terça-feira, 8 de abril de 2014

"NOVO" HOSPITAL, O GOVERNO E O SÍNDROME DO DROGADO


A propósito da construção do "novo" hospital, a Câmara Municipal do Funchal entendeu, e bem, solicitar ao governo a apresentação de vários estudos que uma obra daquela natureza e naquele local de implantação exigem. O presidente do (des)governo, com a mesma mentalidade de há 40 anos, respondeu: "(...) O que tiver de ser feito, vai ser feito e brincar aos partidos, não se brinca nisto, principalmente quando se trata da saúde. Não há pachorra para aturá-los, vai-se fazer o que se tiver de fazer". Pois, lá veio à tona a veiazinha ditatorial. A história do slogan "Prà frente sempre", porque "(...) "quem se atravessar no meu caminho vai ter de me enfrentar pessoalmente". Um velho disco de 45 rotações riscado e inaudível. Ainda não percebeu que "errar é humano, mas insistir no erro é idiotice" (Julio Aukay).

O projectado...

Tal como disse relativamente ao aterro junto ao cais... é mesmo para avançar, "grite quem gritar", mesmo depois da experiência dos muitos milhões inutilmente gastos na Marina do Lugar de Baixo e em tantas obras de evidente risco, por desrespeito pelos instrumentos de planeamento e pelos avisos dos homens e mulheres de ciência. Nem presente tem as vidas que poderiam ter sido poupadas a 20 de Fevereiro, se o planeamento territorial tivesse sido acautelado. Este homem não tem emenda. Continua a defender o que um dia disse: "(...) Tenho sido criticado por quem? Pelos tontos desta terra e quando sou criticado pelos tontos, tenho muito prazer nisso". É uma questão de ser ou não o "único importante" a quem alguns se vergam.
E o remendo...
Daí que, naquele "abica-burros", muito bem faz, em defesa da cidade e também do direito à Saúde, a Câmara solicitar estudos complementares. A teimosia do "senhorio" pode sair muito cara. Há treze anos, pelo menos, que anda nesta lengalenga do "novo" hospital. Para ele, chegou a hora de avançar, todavia, não na lógica da segurança e da qualidade, mas na lógica do síndrome do drogado que só acalma se tiver dose acrescida de produto. Com o governo passa-se o mesmo, treme todo quando lhe falta o cimento! 
Avançará (!), pelo que se depreende, contra tudo e contra todos, não se sabendo com que financiamento, depois de abandonar o projecto de S. Rita e no quadro de uma dívida pública que está a custar os olhos da cara aos madeirenses.
Ilustração: Google Imagens e DN-Madeira

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