segunda-feira, 20 de outubro de 2014

AINDA O PORTO DO FUNCHAL


Há dias em que uma pessoa sente a gravidade dos problemas com maior intensidade. Revolta, gera repulsa e até apetece dar um par de estalos em certos políticos de trazer por casa. Desculpem os leitores a minha franqueza e espontaneidade, há políticos que metem nojo, pela permanente aldrabice discursiva, pela atitude de quero, posso e mando, pela sobranceria que apresentam, pelo dislate, pelos seus comportamentos que vomitam ódio a todos quantos de forma fundamentada chamam à atenção com os argumentos do conhecimento. E isto porquê? Ao invés do prolongamento do cais (Pontinha) preferiram, contra tudo e todos, fazer um novo cais que agora se revela problemático. Uma vez mais esconderam o conhecimento que já possuíam, admitindo agora prolongar a Pontinha mais 500 metros, como forma de protecção do cais junto à Avenida do Mar. Serão, contas por alto, mais de 40 milhões. Um encargo que custará milhões aos falidos cofres da Região, se considerarmos que a nova obra poderá beneficiar de uma comparticipação europeia. 


E ninguém é responsabilizado e ninguém é julgado! Pegam no dinheiro dos contribuintes e utilizam-no como se deles fosse. Disse Alberto João Jardim no dia 17 Fevereiro de 2011: "(...) O projecto anunciado para a zona do aterro é mesmo para avançar, grite quem gritar". Era a resposta a Raimundo Quintal que, no dia anterior, lembrava que parece que "o mar é facilmente moldável pela vontade do Governo Regional, que o Governo Regional é o escultor que molda o mar como se molda o barro". Tem sido assim em tanta obra, por incúria e por irresponsabilidade. 
O artigo de opinião do Dr. Miguel de Sousa, hoje publicado no DN-Madeira, de certa forma explica a engrenagem. Não trás nada de novo, é certo, porque a própria oposição tem denunciado os esquemas maquiavélicos, mas tem o condão da palavra sair de dentro, do bunker das hostes social-democratas. Esta gente tem de ser corrida da cena política, dando lugar a uma nova geração de políticos que coloque as pessoas no centro das decisões. Simplesmente porque tudo isto é mau de mais.
Ilustração: Google Imagens.  

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