quarta-feira, 30 de abril de 2014

NOVINHA MAS COM TODA (IN)CULTURA PARTIDÁRIA


A candidata do PSD/CDS às Eleições Europeias de 25 de Maio, começou muito mal esta pré-campanha. Dou de barato a visita a Bruxelas para traduzir uma imagem "que já trabalha", mesmo quando ainda não foi eleita. Isso faz parte do folclore eleitoral e, portanto, tal propaganda, em  termos operacionais futuros, vale zero. Refiro-me a um outro aspecto, muito mais grave, por um lado, pela sua juventude que deveria ser pautada por um espírito aberto e democrático; por outro, os laivos de arrogância que tem vindo a demonstrar. Disse a candidata do PSD/CDS, Cláudia Aguiar: Antes um bom deputado da Madeira do que vários eleitos da Região ao Parlamento Europeu. (...) "Acho que se nós tivermos uma pessoa aplicada, empenhada e sobretudo a puxar sempre pela sua Região, neste caso pela RAM, por ser ultraperiférica e por ter tanta dependência dos fundos europeus, acho que podemos ir por aí (...)". Ir por onde? Pense lá bem no que disse. Na Madeira, existem vários candidatos, obviamente dois deles bem posicionados para garantirem a eleição, e candidata do PSD/CDS ignora todos os outros, coloca-se no pedestal quase dizendo mais vale só que mal acompanhada? Eu diria que se trata de um caso de "presunção e água benta...". Enquanto cidadão, se já estava, agora, estou totalmente esclarecido. Apenas pela avaliação política que faço do que tem sido esta Senhora, enquanto Deputada, na Assembleia da República. Os eleitores que digam se conhecem alguma medida emblemática que tivesse sido proposta e aprovada com repercussões na vida dos madeirenses. Só uma! E já lá vão três anos e tal!


Ainda por cima, diz aquilo quando não sabe se será eleita. Com tantos candidatos de diversos partidos, será que já lhe passou pela cabeça que a candidata do PS, indicada pela Federação da Madeira, Doutora Liliana Rodrigues (8ª) poderá estar mais próxima de ser eleita do que a sexta do PSD/CDS? E digo isto porque a situação não está nada, absolutamente nada, favorável ao PSD/CDS na governação nacional, e o povo, no dia 25 de Maio pode dizer BASTA a esses dois partidos! O que vulgarmente se designa por um cartão vermelho. Para além disso há o ambiente europeu contra as políticas ultraliberais que os partidos da direita têm vindo a seguir. Portanto, manda o bom senso que, politicamente, cada um, no contexto do programa da lista nacional pela qual concorre, se apresente ao eleitorado, respeitando os outros que também são dignos de representar o País.
Poderão alguns dizer que a candidata não estava a se referir a outras figuras, concretamente à candidata do PS. Não me parece, até porque, se ela, Cláudia Aguiar, aceitou a candidatura é para lutar pela  eleição, logo, a ela não deveria estar a referir-se. O mais óbvio é que aquelas palavras se dirigissem à sua concorrente directa. Para além do mau gosto da declaração, que define a pobreza política e democrática da candidata, no Parlamento Europeu, digo eu, quantos mais madeirenses lá estiverem de pleno direito melhor. São mais vozes, multiplicam-se os contactos e, apesar da nossa limitada dimensão, é sempre possível intervir no âmbito das nossas necessidades de região ultraperiférica. Mas, infelizmente, a natureza de algumas pessoas e sobretudo da matriz partidária do PSD acaba por trazer à tona situações que de todo deveriam ser evitadas. Começa mal, muito mal, esta candidata do acaso!
Ilustração: Google Imagens.

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