domingo, 6 de abril de 2014

CUIDADO... ELES ANDAM POR AÍ FEITOS CORDEIRINHOS!


Muito cuidado sobre o que se está a passar. Pressinto que a oposição anda distraída. Estão a permitir que, os mesmos de sempre, andem a vender o seu produto que sabemos estar fora de prazo. Estão muito soltos apesar do insanável conflito interno no qual estão mergulhados. Parecem, com todo o respeito pelas pessoas, extraterrestres políticos, personagens que nunca tiveram nada a ver com a situação a que a Madeira chegou. Andaram anos a fio curvadinhos a uma liturgia e, agora, parecem saltar do barco para uma qualquer baleeira que os leve para porto seguro. Estamos a chegar a um ponto muito complicado: por um lado, a divulgação da mensagem, partindo do pressuposto que a memória é curta, com tricas aqui e ali para que pareça existirem diferenças, ao jeito de "bolos e tolos"; por outro, uma oposição que ainda não tomou consciência que, cada um por si, não chega lá. Há muitos tiros dados, não nos pés, mas na cabeça! E, das duas, uma: ou convergem na necessidade de uma MUDANÇA, ou continuaremos todos mais quatro anos a lamentar. Não excluo ninguém, todos têm responsabilidades neste processo, pois os egoísmos e os espíritos de capelinha só ajudarão aqueles que há quase quarenta anos comem na gamela do poder. 


Neste aspecto tenho muitas dificuldades em perceber alguns partidos com responsabilidades de gerar as condições de uma alternativa. A hora não é de falsas partidas e de peitos cheios de ar, sobretudo quando as costas, parecendo largas, são muito estreitinhas. Impõe-se olhar ao espelho não na perspectiva de... espelho meu, espelho meu, quem melhor posicionado do que eu... mas de uma tomada de consciência que existe uma realidade sociológica, um poder instalado, um polvo que ainda é de dimensões assustadoras e, por aí, procurar em acordos sérios, uma estratégia ganhadora e portadora de futuro. Numa negociação séria todos perdem alguma coisa para que possam ganhar muito. Quando, a um ano e pouco de eleições, é sensível um certo vazio, o povo, mesmo espremido como anda, mesmo desconfiado e azedo, acaba por não sentir a motivação necessária para dizer BASTA e desamparem a loja, rapidamente. E, na divisão, os prevaricadores tendem a continuar, até por ausência das urnas de quem deseja a mudança de políticos e de políticas.
Mas esta situação sendo sensível com os partidos também é notória com a generalidade dos sectores da sociedade. Empresários, professores, médicos, profissões liberais em geral, trabalhadores no activo, aposentados saqueados e jovens, muitos jovens, inclusive universitários, que olham para o futuro sem qualquer esperança, andam aí de braços caídos, como se tudo o que se está a passar fosse uma fatalidade. A pobreza e as dificuldades não podem ser entendidas como fatalidades. Há sempre alternativa(s), há sempre um amanhã que pode ser diferente, mas para que isso aconteça necessário se torna que se mexam. Que não tenham medo. Que venham para a rua. Que exijam dos partidos. Que se mobilizem contra uma realidade, no pressuposto que "quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre". Cuidado, eles andam por aí a parecer cordeiros e o tempo urge.
Ilustração: Google Imagens.

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