terça-feira, 9 de setembro de 2014

FARINHA IGUAL... SACOS DIFERENTES!


Há 38 anos que é assim, mas Miguel Albuquerque há pouco descobriu que condescendeu: “Aturámos e condescendemos desde há anos com práticas que não são dignas de uma democracia adulta” (...) caracteriza-se pela “pressão que está a ser exercida sobre determinados militantes que trabalham em algumas secretarias regionais, o clima de medo e bufaria instalado em certos sectores da administração regional e o desrespeito pelas livres opções de cada um”. (...) “Existem certas atitudes e procedimentos primários que devem ser definitivamente expurgados da nossa vida política, em nome da dignidade cívica de cada um de nós e do futuro do partido enquanto instituição credível ao serviço do nosso Povo”.


Pouco depois de 1994, quando assumiu a presidência da Câmara Municipal do Funchal, decorridos que iam 18 anos de liderança absoluta do PSD-M, o Dr. Miguel Albuquerque deveria ter assumido o que hoje conclui com frontalidade. Se condescendeu, isto é, se foi complacente com os desejos de alguém, parece-me óbvio que não tem qualquer moral para dizer o que tem dito. Politicamente, no plano ideológico, é igual a Alberto João Jardim. Podem existir, aqui e ali, sobretudo nas margens que não interferem como miolo, algumas diferenças em função das circunstâncias, mas o essencial está lá todo. É evidente que os madeirenses e portosantenses desconhecem o que vai nos bastidores, mas a montra parece-me muito mal feita e duvidosa. Aliás, questiono, como é que uma  figura se pode apresentar ao eleitorado quando "condescendeu" com as velhas práticas do "chefe"? Dirá o povo, certamente, que a farinha é a mesma embora se apresente em sacos diferentes.
Ilustração: Google Imagens  

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