sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

DECEPCIONANTES AS OPÇÕES DO DR. FRANCISCO ASSIS (PS)


Tinha uma enorme consideração política pelo Dr. Francisco Assis (PS). Eu disse, tinha! Desejaria mantê-la, admitindo que não compreendi a sua mensagem. Causou-me espanto a sua opção por um acordo pós-eleitoral com o PSD de Passos Coelho, caso o PS não obtenha maioria absoluta, e não com os partidos à esquerda do partido socialista. Isto é, o Dr. Francisco Assis prefere estar ao lado de quem tanto mal fez ao País (https://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec) e não ao lado de uma alternativa construída a pensar nos dramas do povo português, entre outros povos. O Dr. Francisco Assis prefere as lógicas de Juncker (Presidente da Comissão Europeia) e seus satélites da direita política, os que trituram os povos com redobradas austeridades, do que ajudar na criação de uma alternativa onde pontifique o respeito dos "mercados" pelos países e não o seu contrário. 


O Dr. Francisco Assis prefere uma espécie de "Maria vai com as outras" do que posicionar-se como um aliado dos explorados contra uma máfia de raiz internacional que faz da ganância o seu rumo. O Dr. Francisco Assis prefere dar a mão à direita que se diz social para consumo interno, mas que a todo o momento nos encosta à parede retirando direitos sociais que custaram sangue durante dezenas de anos. O Dr. Francisco Assis, socialista que bateu palmas ao discurso de Juncker, ajudou-me a perder um pouco da esperança em uma ruptura com este sistema político que nivela por baixo, gera pobreza, faz da emigração o altar do sacrifício para trezentos mil portugueses por ano, permite que proliferem políticos como Passos Coelho, Paulo Portas e outros que antes das eleições de 2011, mentindo, tanta promessa fizeram e que vão deixar o poder pior do que antes da crise fabricada externamente.
Não, meu Caro Dr. Francisco Assis, a Europa precisa de novos equilíbrios políticos. Uma Europa toda pela direita, onde nem Holland se safa, é uma Europa sem contraponto e que se ajusta aos gulosos interesses de uma corja que sabendo, nada quer saber do que é o direito à felicidade mínima dos povos. 
Ilustração: Google Imagens.

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