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sábado, 17 de maio de 2014

O FUTURO QUE QUEREMOS


É notória a perda de rendimentos dos visitantes europeus. Não interessam se são franceses, se portugueses, os alemães e holandeses terão perdido menos, mas mesmo assim, já se nota na Madeira que os que nos visitam já não são quem eram. E se esta mudança se nota na forma como os turistas gastam, nota-se ainda mais no que fazem, no que querem fazer, e ainda mais no que sabem e no que querem saber.


Li e aconselho a ler este importante artigo (DN-Madeira) do Guia de Turismo Roberto Loja. Ao longo da sua leitura há que relacionar as suas palavras com tudo o que nos rodeia e que nos leva, certamente, a dizer NÃO a esta Europa. 
"Nestas últimas semanas tenho tido, como guia intérprete, oportunidade de trabalhar com vários grupos distintos, de várias nacionalidades e de vários estratos sociais. Reformados (muitos, franceses, ingleses, alemães, holandeses, portugueses, israelitas,…), famílias em férias (menos, portugueses, americanos, franceses, …), médicos (poucos). Tive de tudo um pouco, oriundos de maior parte do primeiro mundo, poucos do “segundo” mundo e ainda menos do terceiro. Os interesses destes visitantes eram tão variados quanto as suas origens e como as suas bolsas.
É notória a perda de rendimentos dos visitantes europeus. Não interessam se são franceses, se portugueses, os alemães e holandeses terão perdido menos, mas mesmo assim, já se nota na Madeira que os que nos visitam já não são quem eram. E se esta mudança se nota na forma como os turistas gastam, nota-se ainda mais no que fazem, no que querem fazer, e ainda mais no que sabem e no que querem saber.
E é por achar que esta mudança é má para nós, e porque é resultado de alterações substanciais na maneira de ser e de estar europeias, que acho que é importante que todos os europeus se reúnam para fazer das próximas eleições europeias uma enorme manifestação de cidadania, com participações recorde em toda a Europa. E que o novo Parlamento Europeu que vai sair destas eleições se reja por princípios mais solidários e mais democráticos que o mero fluxo de capitais.
A minha utopia? Que se dêem passos decisivos para assegurar mais justiça, mais e melhor democracia, mais e melhor cidadania, mais e melhor participação, mais emprego, mais igualdade, mais solidariedade, e mais liberdade, numa Europa que seja acima de tudo integradora e equitativa do que tem sido. Duma Europa que acabe com as diferenças entre pequenos e grandes, pobres e ricos, fracos e poderosos. Duma Europa menos Durão Barroso e mais Jacques Delors. Duma Europa mais social e mais socializante".

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