sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CONFORMISMO OU LUTA POLÍTICA?


Quarenta anos de extenuante luta de toda a oposição, chega-se ao momento do corte radical com o passado, o momento de mudar de orientação política, olho em redor e vejo toda a oposição conformada. Assisto a um PSD-M completamente esfrangalhado, com seis candidaturas em luta pelo poder interno, destilando ódios acumulados, um presidente do governo exausto e politicamente de rastos, que já não diz coisa com coisa, olho em redor e vejo toda a oposição conformada. Assisto à publicitação de um programa de um candidato, programa que está muito para além de uma mera liderança interna, que aposta já nas linhas estratégicas do desenvolvimento para a Madeira e Porto Santo e olho em redor e vejo toda a oposição conformada.


Posso, eventualmente, não estar a perceber os motivos de um certo silêncio quando, na lógica do comportamento político, este seria tempo de contraponto aberto e propositivo. Se existe trabalho de bastidores entre as diversas oposições, se existe ou não um qualquer plano estratégico concertado, se existe, repito, ele mantém-se para além da cortina e, portanto, indecifrável. O que é sensível é a presença diária do PSD, dos candidatos envolvidos com o jardinismo até ao pescoço, mas que agora renegam-no, com a maior desfaçatez, como se nunca tivessem nada a ver com aquilo! 
Ora, esta ausência de uma oposição consistente face a um momento de uma desejável mudança política, pode significar que o jardinismo ou os filhos do jardinismo voltem a ganhar mais três ou quatro legislaturas. É que isto já não vai com alguns outdoors, espalhados pela Região, chamando à atenção para alguns aspectos. A população deseja, certamente, saber das pessoas em quem possam depositar com convicção o seu voto, querem programas e desejam credibilidade. Por isso, como oposicionista ao jardinismo, lamento o sensível conformismo, quando cada vez se torna mais provável a realização de eleições antecipadas daqui por cinco ou seis meses!
Ilustração: Google Imagens.

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