quarta-feira, 2 de abril de 2014

EDUCAÇÃO: FRASES QUE ME FICARAM DAS MINHAS ÚLTIMAS LEITURAS


"Como é que um país que tem 3,4 milhões de pessoas com o 4º ano de escolaridade ou menos, pode prescindir da educação de adultos? Como é que nos podemos dar ao luxo de ter tantos professores no desemprego e tanta gente a querer formação? - Ana Maria Bettencourt.


Nos últimos dias tenho andado a (re)ler a última edição da revista A Página da Educação onde, humildemente, colaboro. Foi devorando as páginas com vários artigos de extrema importância. Muitas passagens deixaram-me a pensar, registei-as e aqui partilho-as convosco:
"Nas bolsas de valores, os mercados tornaram-se pessoas que é preciso acalmar, e as pessoas tornaram-se coisas que é preciso dispensar. Não pode ser. Temos de abrir caminhos de literacia cívico-jurídica. Está nas nossas mãos" - Emanuel Oliveira Medeiros.
"Talvez seja importante reler, à luz da actualidade, o livro VII d'A República, de Platão, no seu profundo sentido político, humano, cívico e educacional. Há sempre uma saída. Há sempre saídas. A alegoria da caverna é  lição que exige uma sábia compreensão e uma pedagogia social e cívica". - Emanuel Oliveira Medeiros. 
"É uma grande injustiça pôr em causa a Escola Pública. Os testes internacionais mostram que estamos ao nível dos outros, ou melhor" (...) O que é preciso é dar mais liberdade às escolas" (...) "Como é que um país que tem 3,4 milhões de pessoas com o 4º ano de escolaridade ou menos, pode prescindir da educação de adultos? Como é que nos podemos dar ao luxo de ter tantos professores no desemprego e tanta gente a querer formação? - Ana Maria Bettencourt.
"O tempo mostrou-nos quão infundadas eram as expectativas relativamente a um homem (Nuno Crato) que, pelo que escrevia e defendia, não poderia ter feito coisa diferente daquilo que tem andado a fazer. Acusem-no do que quiserem, menos de incoerência e de oportunismo. Neste caso, nem sequer é necessário recorrer à metáfora do ovo da serpente para explicar a perplexidade de tantos que há bem pouco o incensavam, porque, na verdade, a serpente já rastejava desde 2006, pelo menos" - Ariana Cosme e Rui Trindade.
"Esta não sociedade é a ausência da sua definição identitária, relacional e histórica; é a bandeira na lapela dos governantes (o simbólico sobrepõe-se ao real), é o exercício do governo sobre os indivíduos (e não com os cidadãos), é o passado só invocado para desculpabilizar o presente" - Henrique Vaz.
"A nova reforma é efectivamente é neoconservadora e neoliberal. A direita parece não se contenta em manter os privilégios das elites, mas procura intervir em todo o sistema, impondo mecanismos de mercado no acesso e gestão da educação (...)" - Xavier Bonal.
"Descolonizar a Escola para dialogar com os vários mundos" - José Guilherme Gonzaga.
"O que nos faz sermos felizes é a aceitação de uma identidade plural" (...) "o medo rouba-nos de nós mesmos" - Mia Couto. 
"Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o Mundo" (...) "A Educação é a única solução" - Malala Yousafzai.
"Estamos cada vez mais um povo triste" - Júlio Gago.
"Esprememo-nos, contorcemo-nos, sonhamos, aviltamo-nos, bajulamos, e o resultado de todo este bailado é a miséria de quem se sente com direito a ter, mas padece despojado de pão para o corpo e de justiça para o espírito" - Luís Vendeirinho.
Ilustração: Google Imagens.

Sem comentários: