. No essencial, há uma nova Europa para construir tendo por base um dos princípios que a determinaram: "A paz mundial que não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam", síntese da declaração inicial proferida pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman. Neste conturbado tempo torna-se, assim, imperioso que nessa luta estejam os melhores representantes do POVO, os políticos mais qualificados e não a proliferação de mais "Hollandes" do nosso descontentamento. 



Mas a minha preocupação vai mais longe, porque vivemos numa região ultraperiférica, debilitada, deprimida, endividada e assimétrica. Neste contexto, a nossa voz política tem de ser escutada e uma efectiva e credível ponte deve ser construída entre a Madeira e os centros de decisão na Europa. Neste quadro, o Partido Socialista nacional tem acrescidas responsabilidades, até porque, do lado do sistema vigente, a favor de uma desavergonhada direita europeia, está uma terrível coligação nacional de interesses, que deseja, a todo o custo, esconder o desastre das suas políticas. Não me passa pela cabeça que a Madeira não disponha de um lugar claramente elegível, digo-o, abertamente, de um militante socialista, com experiência política, no mínimo, até 5º na lista nacional. A diferença tem de ser pela QUALIDADE e não pelos interesses, conveniências e dádivas que a lista do PSD/CDS apresenta. Espero que o PS Nacional e o PS Madeira não permitam que Passos Coelho premeie aqueles que conduziram a Região à falência. O sexto lugar atribuído ao PSD-Madeira constitui um prémio, uma espécie de branqueamento político no que “cuba livre” e outras cubas representam. Exige-se do PS Madeira uma atitude negocial firme neste processo, porque é preciso semear para recolher os louros de uma vitória eleitoral. Se assim não for, fiquem com todos os lugares!
O PS-Madeira precisa de demonstrar que é capaz de criar uma imagem alternativa e, neste contexto, embora difícil, necessária se torna a luta por uma vitória local do PS nas próximas eleições, também como embrião das legislativas de 2015. Finalmente, seria inaceitável que nestas eleições continuasse a se verificar o sistemático desrespeito da estrutura nacional do PS, que sempre foi relutante em colocar um madeirense em lugar, repito, claramente elegível. É histórica a atitude de mendigar um lugar, quando esta é uma Região Autónoma. Em conclusão, seria incompreensível que o PS-Madeira não fosse indicado para um 5º lugar quando, na lista contrária, as duas Regiões Autónomas estão representadas até ao 6º lugar. 
Sobre esta matéria escrevi, a 17 de Janeiro de 2014, um texto, no qual defendi uma candidatura. Pode ser lido aqui:
Ilustração:  Google Imagens.

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