sábado, 10 de maio de 2014

POLÍTICA ABUTRE


Os autarcas eleitos pelo PSD esqueceram-se que pior que a situação de desinteligência entre o grupo “MUDANÇA” foi o que aconteceu em 1994, sete ou oito meses depois das eleições de 1993. Deveriam ter presente que o presidente eleito, Professor Virgílio Pereira (PSD), se demitiu porque o governo (PSD) não garantia o financiamento “prometido” face à então preocupante situação financeira da Câmara deixada pelo Senhor João Dantas (PSD). Comparada com a dívida de hoje, cerca de 94 milhões de euros, em 1994, um presidente eleito demitiu-se por uns trocos. No actual caso, que qualquer pessoa de bom senso não desejaria que acontecesse, não está em causa a demissão de um presidente (que deveria, em 1994, ter levado a novas eleições), mas uma retirada de confiança política a um vereador. Não discuto aqui, se bem, se mal, pois o que sei é muito pouco, não indo além do que a comunicação social recolheu. Cinjo-me, apenas, aos comportamentos políticos da oposição.


Aprendi a detestar os aproveitamentos de natureza política. Uma coisa é equacionar situações e posicionar-se de forma elevada, outra, é voar ao sabor dos ventos na tentativa de comer qualquer coisinha. A política não pode ser um espaço de mediocridades e de frases assassinas que nada acrescentam. Há pessoas que, politicamente, não cresceram, apenas copiam os péssimos exemplos do “chefe”. Obviamente que os recentes acontecimentos na Câmara do Funchal deixaram-me com um nó na garganta e merecem uma séria reflexão, sendo legítimo, por parte da oposição que esse enquadramento seja feito. O CDS/PP, e muito bem, pelo que se sabe, reuniu com o presidente da Câmara, equacionou, debateu a situação e posicionou-se de uma forma elevadíssima. Isto é, não quer pertencer ao executivo, mas deseja que a governabilidade aconteça. Poderia ter aproveitado o momento para saltar para o executivo, mas não, perdeu as eleições, deseja manter o estatuto de oposição e mais do que isso, manifestou o desejo que a Câmara continue o seu trabalho. O PSD, não, foi para o confronto rasteiro com frases deste tipo: "avisei durante a campanha eleitoral e durante estes sete meses de governação da coligação que esta era uma amálgama, um conjunto difuso de interesses e agendas, não havendo consistência, cimento, argamassa que juntasse todos estes vereadores" (…) a lista da coligação 'Mudança' está "feita para a oposição e não para governar a cidade".
Esqueceram-se os autarcas eleitos pelo PSD que pior que esta grave situação de desinteligência entre o grupo “MUDANÇA” foi o que aconteceu em 1994, sete ou oito meses depois das eleições de 1993. Deveriam ter presente que o presidente eleito, Professor Virgílio Pereira (PSD), se demitiu porque o governo (PSD) não garantia o financiamento “prometido” face à então preocupante situação financeira da Câmara deixada pelo Senhor João Dantas (PSD). Comparada com a dívida de hoje, cerca de 94 milhões de euros, em 1994, um presidente eleito demitiu-se por uns trocos. No actual caso, que qualquer pessoa de bom senso não desejaria que acontecesse, não está em causa a demissão de um presidente (que deveria, em 1994, ter levado a novas eleições), mas uma retirada de confiança política a um vereador. Não discuto aqui, se bem, se mal, pois o que sei é muito pouco, não indo além do que a comunicação social recolheu. Cinjo-me, apenas, aos comportamentos políticos da oposição. 
Passaram-se vinte anos, tempo mais do que suficiente para qualquer político ter atingido a maioridade no debate e nos posicionamentos. Alguns conseguiram, outros não. Estão amarrados à cartilha dos interesses e ao que o “chefe” determina: fogo neles, dirá! Ora, se pensam que é por aí que se credibilizam, estão enganados. Há um histórico de situações que me permite dizer que a população está farta e deseja que a “MUDANÇA” aconteça. Obviamente, sem perturbações, sem arrogâncias, sem peitos cheios de ar, sobretudo, com humildade, qualidade e respeito pelos munícipes que confiaram o voto. Até porque os mandatos devem ser cumpridos do primeiro ao último dia. Sendo assim, POLÍTICA DE ABUTRE, não!
Ilustração: Google Imagens.  

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